<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262</id><updated>2012-02-02T15:06:08.939Z</updated><title type='text'>Equinócio de Outono</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Rui Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01861576886218565849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_BQejDbMl4ow/SKWySptCOQI/AAAAAAAABCM/WwgOWL7-MpE/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-535080958448563312</id><published>2012-02-01T15:50:00.005Z</published><updated>2012-02-01T16:16:16.370Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O jardim da morte&lt;/span&gt; [1896] . Hugo Simberg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YnbFlyS8vAA/TyllRQob30I/AAAAAAAADAQ/hwXLAoAiH58/s1600/Hugo%2BSimberg.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YnbFlyS8vAA/TyllRQob30I/AAAAAAAADAQ/hwXLAoAiH58/s320/Hugo%2BSimberg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704201750238191426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns vivem para comer e outros comem para viver. Uns vivem para trabalhar e outros trabalham para viver. Quase todos vivem para morrer. Mas há os que vivem para viver... Esses, quando morrem, morrem para viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-535080958448563312?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/535080958448563312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/535080958448563312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/02/o-jardim-da-morte-1896.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YnbFlyS8vAA/TyllRQob30I/AAAAAAAADAQ/hwXLAoAiH58/s72-c/Hugo%2BSimberg.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7766444705332311716</id><published>2012-01-29T15:39:00.005Z</published><updated>2012-01-30T08:14:04.006Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje li esta reflexão na Capela de Fradelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste 4º domingo do Tempo Comum, a leitura da carta que Paulo escreveu aos coríntios exige que reflictamos sobre a questão do celibato na Igreja. Celibato é o estado de solteiro. Naturalmente, quando falamos de celibato neste contexto, estamos a falar de algo que era unívoco… mas que hoje é particularmente ambíguo: havia uma associação implícita entre celibato e castidade, entre o estado de solteiro e a abstinência de pensamentos ou, pelo menos, de acções de natureza sexual [ou sensual]. No fundo, a sexualidade era [na esfera do que é socialmente correcto] uma dimensão reservada às pessoas casadas. Com efeito, hoje há muitas pessoas que vivem juntas como se fossem casadas… e não são casadas; há, como sabemos, muitas pessoas que são casadas sem sacramento [não se casaram pela Igreja]; e associar hoje o estado de solteiro à abstinência sexual é simplesmente risível. É verdade que as pessoas não são hoje menos castas do que eram no tempo dos nossos pais ou dos nossos avós, simplesmente já não existem os mesmos constrangimentos sociais em relação a um sistema moral aceite consensualmente. Creio que essa é que é a questão…&lt;br /&gt;Mas prosseguimos: a nossa sociedade não tem nada contra a castidade… simplesmente não a estima; mas o celibato, curiosamente, enquanto estado de solteiro, tornou-se uma opção de vida para muitos dos nossos contemporâ-neos: seja por uma certa resistência aos compromissos inerentes ao casamento, enquanto constituição de uma família num modelo tradicional, seja pela conjuntura económica e pelas expectativas que as pessoas criaram em relação à sua carreira profissional, em relação a um certo estilo de vida, enfim… coisas do nosso tempo que todos conhecemos bem e que é desnecessário explicar.&lt;br /&gt;Prosseguimos: no contexto da Igreja, quando falamos de celibato, falamos também de uma opção de vida que ainda supõe [em teoria] a abstinência sexual, mas que se associa, fundamentalmente àquilo que vulgarmente se designa por consagração religiosa. Estamos a falar das pessoas que optaram pela ordenação presbiteral ou que decidiram, homens ou mulheres, ingressar numa ordem religiosa: monges ou monjas, frades ou freiras… O clero secular e o clero regular: os que vivem no século [no mundo…] e os que vivem de acordo com uma regra. São expressões que parecerem já só existir nos livros de história. A verdade é que há cada vez menos vocações consagradas: nos próximos 10, 20 anos, as dioceses terão as mesmas dezenas, centenas de paróquias… e meia-dúzia de presbíteros; e das congregações religiosas [beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas, etc., etc.] restará património [muito património…] abandonado.&lt;br /&gt;A leitura da carta de Paulo aos coríntios revela uma argumentação errada, errada mesmo há 2 mil anos. Paulo também se engana… Na verdade, parte de uma afirmação básica: uma pessoa solteira tem, de facto, mais liberdade do que uma pessoa casada, se por liberdade entendemos as condições gerais, em abstracto, para gerir o seu quotidiano, em termos de tempo e de necessidades; ou se por liberdade entendemos não ter pessoas que dependem do nosso trabalho ou a quem estamos ligados por motivos afectivos e emocionais. Mas se é dessa liberdade que depende o apostolado, a apostolicidade… hoje, em vez de solteiros, deveríamos apelar aos desempregados. Na verdade, partindo do princípio que no passado os solteiros representavam potenciais apóstolos pelas condições de disponibilidade que, em abstracto, apresentavam, hoje teríamos que apelar a pessoas desocupadas… mas não creio que a Igreja resolva este problema com os milhões de europeus desempregados. Na verdade, não acredito que esse seja sequer um problema real…&lt;br /&gt;Mas onde é que se enganou S. Paulo? Em duas questões, fundamentalmente: 1º Um solteiro [celibatário] não é necessariamente generoso; a generosidade de uma pessoa não depende do seu estado civil. 2º O casamento só nos divide na medida em que tudo o que somos ou fazemos é passível de nos dividir… além disso, há pessoas mais divisíveis do que outras. Ao contrário de Paulo, conheço muitos celibatários que estão "sob o peso dos negócios do Mundo"… Percebem os motivos pelos quais se enganou S. Paulo? Até os santos se enganam… E isso é normal. O que não é normal é fazermos desse erro uma regra de natureza disciplinar que chega a ser um obstáculo concreto à acção do Espírito Santo na vida da Igreja.&lt;br /&gt;Na verdade, há uma série de questões que os cristãos, aparentemente, perceberam mal: 1º A consagração, no sentido de entrega da vida a Deus, é um desafio para todos os cristãos… a condição de cardeal ou de monge beneditino não implica mais ou melhor consagração do que a que se espera de cada um de nós. 2º Disponibilidade não significa Apostolicidade… são coisas diferentes. 3º A apostolicidade não carece de pessoas celibatárias, mas de pessoas generosas. 4º Para os cristãos, a castidade não implica a abstinência sexual… a castidade é uma atitude, exigida a cada um, independentemente do seu estado civil. 5º A generosidade é condição necessária para a apostolicidade, mas não suficiente… ou seja, sem generosidade não há apostolicidade, mas não basta ser generoso para ser apóstolo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7766444705332311716?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7766444705332311716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7766444705332311716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/hoje-li-esta-reflexao-na-capela-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2100110010138736793</id><published>2012-01-27T18:46:00.008Z</published><updated>2012-01-29T19:42:55.684Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem, o concerto dos &lt;a href="http://www.thegift.pt/"&gt;The Gift&lt;/a&gt; [na Casa da Música] foi incrível... &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Primavera &lt;/span&gt;na primeira parte, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Explode &lt;/span&gt;na segunda e a Sónia Tavares [muito] grávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, falava com o Henrique sobre a música que escolheríamos para as nossas exéquias [conversas estranhas...]. Pensei no 'Introitus' do &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Requiem &lt;/span&gt;de Mozart: "Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis." Outra hipótese seria &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Fix you&lt;/span&gt; dos Coldplay...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/JI-o25K6B-E" allowfullscreen="" width="336" frameborder="0" height="189"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualizei o blog do &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;. Memória do princípio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2100110010138736793?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2100110010138736793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2100110010138736793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/ontem-o-concerto-dos-gift-na-casa-da.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/JI-o25K6B-E/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2522113656275581094</id><published>2012-01-26T14:04:00.008Z</published><updated>2012-02-01T23:46:13.400Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esta semana foi [está a ser...] muito intensa.&lt;br /&gt;Ainda em relação às &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;provas de doutoramento&lt;/a&gt;: obrigado!... muito obrigado a todos os amigos que partilharam a alegria deste acontecimento, deste processo de 'ressuscitar' &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;, de restitui-lo à história da literatura, à história da cultura portuguesa. Visitem e divulguem o site: &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.com/"&gt;www.guilhermedefaria.com&lt;/a&gt;, um trabalho notável do Bruno Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, a comunidade da Capela de Fradelos ofereceu-me uma caneta &lt;a href="http://world.montblanc.com/"&gt;Montblanc&lt;/a&gt;: o belíssimo modelo &lt;a href="http://world.montblanc.com/products/black_resin_platinum_meisterst_ck_classique_fineliner.09626.php"&gt;Meisterstück Classique Fineliner&lt;/a&gt;. Obrigado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2522113656275581094?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2522113656275581094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2522113656275581094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/esta-semana-foi-esta-ser.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5753153613787691699</id><published>2012-01-25T18:42:00.009Z</published><updated>2012-01-27T22:22:16.837Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>No dia 6 de Janeiro, no Auditório de Serralves, no contexto do colóquio &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Ver o invisível, dizer o indizível&lt;/span&gt;, moderei duas conversas: com Jaime Rocha e João Duque, Siza Vieira e Valter Hugo Mãe. Nesse dia, conheci pessoalmente Manoel de Oliveira... foi inesquecível. Deixo aqui a reportagem da &lt;a href="http://agencia.ecclesia.pt/"&gt;Agência Ecclesia&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://agencia.ecclesia.pt/flash/player.swf" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" flashvars="skin=http%3A%2F%2Fagencia.ecclesia.pt%2Fflash%2Fskin_snel.swf&amp;amp;autostart=false&amp;amp;file=http%3A%2F%2Fagencia.ecclesia.pt%2Fvids%2Fbo%2FColoquio_ver_invisivel_dizer_indizivel.flv" width="300" height="270"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5753153613787691699?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5753153613787691699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5753153613787691699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/blog-post_25.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1335866716488509619</id><published>2012-01-24T23:59:00.009Z</published><updated>2012-01-25T18:19:07.848Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eis que termina um dia muito importante para o poeta Guilherme de Faria. Nas provas de doutoramento que decorreram na Faculdade de Letras da UP, fui aprovado com distinção por unanimidade e estou, naturalmente, muito feliz.&lt;br /&gt;Já está on-line o site do poeta: &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.com/"&gt;www.guilhermedefaria.com&lt;/a&gt;. E o blog: &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;www.guilhermedefaria.blogspot.com&lt;/a&gt; começa amanhã a funcionar normalmente.&lt;br /&gt;Transcrevo aqui o texto de apresentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-03BEmVU0l3Y/Tx9GtxiReQI/AAAAAAAAC_I/EMqK4idNR9w/s1600/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701353405479483650" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-03BEmVU0l3Y/Tx9GtxiReQI/AAAAAAAAC_I/EMqK4idNR9w/s320/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me inscrevi num doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas, estava consciente das dificuldades que à partida se colocariam, na medida em que me licenciei em Teologia e defendi em 2002, nesta mesma Faculdade, a dissertação de mestrado em Filosofia Medieval. Ainda assim, o meu objectivo prendia-se fundamentalmente com a narrativa da vida do poeta Guilherme de Faria e com uma leitura hermenêutica da sua poesia. Desse modo, estas páginas que aqui, hoje, se discutem, têm um contexto e um pretexto académico, mas nascem do desejo de escrever a biografia de um poeta e desocultar a sua obra, durante 80 anos praticamente esquecida.&lt;br /&gt;Apesar da inscrição em doutoramento datar de Outubro de 2007, este trabalho começou em 2006. Durante estes seis anos, Guilherme de Faria tornou-se íntimo da minha vida, do meu quotidiano, da minha casa, da minha família, até dos meus amigos… No que diz respeito aos meus dias: nada parou, ou sequer abrandou, para que a vida e obra de Guilherme de Faria se desvelassem nesta dissertação de doutoramento; nada parou, ou sequer abrandou… o conteúdo destas páginas coexistiu com a minha actividade profissional, com uma série de projectos, com todo o património [material e imaterial] de que são feitas as nossas vidas. Ao folhear estas páginas, recordo o silêncio da minha biblioteca nessas horas nocturnas em que se conquista a intimidade de um poeta, recordo as viagens, uma certa solidão que não se explica, cada documento descoberto e manuseado… como se de tesouros se tratasse ou apenas de oportunidades de redenção; lembro os amigos que [directa e indirectamente] participaram neste projecto de, poeticamente, ressuscitar um poeta.&lt;br /&gt;Numa carta que Luís Amaro me escreveu recentemente, lê-se que "raramente um Poeta foi alvo de tamanha dedicação amorável!" Talvez tenha sido esse o principal objectivo desta dissertação: "dedicação amorável". Mas no contexto da obtenção de um grau académico, num texto de apresentação, cabe-me dizer algumas palavras sobre o conteúdo deste trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte desta dissertação, procurei apresentar uma narrativa biográfica desse rapaz raro, que nasceu em 1907, em Guimarães, tão perto desse castelo que é, simbolicamente, o berço de Portugal. A sua infância coincide com o regicídio, com a proclamação da República e com o Sidonismo. De resto, o assassinato de Sidónio Pais, no final de 1918, e a partida de Guilherme de Faria para Lisboa, em 1919, determinam, simbolicamente, o fim da infância do poeta.&lt;br /&gt;A sua família ocupa uma casa na rua da Horta Seca, entre o Chiado e o Bairro Alto. Por isso, Guilherme de Faria foi um poeta que, em Lisboa, nos anos 20, se situou sociologicamente, culturalmente, entre o Chiado e o Bairro Alto. No seu imaginário poético persistia uma separação dualista e intranquila entre o passado idílico, mitificado da sua infância, e um presente em que a cidade, com as suas luzes e miasmas, impunha uma realidade que o poeta recusava aceitar com a intensidade dramática de quem se rejeita a si próprio. E ainda assim, encontramos Guilherme nas encruzilhadas da cidade, nos cafés, entre poetas e amigos… um rapaz comunicativo, activo, criativo; o mesmo rapaz que no silêncio que se abate, crepuscular e outoniço, sobre as suas páginas íntimas, dialoga com a morte, como se a morte fosse a amante e as páginas fossem o tálamo, esse ataúde em que adormeceram tantos dos poetas que Guilherme amou.&lt;br /&gt;E assim passaram os anos: as ilusões foram sempre mais efémeras do que as decepções, o reconhecimento da sua poesia foi sempre obscurecido pela inadaptação para a vida real, que era tão excessivamente real para um poeta tão poeta. A existência concreta constituía, à partida, um desafio conceptual, porque o seu problema nunca foi o que quis ser – Guilherme de Faria quis ser tanto, quis ser tudo… –, o seu problema foi fundamentalmente o que não quis ser, como se lê na sua «Confissão», poema de 1924: "quero viver, quero ser tudo,/ Só não quero ser o que sou!"&lt;br /&gt;Hoje não importa tanto descrever Guilherme de Faria como bipolar ou mesmo neurasténico, mas sublinhar o impressivo sentido humano da sua vida, tão comoventemente manuscrito em centenas de papéis que – por esse amor que o acaso tem aos poetas – pude folhear como se por mim próprio tivessem sido manuscritos ou como se nada fosse por acaso.&lt;br /&gt;E esse rapaz tão raro, amigo de poetas e artistas, que dedicou à poesia e aos livros mais vida do que normalmente pode a vida, no dia 4 de Janeiro de 1929, há 83 anos, desceu a rua do Alecrim e apanhou o comboio para Cascais na Estação Ferroviária do Cais do Sodré. Escreveu dois bilhetes-postais que endereçou ao irmão José; colocou-os no correio e seguiu, junto ao mar, até à Cidadela e depois pela Estrada da Boca do Inferno. Foi um caminho sem retorno. Descalço e com um terço de rezar ao pescoço, com apenas 21 anos de idade, Guilherme de Faria precipitou-se no mar. As fragas, a água fria e a violência das vagas reclamaram o seu corpo.&lt;br /&gt;Como mais tarde escreveu Alfredo Pimenta, Guilherme de Faria foi "o último Poeta português, que aos 21 anos se deixou enfeitiçar pelo marulho das ondas e no seio destas se foi cantar a sua última estrofe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à sua poesia, procurei na segunda parte desta dissertação uma leitura hermenêutica, que fundamentalmente a contextualizasse numa perspectiva histórico-cultural e literária. Podemos situar cronologicamente a sua poesia entre 1920 – existem poemas inéditos, em manuscritos autógrafos, datados de 1920 – e 1928. Numa primeira fase, até &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Mais Poemas&lt;/span&gt; [de 1922], Guilherme de Faria é um jovem poeta muito influenciado por Antero de Quental e, sobretudo, por António Nobre, e exprime-se preferencialmente em sonetos. É em &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Poemas&lt;/span&gt;, o seu primeiro livro [também de 1922], que encontramos estas palavras: "E o Mar/ Anda a rezar/ Os meus versos de luz que ainda estão por escrever…"&lt;br /&gt;Em 1924, Guilherme de Faria continua a ser um jovem poeta – nunca deixou de ser um jovem poeta… –, mas a edição de &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Sombra &lt;/span&gt;representa uma mudança. Não se trata apenas do expectável amadurecimento de um poeta com 15 anos, mas de um processo que se estenderá até à edição de &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [em 1926] e que representa a construção de uma identidade poética: Guilherme de Faria, entre o aparecimento de tantos auspiciosos jovens autores e a maturidade literária de alguns dos mais notáveis poetas portugueses, torna-se talvez o mais quinhentista dos poetas neo-românticos lusitanistas, autor de poemas que nos lembram os Cancioneiros, num diálogo progressivamente mais íntimo com a morte, criando uma certa distância indefinida em relação à realidade, como se desistisse… como se que aquilo que era ontologicamente fosse incompatível e irreconciliável com a sua existência.&lt;br /&gt;Em redondilha maior ou menor, os seus versos aproximam-se muitas vezes da mundividência de poetas como Afonso Lopes Vieira, António Correia d’Oliveira ou Mário Beirão; esporadicamente apropriam-se de questiúnculas integralistas; quase sempre conservam um rumor idiossincrático que lhes empresta uma limpidez e uma dolência muito próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme de Faria tem, à partida, um conjunto de circunstâncias que condicionam profundamente a afirmação da sua singularidade, seja por se tratar de um poeta que morreu com apenas 21 anos – idade em que a generalidade dos mais reconhecidos poetas nem sequer estabeleceu o universo conceptual para um modelo de criação poética –, seja por se encontrar excessivamente contextualizado nos buliçosos anos 20, período de definições e redefinições, de complexas continuidades e descontinuidades, em que se movem saudosistas e futuristas, entre a Seara Nova de Raul Proença e a 2.ª Série da Nação Portuguesa de António Sardinha.&lt;br /&gt;Parece-me determinante o seu contexto familiar e a mudança de Guimarães para Lisboa, naquilo que profundamente representa cada um dos espaços na construção de um imaginário nacional, na bipolaridade cidade/campo e na perspectiva idiossincrática de um poeta que, por um lado, potencia o volksgeist na sua expressão neo-romântica e integralista; e, por outro, assume a sua partida para Lisboa como um desterro, que o distancia dos loca sancta da sua infância. Este enquadramento biográfico possibilita uma personalidade poética rara, nimbada por uma certa dramaticidade, a que juntamos os contactos, as relações no meio literário e as circunstâncias que condicionaram o suicídio e que acabaram por redimensionar as implicações da sua precocidade.&lt;br /&gt;Mas ainda não é isto que distingue Guilherme de Faria como poeta. Estamos na presença de um personagem complexo, profundamente idiossincrático, que estabeleceu, numa primeira fase [como referi], um diálogo perturbadoramente íntimo com Antero e, sobretudo, com António Nobre. Numa segunda fase, que discretamente assoma em &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Sombra &lt;/span&gt;[de 1924] e se afirma em &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [de 1926], Guilherme de Faria desapega-se de um imaginário de artifícios simbolistas e assume-se claramente no enquadramento do Neo-Romantismo lusitanista. Entre meados de 1926 e o final de 1928, escreve três livros – &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Destino&lt;/span&gt;, &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Manhã de Nevoeiro&lt;/span&gt; e &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Desencanto &lt;/span&gt;– que se adequam exemplarmente à expressão poética do Neo-Romantismo lusitanista.&lt;br /&gt;Com efeito, se há algumas características marcadamente neo-românticas lusitanistas que não encontramos explícitas na poesia de Guilherme de Faria, encontrá-las-emos nas suas cartas. Assim, se a nostalgia da paisagem rural é um elemento presente no epistolário, nos seus poemas encontramos revivescências mediévicas e renascentistas, como transposição revivalista e tentativa de reintegração da sua poesia na tradição literária que Guilherme de Faria considera genuinamente nacional; nas cartas e nos poemas, encontramos o devaneio melancólico, a evasão passadista, a recuperação fictícia dos estádios volvidos do tempo, as compensações da fantasia, o casticismo, o historicismo nacionalista; percebemos a opção pelo popularismo estético, a valorização da espontaneidade e autenticidade que Guilherme de Faria reconhece na poesia popular.&lt;br /&gt;A poesia de Guilherme de Faria é ainda marcada pela presença obsessiva do amor, pela sublimação do amor esponsalício… que se desvela numa lírica sentimental, numa poética expressivista, entre a novela camiliana e a poesia de João de Deus, sob o impulso bucólico e quinhentista de Bernardim e o ascendente de António Nobre.&lt;br /&gt;E, de certo modo, já é isto que distingue a poesia de Guilherme de Faria, mais do que a inspiração sebástica, mais do que a marca integralista, trata-se da construção de uma personalidade literária e de uma subjectividade expressa através de um lirismo nocturno, doce e elegíaco, que dialoga intimamente com a morte e que integra o amor e a saudade de um modo singular, seja pela intensidade idiossincrática, seja pela evidente qualidade da sua poesia.&lt;br /&gt;Apesar de algumas composições denunciarem previsibilidade, alguma anuência com os estereótipos, ou algum compromisso de circunstância, creio que Guilherme de Faria consegue superar o seu contexto geracional, consegue de facto superar aquilo que seria expectável de um poeta tão jovem e tão situado ideologicamente, e constrói não só uma obra profundamente representativa do Neo-Romantismo lusitanista, mas também um personagem poético extraordinário, excessivo, passional, em que a vida e a obra são perturbadoramente coerentes, em que o desfecho trágico da sua vida é verdadeiramente consequente com os seus versos, mesmo com esses versos de luz que ainda estão por escrever.&lt;br /&gt;Aí radica, na minha opinião, a singularidade de Guilherme de Faria, entre o poeta que foi e o poeta que nunca chegou a ser, entre a intensidade existencial da sua poesia e a projecção literária da sua existência, entre a adequação exemplar ao universo conceptual da expressão poética do Neo-Romantismo lusitanista e uma poesia que ocasionalmente transcende um modelo mais ou menos circunscrito de contextualização, entre a herança cultural e poética de uma nação – que, simbolicamente, também nasce em Guimarães e se esvaece no Atlântico – e uma elegia profundamente idiossincrática, melopeia em que assomam o amor, a morte e a saudade.&lt;br /&gt;E se existe algum estranhamento no contacto com os poemas de Guilherme de Faria, esse estranhamento resulta de um certo efeito anacrónico e regressivo, simultaneamente evasivo e intimista, que revela um poeta ontologicamente ferido e saudoso de si mesmo; esse estranhamento resulta de uma expressão vagamente escatológica e neo-platónica, entre a saudade de Deus e a iminência da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição póstuma de &lt;span style="COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;Saudade Minha (poesias escolhidas)&lt;/span&gt; [1929], uma antologia com cem poemas, representa o desejo do «poeta» sobreviver ao «homem»; é uma espécie de testamento preparado à sombra do suicídio, que o poeta ponderou intitular O Livro de Guilherme de Faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino Guilherme de Faria: franzino, irrequieto, de grandes olhos negros a arder na face iluminada, saudoso dessa Vida que buscou na morte. Com a Saudade, por meio do suicídio, Guilherme não recupera apenas o passado como paraíso… inventa-o. Na verdade, foi isso que escreveu em versos de sombra, versos nocturnos… porque os versos de luz ainda estão por escrever.&lt;br /&gt;Passados estes anos de contacto, por vezes dolorosamente íntimo, com a poesia, as cartas, os objectos pessoais de Guilherme de Faria, resta-me confessar que hoje, independentemente de qualquer coisa… sinto um alívio indescritível, uma certa descompressão… algo quase sacramental ou hierático, como se tivesse cumprido uma promessa ou terminado uma peregrinação.&lt;br /&gt;Queria, finalmente, agradecer a todos quantos contribuíram, directa ou indirectamente, para esta Vida e Obra de Guilherme de Faria, particularmente à Sr.ª D. Teresa Leite de Faria, irmã do poeta [aqui presente], à Sr.ª Prof.ª Doutora Maria João Reynaud, orientadora desta dissertação, e à minha família, que tão generosamente acolheu Guilherme de Faria em nossa Casa. Muito obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1335866716488509619?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1335866716488509619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1335866716488509619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/eis-que-termina-um-dia-muito-importante.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-03BEmVU0l3Y/Tx9GtxiReQI/AAAAAAAAC_I/EMqK4idNR9w/s72-c/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6941978975573632108</id><published>2012-01-24T13:08:00.003Z</published><updated>2012-01-24T13:13:35.419Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, pelas 15 horas, defendo a dissertação de doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Os versos de luz por escrever: Vida e Obra de Guilherme de Faria&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;O júri será composto pela Prof.ª Doutora Isabel Pires de Lima, pelo Prof. Doutor José Carlos Seabra Pereira e pelo Prof. Doutor António Cândido Franco [arguentes], pela Prof.ª Doutora Fátima Marinho, pela Prof.ª Doutora Maria João Reynaud [orientadora] e pela Prof.ª Doutora Zulmira Coelho Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um dia muito importante... para mim e para o Guilherme de Faria. Por isso, apresento o site: &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.com/"&gt;www.guilhermedefaria.com&lt;/a&gt; [desenhado pelo Bruno Santos], e o [novo] blog: &lt;a href="http://www.guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;www.guilhermedefaria.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais não escrevo... porque não tenho tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6941978975573632108?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6941978975573632108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6941978975573632108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/hoje-na-faculdade-de-letras-da.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4600431510185145465</id><published>2012-01-21T17:13:00.004Z</published><updated>2012-01-21T17:32:21.538Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amanhã lerei esta reflexão na Capela de Fradelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Luta por uma alma&lt;/span&gt; [capitel de Saint-Benoît-sur-Loire]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Pj_zHJliK_M/TxrytKixLdI/AAAAAAAAC-8/jwnVjs8zDEE/s1600/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Pj_zHJliK_M/TxrytKixLdI/AAAAAAAAC-8/jwnVjs8zDEE/s320/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700135136129002962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura deste 3º domingo do Tempo Comum fala-nos de Jonas, em Nínive. Sempre me maravilharam as ilustrações de Jonas e do grande peixe nas Bíblias da minha infância, sem que me importasse as implicações exegéticas da narrativa. Hoje, esta leitura fala-nos dos apelos do profeta para que os habitantes de Nínive se arrependessem e se convertessem, ou Deus destruiria a descomunal cidade. Os habitantes de Nínive reagiram às palavras de Jonas e penitenciaram-se. E Deus também se arrependeu do mal com que os tinha ameaçado. O Antigo Testamento tem muitas narrativas como esta, independentemente do desfecho… Deus actua como um rei poderoso, que intervém na história, e que age de um modo muito humano, tão humano que também Deus se arrepende do mal com que tinha ameaçado Nínive. Estas narrativas antigas lembram-nos que sabemos pouco sobre Deus, mas conhecemos bem o Homem. Neste caso houve arrependimento e conversão, mas a consciência que prevalece, das histórias dos profetas e da nossa experiência de vida, é que a conversão, a mudança suscitada pelas virtudes morais, a escolha do bem… é uma conquista difícil, muito difícil. É mais difícil encaminhar do que desencaminhar. Alguém sugeriu que desejamos o bem, mas praticamos o mal. É o pecado… consiste em resistirmos ao bem e sermos permeáveis ao mal. Por isso li esta narrativa como um sinal de esperança: apesar de tudo, os habitantes de Nínive escutaram as palavras e Jonas e mudaram a sua conduta. Não é fácil… mas nunca nos disseram que seria fácil. O bem é uma conquista de todos os dias e a conversão uma atitude para toda a vida e para a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa carta aos habitantes de Corinto, Paulo também apela à conversão, evocando a efemeridade do mundo, desafiando os cristãos de Corinto a um desapego em relação às coisas que têm como certas… É um tema pertinente nesta nossa tão entristecida pós-modernidade ou pré-qualquer-coisa que ainda não sabemos, ou pós-pós-modernidade… tão acelerados andam os nossos dias, as nossas vidas cheias de importância, compromissos, responsabilidades; vidas hiper-organizadas em hiper-organizers… informáticos, interactivos, tablets, iPads, iPhones, i-qualquer-coisa digna de uma sociedade hiper-tecnificada, um sociedade de entretenimento hiper-deslumbrada, hiper-anestesiada, hiper-hedonista, hiper-qualquer-coisa… onde tudo se compra e tudo se vende em hiper-mercados, esses lugares onde compramos tudo e onde até já vendemos a alma a um hiper-diabo qualquer, nem que seja um hiper-pobre-diabo. Mas S. Paulo lembra-nos que as coisas deste mundo são passageiras, são de passar… Lembro-me das palavras do P. António Vieira: "Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera". Tudo passa… enquanto o Homo Sapiens Sapiens parece evoluir para o iPitecantropo. "Efémera é a figura deste Século", diz S. Paulo. Disse-o há quase dois mil anos… mas eu escutei-o hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Evangelho de Marcos, escutámos Jesus a anunciar que o Reino dos Céus está próximo. Segue-se o chamamento dos primeiros discípulos. O que mais me impressiona nesta narrativa do Evangelho é uma certa descomplexificação da realidade da pessoa, enquanto contexto e enredo. Seria difícil imaginar esta narrativa do chamamento dos primeiros discípulos na tessitura do universo de um escritor existencialista, em que os personagens se enredam num novelo psico-dramático complexo, em que a escolha se assume um processo doloroso e angustiante. Aqui não… desconcerta-nos o modo simples do apelo: "Vem comigo!" Cristo não usa critérios ou estratégias de psicologia em recursos humanos, não organiza entrevistas [castings para apóstolos] nem pede referências pessoais ou profissionais em cartas de recomendação… Apenas: "Vem comigo!"&lt;br /&gt;Simão e André e, logo a seguir, Tiago e João, filhos de Zebedeu. Jesus diz-lhes: "Vinde comigo!" E eles? Eles vão… seguem Jesus. O que faz um discípulo é a interacção que existe entre o chamamento e a resposta. E o Evangelho acentua o lado mais desarmante do chamamento e o lado mais desconcertante da liberdade com que estes homens seguem Jesus. É isso que se passa connosco? Não… Facilmente argumentaríamos: uma coisa é ser apóstolo, outra coisa é ser cristão. Ora aí está uma boa explicação para o que somos como cristãos, para o que é a Igreja… fundamentalmente é uma boa explicação para o que não somos como cristãos e para o que a Igreja não é. A apostolicidade é a condição que resulta da interacção que existe entre o chamamento e a resposta. E ser cristão implica necessariamente ser apóstolo… por isso importa saber o que somos… ou o que não somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4600431510185145465?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4600431510185145465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4600431510185145465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/amanha-lerei-esta-reflexao-na-capela-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Pj_zHJliK_M/TxrytKixLdI/AAAAAAAAC-8/jwnVjs8zDEE/s72-c/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3629478884597650997</id><published>2012-01-17T15:17:00.004Z</published><updated>2012-01-17T15:41:52.022Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Falta só uma semana para as provas de doutoramento. Comprei um bonito fato preto... pareço o funcionário de uma agência funerária. Queria ler &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Ágape, agonia&lt;/span&gt;, de William Gaddis e terminar &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Adoecer&lt;/span&gt;, de Hélia Correia, um livro notável sobre Elizabeth Siddal, companheira de Dante Gabriel Rosseti e modelo de John Everett Millais em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Ofélia &lt;/span&gt;[1851-52]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YzAK7imrFBY/TxWU0kKjXCI/AAAAAAAAC-w/Tl_iE_A80DI/s1600/E.%2BSiddal.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YzAK7imrFBY/TxWU0kKjXCI/AAAAAAAAC-w/Tl_iE_A80DI/s320/E.%2BSiddal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698624534289275938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ler... mas ainda tenho exames de ECMC para corrigir e preciso de tempo e silêncio para preparar as provas de doutoramento. Já só falta uma semana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3629478884597650997?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3629478884597650997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3629478884597650997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/falta-so-uma-semana-para-as-provas-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YzAK7imrFBY/TxWU0kKjXCI/AAAAAAAAC-w/Tl_iE_A80DI/s72-c/E.%2BSiddal.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-918759074270127198</id><published>2012-01-15T15:43:00.004Z</published><updated>2012-01-17T15:46:09.756Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este domingo li esta reflexão na Capela de Fradelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Cristo e S. Menas&lt;/span&gt; [séc. VI-VII]. Mosteiro de Bauit [Egipto]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y9ft3KwejJw/TxL2VTA11xI/AAAAAAAAC-Y/d8UEnDGDKBs/s1600/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BCristo%2Be%2BS.%2BMenas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-y9ft3KwejJw/TxL2VTA11xI/AAAAAAAAC-Y/d8UEnDGDKBs/s320/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BCristo%2Be%2BS.%2BMenas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697887324318586642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tempo Comum permite que recuperemos o tempo, como experiência e como processo de salvação. Somos chamados a sobreviver ao modo como nos desgasta. Não se trata de uma opressão ou de um instante eivado de violência… É algo erosivo: o tempo transforma a vida em morte lenta e os cristãos procuram compreendê-lo, assumi-lo, integrá-lo na sua experiência pessoal e partilhá-lo como processo de ressurreição, processo lento e doloroso, íntimo da morte e íntimo da vida, como se a verdade da nossa condição dependesse de nos sentirmos por dentro do processo de ressurreição, enquanto vivemos na morte e enquanto morremos na vida.&lt;br /&gt;Deus entra no tempo, que é como quem diz: Deus participa da nossa vida e da nossa morte, enquanto processos temporais; Deus participa da nossa ressurreição, mesmo quando a ressurreição se nos afigura um mistério tão insondável quanto a própria vida e a própria morte. Deus entra no tempo, como no sono de Samuel.&lt;br /&gt;Inesquecível esta narrativa, em que o rapazinho escuta uma voz que o chama: "Samuel! Samuel!" E corre para o sacerdote Eli, dizendo: "Eis-me aqui!" Mas Eli não o chamara... Isto repete-se; Samuel pensa nova-mente que é Eli e o sacerdote diz-lhe como proceder se voltar a escutar essa voz que o chama. E quando Samuel ouve outra vez o seu nome, responde: "Fala, Senhor, que o teu servo escuta!"&lt;br /&gt;Na verdade, hoje, parece-nos menos importante a mensagem propriamente dita… O essencial desta narrativa é, efectivamente, a atitude de Samuel: "Fala, Senhor, que o teu servo escuta!" Atitude de acolhimento, de escuta… Pressupõe silêncio. Mais: pressupõe que Samuel permita que o seu silêncio seja uma caixa de ressonância para a voz de Deus. E isto não é apenas poético… poderia realmente mudar a minha vida: "Fala, Senhor, que o teu servo escuta!"&lt;br /&gt;Mas a porção do Evangelho que escutámos neste 2º domingo do Tempo Comum reserva-nos ainda um apelo extraordinário. Dois discípulos ouviram João que, vendo Jesus, disse: "Eis o Cordeiro de Deus!" Os dois discípulos, ao ouvir estas palavras, seguiram Jesus. Voltando-se e vendo que o seguiam, Jesus disse-lhes: "Que procurais?" Eles disseram: "Onde moras?" Ele disse-lhes: "Vinde ver!" Eles foram e viram onde ele morava, e ficaram com ele naquele dia.&lt;br /&gt;Vejamos: há algo insólito nesta narrativa? Fundamentalmente, tudo! [1] O modo assertivo com que João identifica Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus!" Trata-se de uma profissão de fé, uma afirmação de teor eminentemente teológico e, neste contexto, quase despropositadamente teológico. [2] Os dois discípulos de João escutam as suas palavras e seguem Jesus, o que reforça o carácter assertivo da profissão de fé e denuncia uma confiança de certo modo desconcertante. [3] Jesus, vendo que o seguiam, pergunta-lhes: "Que procurais?" No fundo, significa: "Que quereis?" Mas querer não é o mesmo que procurar… é mais gratuito e intuitivo procurar e podemos procurar o que ainda não queremos ou aquilo [aquele] que não conhecemos… e por isso não sabemos ainda se queremos. [4] Os discípulos respondem com uma pergunta: "Onde moras?" Sinceramente, esperava qualquer coisa como: "Quem és?" Ou: "Como te chamas?" Mas eles perguntaram-lhe: "Onde moras?" [5] A resposta de Jesus é tão improvável como a pergunta dos discípulos: "Vinde ver!" ……. "Vinde ver!" [6] Se fosse eu talvez não fosse. Talvez não o tivesse seguido… e dificilmente ter-lhe-ia perguntado: "Onde moras?" Mas os discípulos foram… e viram onde Jesus morava… e ficaram com ele. É desconcertante porque desconcerta. É desarmante porque desarma. Mais uma vez a atitude…&lt;br /&gt;Samuel é o primeiro profeta: "Fala, Senhor, que o teu servo escuta!" Profeta é aquele que empresta a sua voz a Deus. Mas como pode emprestar a sua voz a Deus se não escuta a voz de Deus? É isso que nos distingue dos profetas: há neles um silêncio interior [e exterior…] que lhes permite a escuta.&lt;br /&gt;"Vinde ver!" E eles foram… É isso que nos distingue dos apóstolos: uma liberdade que esmaga os nossos pretextos e os nossos contextos. Pressupõe liberdade para ir… Mais: pressupõe que essa liberdade seja uma caixa de ressonância para o amor de Deus. E isto não é apenas poético… poderia realmente mudar a minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-918759074270127198?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/918759074270127198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/918759074270127198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/este-domingo-li-esta-reflexao-na-capela.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-y9ft3KwejJw/TxL2VTA11xI/AAAAAAAAC-Y/d8UEnDGDKBs/s72-c/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BCristo%2Be%2BS.%2BMenas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2159140190278330398</id><published>2012-01-14T22:21:00.008Z</published><updated>2012-01-14T23:42:54.042Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pensei escrever algumas considerações sobre a &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Teoria Estética&lt;/span&gt; de Theodor W. Adorno, ou sobre &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A definição de Arte&lt;/span&gt; de Umberto Eco... Mas às vezes basta admitir que os &lt;a href="http://www.maroon5.com/"&gt;Maroon 5&lt;/a&gt;, em apenas 4 minutos e 18 segundos, podem ser menos eruditos, mas conseguem ser mais assertivos do que Theodor Adorno ou Umberto Eco. Não deixa de ser um tributo à História da Cultura e da Arte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/dOBX5NkLT7o" allowfullscreen="" width="336" frameborder="0" height="189"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2159140190278330398?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2159140190278330398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2159140190278330398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/pensei-escrever-algumas-consideracoes.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/dOBX5NkLT7o/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3431721825782606927</id><published>2012-01-13T13:21:00.009Z</published><updated>2012-01-14T23:16:51.440Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Sexta-feira 13&lt;/span&gt;. Estive com a Karin Somers, nesse lugar onde a minha amiga escultora empresta as mãos e o coração ao ofício de criar... como se fosse Deus, mas sem angústias ou pretensões soteriológicas. Falámos do tempo... com pouco tempo para falar. Trouxe uma escultura para celebrar o aniversário da Irmã Aurora, no &lt;a href="http://www.lusofrances.com.pt/"&gt;Colégio Luso-Francês&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Tenho exames e trabalhos para corrigir, da &lt;a href="http://www.artes.ucp.pt/"&gt;Escola das Artes&lt;/a&gt; e da &lt;a href="http://www.esb.ucp.pt/"&gt;Escola Superior de Biotecnologia&lt;/a&gt;, tenho muitas questões da &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/site/custom/template/ucptplpag.asp?sspageID=4020&amp;amp;lang=1"&gt;UCE . Porto&lt;/a&gt;... mais de dez livros em processo de edição. E faltam dez dias para as provas de doutoramento. Escuto compulsivamente &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Primavera&lt;/span&gt;, o novo trabalho dos &lt;a href="http://www.thegift.pt/"&gt;The Gift&lt;/a&gt; que a Ana me ofereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/OtQnXKq2IWo" allowfullscreen="" width="336" frameborder="0" height="189"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/C2z9sbWnzBw" allowfullscreen="" width="336" frameborder="0" height="189"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3431721825782606927?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3431721825782606927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3431721825782606927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/sexta-feira-13.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OtQnXKq2IWo/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5471225434972656732</id><published>2012-01-10T22:28:00.005Z</published><updated>2012-01-12T12:19:20.399Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>No Domingo, li esta reflexão na Capela de Fradelos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Georges Rouault [1871-1958] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J61pBQHRr2w/Twy8_8gyKbI/AAAAAAAAC90/7czZVLWs5DQ/s1600/Magos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-J61pBQHRr2w/Twy8_8gyKbI/AAAAAAAAC90/7czZVLWs5DQ/s320/Magos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696135435478247858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós conhecemos a história destes magos vindos do Oriente. O folclore religioso ajudou-nos a criar uma imagem mais ou menos definida destes magos: são reis, são três e até têm nomes próprios… Nos nossos presépios adquiriram diversidade étnica, viajam normalmente sobre camelos e são personagens tão exóticas quanto a nossa imaginação – o nosso imaginário… – nos permite.&lt;br /&gt;Há alguns anos, num documentário bem-intencionado, falava-se das tentativas de reconhecidos astrónomos da actualidade procurarem reconstituir os céus do Médio Oriente [refiro-me à cartografia do espaço], nos anos em que situa cronologicamente o nascimento de Jesus, ou seja: tentavam perceber o que é que, no período em que se situa o nascimento de Jesus e no espaço geográfico do Médio Oriente, poderia ser observado nos céus por alguém com alguns conhecimentos no âmbito da observação astronómica, num contexto em que a astronomia e a astrológica não eram realidades distintas. Que acontecimentos astronómicos, mais ou menos invulgares, poderiam suscitar nesses homens algum interesse? Um cometa? Um alinhamento de estrelas?... Ou seja, os astrónomos da actualidade procuravam descobrir um acontecimento astronómico que pudesse ter motivado não só o interesse, mas a viagem destes magos vindos do Oriente.&lt;br /&gt;É interessante? Talvez… Mas a minha fé em Cristo não depende do rigor histórico desta narrativa, nem do colorido ficcional do nosso imaginário, nem sequer da descoberta da estrela de Belém por astrónomos ou académicos eminentes. Sinceramente, enquanto uns defendem [com unhas e dentes] a versão tradicional, nos seus efeitos excessivamente cénicos, e enquanto outros [com a mesma tenacidade…] procuram escorraçar os reis magos para os domínios fabulosos das fábulas, talvez fosse importante pensarmos no que representa esta narrativa no contexto dos evangelhos da infância de Jesus.&lt;br /&gt;Uma parte da resposta para esta questão está no refrão do salmo que cantámos: "Virão adorar-vos, Senhor, todos os povos da terra". Ao contrário do Evangelho de Lucas [que acentua, com os pastores, a contextualização judaica do acontecimento de Cristo], o Evangelho de Mateus fala-nos de uns estrangeiros que vêm adorar o menino; se Lucas acentua o carácter local, Mateus acentua o carácter universal do acontecimento de Cristo. E esta dinâmica – só aparentemente paradoxal – de enraizamento e, simultaneamente, de abertura, implica que entendamos que o acontecimento de Cristo tem um contexto histórico-salvífico, mas é estruturalmente universal, tem uma vocação universalista. Cristo, a sua vida [em sentido histórico], a sua mensagem [impressa e expressa nas narrativas evangélicas], e a sua redenção… têm um carácter universal, ou seja: destinam-se a todos os homens, independentemente do seu contexto existencial, entendido em termos espácio-temporais, da sua personalidade e da sua história pessoal [o seu passado e o seu presente…], da sua cultura ou etnia, da sua sensibilidade ética ou estética, da sua experiência religiosa e espiritual.&lt;br /&gt;O acontecimento de Cristo é situado, mas não está sitiado. E como a Igreja só faz sentido a partir do acontecimento de Cristo, tem [tem que ter] uma natureza missionária e é [tem que ser] católica: universal... unida sem se fechar, aberta sem se dissolver. Desse modo, estes magos representam, em contexto bíblico, todos os homens que, numa perspectiva étnica, estavam tradicionalmente fora do círculo de salvação; e dizem-nos que o coração humano anseia por Cristo, por adorá-lo. Estes magos vindos do Oriente dizem-nos que a Igreja não é uma espécie de clube privado, com vícios ou pretensões de sociedade secreta; dizem-nos que a principal missão da Igreja é o 'querigma', o anúncio, o testemunho do Evangelho... e porquê? Porque o coração do Homem suspira por Cristo, aspira à redenção e carece que nós, cristãos, sejamos essa estrela. É curioso que a estrela não represente um segredo… ela está nos céus, suficientemente luminosa para que seja vista por quem a queira ver, ou seja, por quem a não ignore.&lt;br /&gt;Isto levanta uma questão curiosa: nós, cristãos, por falta de luz – por escassez de espírito missionário –, como já não temos pretensão de converter alguém, sentimos que estamos tantas vezes no limite de perdermos [de nos tirarem…] a pouca fé que temos. Parece-me que essa é a lição mais importante a reter, hoje, desta narrativa: sentirmos esse fogo no coração que motiva estes homens a desinstalarem-se e a buscarem Jesus; e sentirmos que aquilo que somos, como cristãos, e aquilo que a Igreja é… depende tanto de sermos essa luz que conduz a Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5471225434972656732?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5471225434972656732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5471225434972656732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/no-domingo-li-esta-reflexao-na-capela.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-J61pBQHRr2w/Twy8_8gyKbI/AAAAAAAAC90/7czZVLWs5DQ/s72-c/Magos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4112686190233693931</id><published>2012-01-07T09:30:00.011Z</published><updated>2012-01-11T13:56:30.162Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem, no Auditório de &lt;a href="http://www.serralves.pt/"&gt;Serralves&lt;/a&gt;, organizado pelo Secretariado Diocesano da &lt;a href="http://sdpc-porto.blogspot.com/"&gt;Pastoral da Cultura&lt;/a&gt;, decorreu o colóquio &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Ver o invisível, dizer o indizível&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Pelas 16 horas, o Professor &lt;a href="http://www.joaquimazevedo.com/"&gt;Joaquim Azevedo&lt;/a&gt; acolheu as pessoas, que praticamente encheram o auditório, e apresentou o colóquio. Depois, duas conversas informais, moderadas por mim, juntaram o escritor &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Ferreira_de_Sousa"&gt;Jaime Rocha&lt;/a&gt; e o teólogo &lt;a href="http://www.diocese-braga.pt/congressosacerdotal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=32&amp;amp;Itemid=31"&gt;João Duque&lt;/a&gt;, o arquitecto &lt;a href="http://alvarosizavieira.com/"&gt;Siza Vieira&lt;/a&gt; e escritor &lt;a href="http://www.valterhugomae.com/"&gt;Valter Hugo Mãe&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com João Duque e Jaime Rocha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-HGYILMTn0u4/TwgUA9pqnWI/AAAAAAAAC9E/PFTpr44giU4/s1600/Serralves.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-HGYILMTn0u4/TwgUA9pqnWI/AAAAAAAAC9E/PFTpr44giU4/s320/Serralves.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694823735591869794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Ferreira_de_Sousa"&gt;Jaime Rocha&lt;/a&gt; [1949] frequentou a Faculdade de Letras, em Lisboa, e viveu em Paris nos últimos anos do Estado Novo. É autor de uma vasta obra no domínio da ficção, da poesia e do teatro. Em 2010 publicou &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Necrophilia&lt;/span&gt;, livro com que termina a sua impressiva Tetralogia da Assombração: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Os que vão morrer&lt;/span&gt; [2000], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Zona de caça&lt;/span&gt; [2002] e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Lacrimatória &lt;/span&gt;[2005].&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diocese-braga.pt/congressosacerdotal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=32&amp;amp;Itemid=31"&gt;João Duque&lt;/a&gt; [1964] doutorou-se em Frankfurt, na área da Filosofia da Arte. É professor e presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica. Autor de uma vasta obra, fundamentalmente nos domínios da Teologia e da Filosofia, João Duque realizou estudos de órgão, composição e direcção coral.&lt;br /&gt;Esta primeira conversa foi muito interessante, na medida em que, para além da poesia, do teatro e da música, possibilitou um olhar teológico e filosófico sobre a visão do que não se vê [do que ainda não se vê...] e sobre a dicção do que não se diz [do que ainda não se diz...]. Falámos de modos de ver e modos de dizer, de intuição, de aparições, de intérpretes e interpretações... Falámos do caos que o teatro impõe e do sentido com que a poesia reordena a realidade. Começámos a falar do modo como o poeta observa a morte e terminámos a falar do modo como o teólogo percebe o processo de desfiguração do Homem... coisas tão oníricas e hieráticas como os naufrágios, a ausência do que se vê ou a presença do que é [ainda] invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Valter Hugo Mãe e Siza Vieira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hNRMu3yBT5A/Tw2U9tH0M9I/AAAAAAAAC-A/8vakFkauwlo/s1600/Serralves%2B3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 107px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hNRMu3yBT5A/Tw2U9tH0M9I/AAAAAAAAC-A/8vakFkauwlo/s320/Serralves%2B3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696372891498853330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alvarosizavieira.com/"&gt;Siza Vieira&lt;/a&gt; [1933] estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto. A sua obra fala por si... Trata-se de um dos mais notáveis e reconhecidos arquitectos contemporâneos, e a consciência que todos temos disso vale mais do que qualquer nota biográfica. Entre os seus projectos, espalhados por todo o mundo, destaco o &lt;a href="http://www.serralves.pt/gca/index.php?id=61"&gt;Museu de Serralves&lt;/a&gt; ou a &lt;a href="http://alvarosizavieira.com/1996-church-of-macro-de-canaveses"&gt;Igreja de Santa Maria&lt;/a&gt;, no Marco de Canaveses.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.valterhugomae.com/"&gt;Valter Hugo Mãe&lt;/a&gt; [1971] estudou Direito, mas foi o poeta que se afirmou, numa obra vasta, reunida em 2010 em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;contabilidade&lt;/span&gt;. Com &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;o nosso reino&lt;/span&gt;, em 2004, nasce o ficcionista. Recebe o Prémio José Saramago em 2006, com &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;o remorso de baltazar serapião&lt;/span&gt;; seguem-se &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;o apocalipse dos trabalhadores&lt;/span&gt; [2008], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;a máquina de fazer espanhóis&lt;/span&gt; [2010] e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;o filho de mil homens&lt;/span&gt; [2011].&lt;br /&gt;Esta segunda conversa teve uma maior componente de deriva. Falámos do processo que separa a visão da revelação e falámos do silêncio que precede a palavra... e, ainda assim, a nossa conversa foi habitada pelo que não se vê para lá do que se revela, pelo que não se diz para lá da palavra. Falámos do tempo, do tempo que é necessário entre o que se vê e o invisível, entre o que se diz e o indizível, o tempo... Falámos do trabalho partilhado e da solidão. Falámos dos olhos que não vêem e dos poetas serem esses homens que vêem dentro. Houve um instante em que Siza Vieira disse que "um poema com qualidade é um relógio suíço ao quadrado", porque é uma obra de precisão e rigor inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Manoel de Oliveira e Valter Hugo Mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-rdQC5qyNqgw/TwhXHZxCpOI/AAAAAAAAC9Q/l8Lwi9St0dc/s1600/Serralves%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 142px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rdQC5qyNqgw/TwhXHZxCpOI/AAAAAAAAC9Q/l8Lwi9St0dc/s320/Serralves%2B2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694897513497273570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as pessoas que se reuniram ontem no Auditório de Serralves, esteve &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Oliveira"&gt;Manoel de Oliveira&lt;/a&gt;. O que posso escrever sobre Manoel de Oliveira?... No final do colóquio pedi que nos falasse e o notável cineasta, com 103 anos, silenciou-nos... logo com as suas primeiras palavras: "Estou aqui atraído pelo invisível". Este colóquio ['colóquio' significa, precisamente, 'conversa'], que começara pelas 16 horas com as palavras do Professor Joaquim Azevedo, terminou, quatro horas depois, com uma intervenção inesquecível do Mestre Manoel de Oliveira.&lt;br /&gt;Para mim, foi uma honra moderar este encontro, estas conversas... e conhecer pessoalmente o poeta Jaime Rocha, o arquitecto Siza Vieira e o cineasta Manoel de Oliveira, e reencontrar o Professor João Duque e o Valter Hugo Mãe. A minha biblioteca tem mais nove livros dedicados e assinados, entre eles &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Anima&lt;/span&gt;, do poeta &lt;a href="http://subito-jmts.blogspot.com/"&gt;José Manuel Teixeira da Silva&lt;/a&gt;, que esteve presente neste acontecimento, no limite do que já vemos e do que ainda não vemos, do que já dizemos e do que ainda não sabemos dizer.&lt;br /&gt;As fotografias são do meu amigo Pedro Gabriel Rocha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4112686190233693931?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4112686190233693931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4112686190233693931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/ontem-no-auditorio-de-serralves.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HGYILMTn0u4/TwgUA9pqnWI/AAAAAAAAC9E/PFTpr44giU4/s72-c/Serralves.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4104499694401688664</id><published>2012-01-06T09:26:00.005Z</published><updated>2012-01-06T10:29:43.642Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-TGo1Ud7T0Co/TwbNEPTGt5I/AAAAAAAAC84/XIVNXmA-yJ0/s1600/P%25C3%25A1ssaros.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TGo1Ud7T0Co/TwbNEPTGt5I/AAAAAAAAC84/XIVNXmA-yJ0/s320/P%25C3%25A1ssaros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694464251566405522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje modero duas conversas no Auditório de Serralves, com João Duque e Jaime Rocha, Siza Vieira e Valter Hugo Mãe. Vamos conversar sobre ver o invisível... e dizer o indizível. Ontem perdi a oportunidade de comprar um livro muito importante para a minha biblioteca de primeiras edições de Teixeira de Pascoaes... que decepção! Com tanto trabalho e tantos compromissos, sinto-me pouco produtivo... e pouco criativo. A proximidade das provas de doutoramento está a vandalizar o meu estômago e a poluir os meus silêncios. Um destes dias começo a respeitar o novo acordo ortográfico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4104499694401688664?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4104499694401688664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4104499694401688664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/hoje-modero-duas-conversas-no-auditorio.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TGo1Ud7T0Co/TwbNEPTGt5I/AAAAAAAAC84/XIVNXmA-yJ0/s72-c/P%25C3%25A1ssaros.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3902153489204768032</id><published>2012-01-05T12:22:00.002Z</published><updated>2012-01-05T12:43:22.576Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>É já amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-SkJHZw2XqSc/TwWWCPzk70I/AAAAAAAAC8s/mYHNt_H8Hdk/s1600/Ver%2Be%2Bdizer_JD.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 153px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-SkJHZw2XqSc/TwWWCPzk70I/AAAAAAAAC8s/mYHNt_H8Hdk/s320/Ver%2Be%2Bdizer_JD.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694122269226626882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3902153489204768032?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3902153489204768032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3902153489204768032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SkJHZw2XqSc/TwWWCPzk70I/AAAAAAAAC8s/mYHNt_H8Hdk/s72-c/Ver%2Be%2Bdizer_JD.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4962768139855845497</id><published>2012-01-04T09:00:00.000Z</published><updated>2012-01-04T09:00:03.418Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PMsIveWOq98/TwLFpPg6YDI/AAAAAAAAC8g/HB8so-f7lek/s1600/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PMsIveWOq98/TwLFpPg6YDI/AAAAAAAAC8g/HB8so-f7lek/s320/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693330191279611954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 83 anos, no dia 4 de Janeiro de 1929, Guilherme de Faria apanhou o comboio para Cascais na Estação Ferroviária do Cais do Sodré. Escreveu dois bilhetes-postais que endereçou ao irmão José. Com uma caligrafia claramente alterada, dá indicações a José sobre a edição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Desencanto&lt;/span&gt; e da antologia &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha (poesias escolhidas)&lt;/span&gt;. Colocou os bilhetes-postais no correio e seguiu, junto ao mar, até à Cidadela e depois pela Estrada da Boca  do Inferno. Foi um caminho sem retorno. Descalço e com um terço de rezar ao pescoço, com apenas 21 anos de idade, Guilherme de Faria precipitou-se no mar. As fragas, a água fria e a violência das vagas reclamaram o seu corpo. Tendo recebido os bilhetes-postais com o carimbo de Cascais, José inicia as buscas do corpo do irmão, desde a Boca do Inferno, pela volta da Guia, até à Praia do Peixe, onde foi encontrado o corpo de Guilherme de Faria.&lt;br /&gt;O destino do poeta ficaria indissoluvelmente ligado ao destino de Portugal, como uma metáfora, do berço ao ataúde, da presença tutelar e antiga do Castelo de Guimarães a um desolado areal desta 'ocidental praia Lusitana', num dia de inverno. Como mais tarde escreveu Alfredo Pimenta, Guilherme de Faria foi "o último Poeta português, que aos 21 anos se deixou enfeitiçar pelo marulho das ondas e no seio destas se foi cantar a sua última estrofe."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4962768139855845497?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4962768139855845497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4962768139855845497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/ha-83-anos-no-dia-4-de-janeiro-de-1929.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PMsIveWOq98/TwLFpPg6YDI/AAAAAAAAC8g/HB8so-f7lek/s72-c/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1490237894842884617</id><published>2012-01-03T08:46:00.003Z</published><updated>2012-01-03T08:56:54.355Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembrei-me das palavras de Gamoneda: "Venho do metileno e do amor; tive frio debaixo dos tubos da morte". A magnólia despojou-se das folhas e revela um extraordinário potencial de floração, um verdadeiro milagre num jardim cansado do Inverno. Apesar do frio, a magnólia segreda-me a &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Primavera&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/s7MqFg_luzM" allowfullscreen="" width="336" frameborder="0" height="189"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1490237894842884617?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1490237894842884617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1490237894842884617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/lembrei-me-das-palavras-de-gamoneda.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/s7MqFg_luzM/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6782118235948933817</id><published>2012-01-02T12:24:00.000Z</published><updated>2012-01-02T12:25:39.617Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-N62zySP9f3s/Tutr1XecqTI/AAAAAAAAAQI/0GP4ID3Bx9U/s1600/Primeira%2Bapari%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bp%25C3%25BAblica%2Bcomo%2BPapa%252C%2B1978.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 310px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-N62zySP9f3s/Tutr1XecqTI/AAAAAAAAAQI/0GP4ID3Bx9U/s320/Primeira%2Bapari%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bp%25C3%25BAblica%2Bcomo%2BPapa%252C%2B1978.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686757519064344882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se recorda de um homem desconhecido que inesperadamente se apresentou na varanda de S. Pedro de Roma, no dia 16 de Outubro de 1978? Foram estas as suas palavras: "Não tenhais medo! Abri, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvífico abri os confins dos Estados, os sistemas económicos como também os políticos, os vastos campos da cultura, da civilização e do desenvolvimento. Não tenhais medo!" ["Non abbiate paura!"]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6782118235948933817?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6782118235948933817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6782118235948933817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/quem-se-recorda-de-um-homem.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-N62zySP9f3s/Tutr1XecqTI/AAAAAAAAAQI/0GP4ID3Bx9U/s72-c/Primeira%2Bapari%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bp%25C3%25BAblica%2Bcomo%2BPapa%252C%2B1978.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3571603877952259331</id><published>2012-01-01T08:41:00.008Z</published><updated>2012-01-02T12:23:32.499Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>2012 começa cinzento. Li esta reflexão na Capela de Fradelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Emil Nolde [1867-1956], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A Ceia&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-6Pl9kSA1GTM/TwAgtgs-8NI/AAAAAAAAC8U/coEKhZWnOUE/s1600/Emil%2BNolde%2B%25281867-1956%2529%252C%2BA%2BCeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6Pl9kSA1GTM/TwAgtgs-8NI/AAAAAAAAC8U/coEKhZWnOUE/s320/Emil%2BNolde%2B%25281867-1956%2529%252C%2BA%2BCeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692585895241117906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domingo da Oitava de Natal coincide com o dia 1 de Janeiro de 2012, Dia Mundial da Paz, 1º dia de um novo o ano.&lt;br /&gt;O tempo é neutro, por isso é estranho que se enfatize tanto a novidade que este dia representa, desde Sidney ao Rio de Janeiro, desde Tóquio a Nova Iorque. Entre festejos, com mais ou menos fogo-de-artifício, entre brindes e desejos para o novo ano, as superstições e os medos dos homens desfilam de mãos dadas, com matizes milenaristas e apocalípticos quando a festa acaba e a ressaca não recorda os melhores desejos para o tempo novo que neste dia, simbolicamente, se inaugura. É normal. A festa dos loucos termina sempre mal e há em tudo isto uma loucura aceitável no sentido de razoável, razoável no sentido de aceitável.&lt;br /&gt;No contexto dos escritos de S. Paulo, há três tipos de tempo: o 'chrónos', o 'aiôn' e o 'kairós'. 'Chrónos' é o tempo de vida, o espaço de tempo, o tempo biográfico que nos permite as tábuas cronológicas. 'Aiôn' é o tempo de sempre, o tempo contínuo… o tempo do mundo, das eras, dos períodos epocais, o tempo físico da imanência. 'Kairós' é o tempo oportuno para a salvação, trata-se do tempo da esperança, o presente cheio de futuro, o tempo em que a Graça de Deus redime o tempo… o tempo cronológico e o tempo aiónico.&lt;br /&gt;Os cristãos também celebram o tempo cronológico e o tempo aiónico, na medida em que participam do 'chrónos' e do 'aiôn', como toda a matéria orgânica e inorgânica, das bactérias às mais longínquas estrelas… mas fundamentalmente celebram o 'kairós', o tempo kairológico, esse presente já não redutor e ensimesmado, esse presente criativo e partilhado, em que participamos de um projecto de redenção e que nos permite dizer que hoje celebramos a Paz como condição de redenção universal.&lt;br /&gt;Celebrar a Paz não significa apenas desejar a Paz, significa que nos compreendemos como construtores da Paz, responsáveis pela Paz, das nossas casas às ruas das nossas cidades e aldeias, do Paralelo 38 N [que separa a Coreia] às trincheiras e valas comuns que há no mundo, à sombra de muros e muralhas ainda por derrubar. Falo da Paz que começa no momento em que as relações deixam de ser relações de poder, entre irmãos ou esposos, entre pais e filhos, entre vizinhos… Falo da Paz como projecto de vida, em contagem crescente dos dias para os meses, dos meses para os anos, dos anos para os séculos… O tempo kairológico a invadir o tempo cronológico e o tempo aiónico, e a redimir as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Capela de Fradelos, durante 2011, atravessámos o deserto. E em 2012 continuaremos a atravessá-lo… domingo-a-domingo, com esperança e liberdade, com alegria e simplicidade, coragem e desassombro. As grandes lutas são nossas, para dentro e para fora, mais para dentro do que para fora. Continuaremos a pensar a Igreja de hoje e a Igreja de amanhã, continuaremos a contribuir para a diversidade da Una e Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo. Continuaremos a ser uma comunidade nas encruzilhadas de uma cidade velha e envelhecida, com as angústias próprias de quem supera a Angústia, com os medos próprios de quem supera o Medo.&lt;br /&gt;E a Igreja? A Igreja está bem… É, sociologicamente falando, um caso de sucesso: com uma história de dois mil anos, está espalhada por todo o mundo e razoavelmente organizada, tem milhões e milhões de crentes, detém um património [material e imaterial] invejável e tem uma hierarquia coesa e cooperativa [ao jeito dos correligionários]. Se compararmos o Cristianismo com o Islamismo ou outras religiões mais ou menos antigas, mais ou menos regionais, percebemos que o Cristianismo – com todas as nuances da conjuntura e com os abalos e as crises contextuais – está bem e recomenda-se. E se compararmos o Catolicismo com a Igreja Ortodoxa ou com as Igrejas Protestantes, creio que ficamos com a mesma sensação. Mas se nos abstrairmos da sociologia das religiões e compararmos a Igreja com Cristo e com o Evangelho… o problema é esse. Os correligionários não percebem, mas o problema é esse. O resto é perda de tempo. Estamos certamente a falar de coisas diferentes.&lt;br /&gt;Um destes dias vamos ter que fazer uma profunda introspecção, sem reticências nem renitências, sem contextos nem pretextos, sem medo nem cooperativismo, só amor fraterno e desejo de conversão, mas não será em 2012… Seja como for, o tempo é neutro. E o nosso tempo é o 'kairós', e isso não nos aliena… pelo contrário: permite que comecemos um novo ano com as palavras de Francisco no coração: "Senhor, faz de mim um instrumento da tua Paz".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3571603877952259331?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3571603877952259331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3571603877952259331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2012/01/2012-comeca-cinzento.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6Pl9kSA1GTM/TwAgtgs-8NI/AAAAAAAAC8U/coEKhZWnOUE/s72-c/Emil%2BNolde%2B%25281867-1956%2529%252C%2BA%2BCeia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1544989751982140498</id><published>2011-12-31T12:02:00.003Z</published><updated>2011-12-31T12:37:14.086Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje termina 2011. Não consigo fazer um balanço e suspiro mais pelo futuro do que pelo passado. Ainda assim, recordo a Primavera Árabe e todos os Outonos, os que nasceram e os que morreram, os que ganharam e os que perderam, as pequenas vitórias e as pequenas derrotas. Lamento mais a cultura da crise do que a crise da cultura. Creio que 2011 não foi tão mau como uns dizem, nem tão bom como dizem outros. Recordo a Família e os Amigos que são como esteios que escoram os meus dias. Recordo a apresentação da minha &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, os Caminhos, os livros, o Verão, os encontros e os reencontros... e os desencontros. Os Sigur Rós regressaram com &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;INNI&lt;/span&gt;, um Inverno poético para não esquecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/TWH-F7ya4qc" allowfullscreen="" frameborder="0" height="189" width="336"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1544989751982140498?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1544989751982140498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1544989751982140498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/hoje-termina-2011.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/TWH-F7ya4qc/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1138193837626607265</id><published>2011-12-27T12:06:00.002Z</published><updated>2011-12-27T12:13:02.882Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;As asas do desejo&lt;/span&gt; / &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Der himmel über Berlin&lt;/span&gt; [1987] de Wim Wenders...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-tGweBazeVg8/Tvm1puwnFXI/AAAAAAAAC8I/fZHIJ2wZwhw/s1600/As%2Basas%2Bdo%2Bdesejo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-tGweBazeVg8/Tvm1puwnFXI/AAAAAAAAC8I/fZHIJ2wZwhw/s320/As%2Basas%2Bdo%2Bdesejo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690779332690515314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade vista de cima; o quotidiano, entre a vida e a morte; o desespero branco de casas fechadas sobre corpos sem terraços; a epifania do quotidiano; um circo que faliu, uma temporada que terminou, uma trapezista que [não] aprendeu a voar; a verdade desoladora e reconfortante da temporalidade e da corporeidade; o milagre de dizer a alguém: "Amo-te tanto hoje"; a fragilidade da memória; a cidade ferida e a presença incontornável do muro que ainda não tinha caído; a descoberta do ocidente; as considerações de um suicida, o suicídio antecipado, a primeira queda como metáfora da primeira morte e a segunda queda como metáfora da segunda morte; a vaga sexualidade da mulher e a ausência de Deus; a vida como um trapézio [sem rede]; o tempo, o corpo e a morte; o outro lado do muro; a criança, quando criança… e a mulher que promete a mortalidade ao anjo [caído]. &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;As asas do desejo&lt;/span&gt; é um acontecimento poético por dentro da condição de ser [humano]. Inefável e inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1138193837626607265?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1138193837626607265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1138193837626607265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/as-asas-do-desejo-der-himmel-uber.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tGweBazeVg8/Tvm1puwnFXI/AAAAAAAAC8I/fZHIJ2wZwhw/s72-c/As%2Basas%2Bdo%2Bdesejo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2017741018877379073</id><published>2011-12-25T10:31:00.002Z</published><updated>2011-12-26T16:14:09.533Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-WthLxzV5geo/TvhOlSJp0cI/AAAAAAAAC7Y/vv331TR-_tc/s1600/giotto_nativity.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 316px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WthLxzV5geo/TvhOlSJp0cI/AAAAAAAAC7Y/vv331TR-_tc/s320/giotto_nativity.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690384531617075650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo poético, talvez… o que ainda não sabemos, o que só pressentimos, o frio nestas latitudes, nestes dias pequenos de Dezembro. É curioso pensarmos que o Natal de Jesus está tão distante de nós em tempo e espaço, em clima e contexto… e ainda assim, buscamos uma intimidade intensa, como se fosse connosco, parte de nós, das nossas memórias, algo tão impressivo como os nossos dias mais impressivos. Sim, é mais fácil abeirarmo-nos do presépio do que da cruz…&lt;br /&gt;É curioso que se a cruz nos traz o mistério da Morte, não é o Natal, mas a Ressurreição, que nos traz o mistério da Vida. O que é que nos dá o Natal? Muito pouco, quase nada… e é esse o mistério do Natal, o que ainda não sabemos, o que só pressentimos. O que o Natal nos dá é uma comovida e poética expressão do Amor de Deus: não sabíamos, nem sequer pressentíamos… que Deus pudesse acontecer tão perto de nós. O mistério do Natal é esse tão perto de nós. O mistério do Natal é a humanidade que se esconde nesse tão perto de nós. É tão perto de nós que nem nos parece possível que possa ser Deus. E creio que foi por isso que me fiz cristão, porque a verdade está onde poucos a procuram, porque Deus está onde poucos o procuram… e o Evangelho é desconcertante, porque nos diz – sem assombros ou complexos recursos literários, mas com uma simplicidade desarmante – que Deus decidiu redimir a humanidade e, no seu projecto de salvação, dá ao mundo e ao tempo o seu Filho… e este Filho de Deus é o Filho do Homem, e nasce tão humano, tão frágil, num contexto tão humilde, tão perto de nós… e nasce tão longe das luzes da ribalta, tão longe de Roma e das outras grandes cidades do Império, tão longe dos reis e dos príncipes do mundo, tão longe dos sacerdotes; nasce em segredo, tão perto de nós. É o mistério do Natal… ainda não sabemos, mas já pressentimos. &lt;br /&gt;Creio que foi por isso que me fiz cristão… o resto vem depois. Não é difícil acreditar na divindade de Jesus… hoje [como há 2000 anos…] não escasseiam pretensos deuses, deuses para isto e deuses para aquilo, deuses para tudo e deuses para nada; difícil é acreditar na humanidade de Jesus… hoje [como há 2000 anos…] é tão difícil acreditar no Homem. E esse é o mistério do Natal, como num poema de José Tolentino Mendonça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Seu advento encontra-nos sempre impreparados&lt;br /&gt;e, contudo, este é o momento em que &lt;br /&gt;por puro dom se nasce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sua vinda testemunha o que não sabíamos ainda: &lt;br /&gt;a nossa frágil humanidade é narração&lt;br /&gt;da autobiografia de Deus."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2017741018877379073?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2017741018877379073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2017741018877379073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/e-algo-poetico-talvez-o-que-ainda-nao.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WthLxzV5geo/TvhOlSJp0cI/AAAAAAAAC7Y/vv331TR-_tc/s72-c/giotto_nativity.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8604397763719959703</id><published>2011-12-24T16:52:00.001Z</published><updated>2011-12-24T16:52:24.071Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Feliz Natal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/4885643?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="150" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/4885643"&gt;Silent Night&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/fredoviola"&gt;Fredo Viola&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8604397763719959703?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8604397763719959703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8604397763719959703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/feliz-natal.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-36038117960374566</id><published>2011-12-23T13:25:00.009Z</published><updated>2011-12-26T16:00:23.192Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Recebi hoje uma carta da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que assumi como um postal de Natal: foram marcadas as provas de doutoramento para o dia 24 de Janeiro de 2012, às 15 horas, no Anfiteatro Nobre. Serão arguentes os Professores Doutores José Carlos Seabra Pereira e António Cândido Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-dznHViQJ-ME/TviaCdhCSrI/AAAAAAAAC7w/BXiHFdJRC-E/s1600/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dznHViQJ-ME/TviaCdhCSrI/AAAAAAAAC7w/BXiHFdJRC-E/s320/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690467496256228018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro de 2005 inscreve-me no doutoramento em Filosofia da Religião na Universidade Católica Portuguesa . Braga, sob a orientação do Professor Doutor José Gonçalves Gama. Em Outubro de 2007, no centenário do nascimento de &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;, pedi transferência para o doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sob a orientação da Professora Doutora Maria João Reynaud, com o título: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Os versos de luz por escrever: Vida e Obra de Guilherme de Faria&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Em Novembro de 2007, o Tomás celebrou o 3º aniversário e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia [FCT] atribuiu-me uma bolsa de investigação. Em Dezembro nasceu a Beatriz. Em Fevereiro de 2008 o João celebrou o 6º aniversário... Durante estes anos leccionei com horário completo no Colégio Luso-Francês, em 2009/10 leccionei em acumulação na Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, em 2010/11 comecei a trabalhar na Universidade Católica Portuguesa . Porto [como docente da Escola das Artes e editor] e, em acumulação, continuei a leccionar no Colégio Luso-Francês.&lt;br /&gt;Durante estes anos desenvolvi projectos como a &lt;a href="http://cosmorama-edicoes.blogspot.com/"&gt;Cosmorama&lt;/a&gt;; coordenei a equipa de redacção dos novos manuais de EMRC para o Ensino Secundário [&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Alicerces&lt;/span&gt;, SNEC] e escrevi duas unidades lectivas [&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Um sentido para a Vida&lt;/span&gt; / 6 e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Arte cristã&lt;/span&gt; / 10]; trabalhei empenhadamente no Centro Catecumenal da Igreja do Porto e na comunidade da Capela de Fradelos [com o P. Leonel Oliveira] e, mais recentemente, no Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultural [com o Professor Joaquim Azevedo]. Desde 2007, organizei dez Caminhos de Santiago, nos quais participaram cerca de 1500 companheiros... Em 2009 reuni a minha poesia em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, livro reeditado em Novembro de 2011.&lt;br /&gt;No que diz respeito ao &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;: para além dos contactos e da divulgação da vida e obra do poeta, organizei as comemorações do centenário do seu nascimento, em 2007, e apresentei a 2ª edição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha (poesias escolhidas)&lt;/span&gt;; em 2008 foi publicada a 3ª edição desta antologia.&lt;br /&gt;Entre 2007 e 2009, apresentei três comunicações em colóquios internacionais: "O sentido soteriológico do espólio de Guilherme de Faria", FLUP, 18 de Outubro de 2007 [Colóquio Internacional: Crítica Textual e Crítica Genética em Diálogo]; "O corpo e a morte. Uma leitura teológica circunstancial da vida e obra do poeta Guilherme de Faria", FLUP, 24 de Abril de 2009 [Colóquio Internacional e Interdisciplinar: Artes da Perversão]; "Guilherme de Faria: entre a identidade e o anacronismo", FLUP, 3 de Dezembro de 2009 [Colóquio Internacional: Literaturas Nacionais, continuidade ou fim?].&lt;br /&gt;Entre 2006 e 2011 reuni um espólio com centenas de documentos de &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;, as suas primeiras edições foram significativamente revalorizadas, a antologia da sua poesia foi duas vezes reeditada e regressou às secções de poesia das livrarias portuguesas. Agora vou defender a dissertação de doutoramento que, fundamentalmente, recupera a vida e a obra de &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; e procura restituí-las à História da Literatura Portuguesa.&lt;br /&gt;Foi uma honra ser orientado pela Professora Doutora Maria João Reynaud e é uma honra ter nas minhas provas de doutoramento, na condição de arguentes, os Professores Doutores José Carlos Seabra Pereira e António Cândido Franco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-36038117960374566?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/36038117960374566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/36038117960374566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/recebi-hoje-uma-carta-da-faculdade-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dznHViQJ-ME/TviaCdhCSrI/AAAAAAAAC7w/BXiHFdJRC-E/s72-c/Guilherme%2Bde%2BFaria-muestra.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2040647018599296537</id><published>2011-12-21T21:25:00.004Z</published><updated>2011-12-21T22:05:07.403Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Morreu Kim Jong-il aos 69 anos. "O nosso querido líder Kim Jong-il morreu no sábado, dia 17, quando viajava para realizar as suas funções de liderança", disse, entre lágrimas e com traje de luto, uma apresentadora do canal norte-coreano estatal de Pyongyang KCTV.&lt;br /&gt;Na nota enviada à comunicação social, o Partido Comunista Português diz que reafirma "a sua posição de respeito e de solidariedade para com a soberania da República Democrática Popular da Coreia, o direito que lhe assiste a determinar o seu rumo próprio de desenvolvimento em condições de paz e não ingerência nos seus assuntos internos, e o objectivo da reunificação pacífica da nação coreana". O PCP "reafirma a solidariedade para com o povo coreano perante as pressões, agressões e tentativas de desestabilização do imperialismo, a que, desde a Guerra da Coreia, no início dos anos 50, o povo coreano e a RDPC têm estado permanentemente sujeitos". O PCP repudia ainda "a agenda intervencionista do imperialismo, designadamente dos Estados Unidos, na península coreana e região da Ásia-Pacífico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Evcz53pv-fI/TvJQdGWDSYI/AAAAAAAAC7A/RKd5XLnU6ss/s1600/Kim%2BJong-il.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Evcz53pv-fI/TvJQdGWDSYI/AAAAAAAAC7A/RKd5XLnU6ss/s320/Kim%2BJong-il.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688697740171889026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei [o que todos sabemos...] sobre a Coreia do Norte: um totalitarismo violento e de certo modo insólito, nas suas especificidades; um militarismo compulsivo; as dramáticas condições de vida do povo norte-coreano... a pobreza extrema, a repressão endémica.&lt;br /&gt;Nas cerimónias fúnebres de Kim Jong-il, não consigo distinguir com clareza a propaganda do histerismo colectivo. Mas não compreendo realmente que um partido português, com representação parlamentar, em 2011, tenha a desonestidade e/ou a inépcia de fazer estas declarações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2040647018599296537?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2040647018599296537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2040647018599296537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/morreu-kim-jong-il-aos-69-anos.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Evcz53pv-fI/TvJQdGWDSYI/AAAAAAAAC7A/RKd5XLnU6ss/s72-c/Kim%2BJong-il.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1995613779590763681</id><published>2011-12-21T16:58:00.004Z</published><updated>2011-12-21T17:43:18.141Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra [Índia], construído junto ao rio Yamuna, entre 1630 e 1652. Custa aceitar que possa morrer sem entregar um frágil instante a este lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-9FKsZYiTjxc/TvIQxRlWBEI/AAAAAAAAC60/xKclB5x0Wn0/s1600/%25C3%258Dndia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9FKsZYiTjxc/TvIQxRlWBEI/AAAAAAAAC60/xKclB5x0Wn0/s320/%25C3%258Dndia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688627718042027074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1995613779590763681?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1995613779590763681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1995613779590763681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/o-taj-mahal-e-um-mausoleu-situado-em.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9FKsZYiTjxc/TvIQxRlWBEI/AAAAAAAAC60/xKclB5x0Wn0/s72-c/%25C3%258Dndia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8050330316298104293</id><published>2011-12-21T16:40:00.003Z</published><updated>2011-12-21T16:43:24.855Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>No dia mais pequeno do ano, ainda o &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Mapa Mundi&lt;/span&gt; de Thiago Pethit... contra urbano-deprimidos e urbano-depressões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/28293319?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" mozallowfullscreen="" allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/28293319"&gt;Thiago Pethit | Mapa Mundi&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/blogotheque"&gt;La Blogotheque&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8050330316298104293?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8050330316298104293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8050330316298104293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/ainda-o-mapa-mundi-de-thiago-pethit.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4869793947722254880</id><published>2011-12-20T11:06:00.000Z</published><updated>2011-12-20T11:07:48.134Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Q7RCW2Fozjw/TvBrQGiaFrI/AAAAAAAAAQU/LT9Q-tSfYa4/s1600/ver%2Be%2Bdizer.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 153px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q7RCW2Fozjw/TvBrQGiaFrI/AAAAAAAAAQU/LT9Q-tSfYa4/s320/ver%2Be%2Bdizer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688164253745944242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência do trabalho realizado pelo &lt;a href="http://sdpc-porto.blogspot.com/"&gt;Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura&lt;/a&gt; entre 2010 e 2011, apresentamos um colóquio subordinado ao tema: &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;ver o invisível, dizer o indizível&lt;/span&gt;. Este colóquio reunirá, em torno de duas conversas, o pintor Júlio Pomar e o escritor Jaime Rocha, o arquitecto Siza Vieira e o escritor Valter Hugo Mãe; decorrerá no Auditório de Serralves, entre as 16 e as 20 horas do dia 6 de Janeiro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos com este colóquio, promover uma reflexão consequente no âmbito do diálogo entre a Fé e a Cultura, nas suas expressões artísticas e literárias. Com efeito, desafiados pela expressão de Heiner Müller: "Escrevo sempre mais do que aquilo que sei", ponderamos a acuidade desta expressão, formulada em termos do que se vê e do que se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada é gratuita mediante o levantamento de bilhete na recepção de Serralves e está sujeita à lotação do Auditório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4869793947722254880?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4869793947722254880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4869793947722254880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/na-sequencia-do-trabalho-realizado-pelo.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Q7RCW2Fozjw/TvBrQGiaFrI/AAAAAAAAAQU/LT9Q-tSfYa4/s72-c/ver%2Be%2Bdizer.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-309550831923330663</id><published>2011-12-19T22:25:00.002Z</published><updated>2011-12-21T16:42:45.288Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que não sabíamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/13853867?byline=0&amp;amp;portrait=0&amp;amp;color=f07400" webkitallowfullscreen="" mozallowfullscreen="" allowfullscreen="" frameborder="0" height="300" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/13853867"&gt;Irmão Roger : o que não sabíamos&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/taize"&gt;Taize&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-309550831923330663?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/309550831923330663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/309550831923330663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/o-que-nao-sabiamos.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7984605681436622047</id><published>2011-12-18T21:25:00.006Z</published><updated>2011-12-18T21:33:59.208Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A Montanha Mágica&lt;/span&gt; de Rodrigo Leão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/AU03JyD1ud8" allowfullscreen="" frameborder="0" height="201" width="310"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a homilia que li hoje, na Capela de Fradelos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos na periferia do Natal, caríssimos irmãos. SOMOS na periferia do Natal. No início do Advento, disse que estamos, na condição de cristãos, em Advento… somos em Advento, somos Advento. Hoje sinto que estamos [que somos…] na periferia do Natal de Cristo, estamos a ganhar proximidade, uma proximidade íntima com a memória do presépio e com a esperança da vinda de Cristo.&lt;br /&gt;Não podemos entender este contexto – a própria orgânica do ano litúrgico – sem esta consciência de que 'fazemos memória' ['fazemos' no sentido de 'celebramos'] enquanto 'guardamos o futuro'. E isso só é possível com a inteligência da Fé, com a ciência da Esperança, com a poética do Amor, porque o que vivemos, o que experimentamos, o que somos… é 'já agora' e 'ainda não'. Não se trata de uma espécie de esquizofrenia, nem desassossego existencialista ou pós-moderno… é Escatologia: a consciência histórica do passado é estrutural [o Caminho que percorremos], o futuro é a nossa vocação [já disse que a Igreja 'não tem' futuro… a Igreja 'é' o futuro], mas o presente é a nossa vida, o tempo da nossa santificação, um presente em sentido absoluto, aqui e agora.&lt;br /&gt;Por isso, é verdade que trazemos connosco as nossas angústias, os nossos medos, as nossas apreensões, os nossos desassossegos… nada do que é humano nos é alheio! Mas é HOJE que eu colho a esperança que ontem semeei, é HOJE que semeio a esperança que amanhã colherei; é HOJE que eu sou, que me santifico e santifico o meu contexto, é HOJE que me converto, é HOJE que digo o 'Pater' como se fosse a primeira vez, como se fosse a última vez, fundamentalmente como se fosse a única vez. Isto é tão fácil e eu bem sei que é difícil… tão fácil e tão difícil como o Sermão da Montanha, como o Evangelho… mas quem, entre nós, já desistiu do Evangelho? Quem, entre nós, já desistiu do Sermão da Montanha? Não basta ler [no caso de termos lido…], não basta compreender [no caso de termos compreendido…], é essencial viver, assumir no quotidiano, concretizar no dia-a-dia, experimentar nas relações, nas rotinas… Quem, entre nós, já desistiu de Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia que o Natal implica uma proximidade íntima com o pre-sépio. O que é que isso significa? Não somos saudosistas nem assumimos o ano litúrgico como uma espécie de eterno retorno do mesmo; por isso, o presépio não é para nós um motivo de comprazimento em torno de bonequinhos... O presépio e a proximidade íntima com o seu contexto evangélico, permite-nos – de um modo tão poético… – perceber a natureza impressiva e desconcertante do Amor de Deus; mas o segredo não está apenas no presépio… está na proximidade, esta na intimidade e está, fundamentalmente no Amor de Deus.&lt;br /&gt;Quando nos aproximamos intimamente do presépio, estamos a 'fazer memória', e estamos a 'guardar o futuro'… mas o segredo não se esconde nos verbos 'fazer' ou 'guardar', mas no presente do indicativo de 'estar': 'estamos'… Quando nos aproximamos intimamente do presépio, esquecemos o folclore, esquecemos os excessos desse natal que nos roubou o Natal, esquecemos o consumo, uma certa embriaguez ou loucura que só a crise [ou nem a crise…] consegue refrear. Quando nos aproximamos intimamente do presépio, percebemos que o natal não precisa da família [reunida]… a família é que precisa do Natal para ser Família. Quando nos aproximamos intimamente do presépio, percebemos como a palavra 'consoada' se tornou quase boçal… esse natal do bacalhau cozido e dos doces que nos adoçam a boca azeda, azedada pela 'religião dos mortos', pela desolação das nossas memórias, pelos nossos ressentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nos aproximarmos intimamente do presépio, pode ser que percebamos o Sermão da Montanha como a nossa Regra de Vida; pode ser que percebamos CRISTO como Cristo em nós e nós n’Ele, aqui e agora, tão intimamente próximos quanto nos permite o presépio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7984605681436622047?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7984605681436622047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7984605681436622047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/ainda-montanha-magica-de-rodrigo-leao-e.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/AU03JyD1ud8/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-74020119317087423</id><published>2011-12-16T09:27:00.004Z</published><updated>2011-12-16T09:58:42.212Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Eunice Maia&lt;/span&gt; escreveu [no blogue &lt;a href="http://lusografias.blogspot.com/"&gt;Lusografias&lt;/a&gt;] este texto sobre a minha poesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-druN7kdLe44/TusRdW6ZVjI/AAAAAAAAC6o/Us4NA1HqVdo/s1600/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-druN7kdLe44/TusRdW6ZVjI/AAAAAAAAC6o/Us4NA1HqVdo/s320/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686658150549771826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise da poesia de José Rui Teixeira apresenta-nos com clareza a consciência que se vem agudizando, sobretudo, nas antologias do final do século passado (década de 90) e nos primeiros anos do século XXI (nomeadamente, sob a organização de Jorge Reis-Sá, Ricardo Nunes e Manuel de Freitas), de que a Pós-modernidade se caracteriza por uma menor capacidade de inovação e de ruptura e uma certa tendência para a recuperação e regresso a programas estéticos do romantismo e simbolismo. A dita 'poesia nova' ou 'novíssima' (para enfatizar que a sua criação é de agora mesmo) só o é, em termos periodológicos e cronológicos, e não enquanto categoria epistemológica. Só pode ser encarada como novidade, no sentido em que toda a palavra poética é uma palavra nova e inaugural, conduzindo alquimicamente à verdade e ao Absoluto.&lt;br /&gt;Sem que haja propriamente a noção de 'geração literária', a poesia contemporânea pauta-se pela diversidade de discursos, pela segmentação e heterogeneidade, separando-se, por isso, do Modernismo e das Vanguardas, revelando uma postura mais nihilista e pessimista face à cultura e ao tempo. Esta espécie de alienação alimentada por um 'pensamento frágil' (Lyotard e Vattimo) e a pluralidade são precisamente argumentos da Pós-modernidade.&lt;br /&gt;Por outro lado, desenha um movimento de ênstase e de ênfase no sentido (Mircea Eliade), de mergulho na interioridade e de revalorização da experiência. Ressurge, novamente, a instância enunciadora e a subjetividade que lhe é inerente. Desta forma, a linguagem passa a interpretar a própria experiência, o próprio corpo, a própria interioridade, e acentua-se a tensão emocional do poema. Talvez por isso se possa afirmar estarmos perante uma poesia figurativa ou da experiência, pelo regresso anunciado ao lirismo figurativo, mais próximo da pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em José Rui Teixeira, este itinerário do silêncio e da solidão faz-se através do tema da morte. Partindo do pressuposto de que a morte revela a verdadeira condição humana, o poeta consagrará a sua escrita como estética do medo e metáfora dessa mesma morte. Algumas aporias foram levantadas: como representar a morte na obra de arte, se esta não foi diretamente vivenciada? Qual a relação entre a mulher, símbolo de fertilidade, e a morte? Ora, a escrita representa para o poeta a oportunidade de mortificação e de experiência de morte; além disso, a perda da figura materna permite-lhe, pela memória, recuperar e duplicar a dor sentida pela ausência e pelo vazio. Deste modo, é pela morte que o sujeito poético acede à reflexão metafísica e existencial, tomando o seu mundo interior como referência. A abertura fenomenológica só se consubstancia através da errância e do vazio. Uma outra leitura possibilita resolver a segunda aporia: a morte simboliza o profundo desejo de reintegração no ventre materno, a angústia da castração e a tensão libidinal acumulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último aspecto remete-nos para o papel da mulher nesta obra. Verificamos que há uma íntima relação entre mulher e morte. Mais uma vez, estamos no campo do dilema: como explicar que mulher e morte coincidam semanticamente? Assistimos a uma forte tensão entre a figura da mãe e a da mulher violentamente erotizada, entre a mulher que gera e alimenta e a mulher amante. Quer num caso, quer noutro, temos, mais uma vez, a relação com a morte. A suposta fertilidade de semas como "ventre", "útero" e "sangue" remete, nesta poesia, para a ideia de vazio e de morte; na verdade, o homem só vive plenamente quando está dentro do útero e, portanto, o útero e o ventre contemplados de fora são símbolos do nada e da aniquilação. O mesmo acontece com as referências explícitas à sexualidade: o homem é expulso do corpo da mulher, com o mesmo ímpeto com que esta dá à luz e expele a criança. Fora da mulher, inicia-se a morte, há só morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos traços da sua obra é a sistemática citação da narrativa bíblica e a contribuição para uma "mitologia do sagrado", como apontou Fernando Guimarães. Em articulação com os evangelhos, o poeta procede a uma profunda reflexão escatológica, elegendo a sua poesia como "lugar de um conjunto de intuições teológicas". Numa declarada atitude pós-moderna, José Rui Teixeira aproxima a religião da cultura. Através do mito, a realidade revela a sua essência (ontofania e epifania) e o sagrado torna-se a própria realidade. Enquanto religação, a religião surge aqui como símbolo de envolvimento do poeta com o sagrado e com o absoluto (teofania) e a mitificação como forma de conhecimento.&lt;br /&gt;Paradoxalmente, encontramos poemas seus que soam como autênticos salmos e litanias e, simultaneamente, outros, que, numa operação de desconvencionalização dos símbolos bíblicos, se instituem como imagens-choque e autêntica subversão e dessacralização dos evangelhos. O sagrado é, assim, vislumbrado à luz do humano, do profano, não deixando, por isso, de ser menos sagrado; bem pelo contrário, encontrado o rosto humano (e feminino) de Deus, o poeta refaz a leitura bíblica através da recomposição mitológica, em que a sexualidade e o erotismo ( e a partir daí o resgate da mulher) são caminho de sacralidade. É todo um programa inaugural que abandona a visão do homem à semelhança de Deus e, num percurso inverso, passa a medir Deus (deus) à semelhança do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em relação à linguagem e estilo se aplica aquilo que se concluiu sobre a tendência pós-moderna desta poesia, ao retomar e dar continuidade aos programas estéticos do romantismo e do simbolismo. De facto, verifica-se um tom melancólico e nostálgico, próprio da sensibilidade neo-romântica e uma certa predileção pela morte enquanto tema e semantema.&lt;br /&gt;O vocabulário inusitado contribui para uma inegável e original renovação lexical, alterando a dicção poética tradicional. As imagens perturbadoras, e em certo sentido surreais, povoam um discurso extremamente pictórico e sugestivo que é produzido por múltiplas vozes (polifonia aliás enfatizada pelo recurso ao discurso direto e à inclusão objetiva de um interlocutor omnipresente). Destacamos, ainda, a expressividade das metáforas e dos símiles que perpetuam a rede temática (da morte).&lt;br /&gt;A sintaxe concisa obedece à estrutura tradicional e apenas a pontuação parece perpassar a transgressão, ao esquecer intencional e sugestivamente o ponto de exclamação e de interrogação, deixando ao leitor um papel ativo na vivência emocional da entoação poética.&lt;br /&gt;Finalmente, encerramos com as palavras de Miriam Reyes, ao posfaciar a edição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Assim na Terra&lt;/span&gt; [2005], que parecem alcançar o enigma insondável desta poesia que "abre os olhos na escuridão": "Porque lo que escribimos es luz refractada. Es cierto, no puedo explicaros lo que he visto, también para leer hay que hundir la cabeza y abrir los ojos en la oscuridad".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-74020119317087423?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/74020119317087423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/74020119317087423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/eunice-escreveu-no-blogue-lusografias.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-druN7kdLe44/TusRdW6ZVjI/AAAAAAAAC6o/Us4NA1HqVdo/s72-c/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6900969422074643832</id><published>2011-12-11T14:34:00.012Z</published><updated>2011-12-26T16:01:03.779Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O meu amigo &lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt; é um "diseñador gráfico, con disfraz de ilustrador y caprichos de artista plástico; amante del clavo de olor, la nuez mozcada, la canela y los papeles antiguos." Quando conheci o blog do &lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo&lt;/a&gt;, há alguns anos, senti aquele estremecimento que sentimos diante de pessoas muito raras, que dão um sentido mais humano à vida. Lê-se algures que "&lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt; nació el 19 de septiembre de 1973 en General Rodríguez, provincia de Buenos Aires, Argentina, pero vive en Trelew, provincia del Chubut, desde 1977. Cursó la carrera de Diseño Gráfico en Buenos Aires y la carrera de Bellas Artes. Trabajó de muchas cosas en su vida, entre ellas fue cartero"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; nasceu no dia 6 de Outubro de 1907, em Guimarães. Em 1919 mudou-se, com a família, para Lisboa. Suicidou-se na Boca do Inferno [Cascais], com apenas 21 anos, no dia 4 de Janeiro de 1929. Publicou sete livros de poesia: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Poemas &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Mais Poemas&lt;/span&gt; [1922], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Sombra &lt;/span&gt;[1924], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [1926], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Destino&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Manhã de Nevoeiro&lt;/span&gt; [1927] e, editado postumamente, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Desencanto &lt;/span&gt;[1929]; também póstuma, mas organizada de acordo com as suas indicações, foi a edição da antologia &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [1929], reeditada em 2007. Publicou ainda &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Oração a Santo António de Lisboa&lt;/span&gt; [1926] e organizou uma &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Antologia de Poesias Religiosas&lt;/span&gt; [que só seria publicada em 1947]. &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; foi poeta e editor, correspondeu-se e relacionou-se com os mais importantes poetas e artistas portugueses da década de 20 do século passado. A sua poesia compreende-se no contexto do Neo-Romantismo Saudosista e do Saudosismo Integralista, e habita o âmago da tradição lírica portuguesa. Poeta de um passadismo nocturno, elegíaco e doce que só se realiza em diálogo com a morte redentora, Guilherme de Faria acabou por ser esquecido, devido à sua morte tão prematura, às especificidades quase anacrónicas da sua poesia e à proximidade ideológica ao Integralismo Lusitano. No centenário do seu nascimento [2007], a descoberta de manuscritos autógrafos, correspondência, fotografias e livros da sua biblioteca pessoal, tornou possível reconstituir o seu contexto vital, redescobrir a sua vida e obra e restitui-las à história da Literatura portuguesa. Entreguei recentemente a minha tese de doutoramento em Literatura, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com o título: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Os versos de luz por escrever: Vida e Obra de Guilherme de Faria&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns dias, pedi ao &lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt; que desenhasse o &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; e hoje chegou ao meu e-mail este retrato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-6px1dDMej7Y/TviaMQ3bo8I/AAAAAAAAC78/ZVzkvcMZPkw/s1600/Guilherme%2Bde%2BFaria%2BGA.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6px1dDMej7Y/TviaMQ3bo8I/AAAAAAAAC78/ZVzkvcMZPkw/s320/Guilherme%2Bde%2BFaria%2BGA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690467664659194818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho palavras... é tão bonito!&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo&lt;/a&gt; percebeu tão bem o &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme&lt;/a&gt;: o ar triste, distante... o estrabismo, as sobrancelhas fortes, os ombros caídos, um papel nas mãos... um papel com esses versos de luz que ainda estão por escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6900969422074643832?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6900969422074643832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6900969422074643832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/o-meu-amigo-gustavo-aimar-e-um.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6px1dDMej7Y/TviaMQ3bo8I/AAAAAAAAC78/ZVzkvcMZPkw/s72-c/Guilherme%2Bde%2BFaria%2BGA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7625020566656266994</id><published>2011-12-11T00:08:00.003Z</published><updated>2011-12-11T00:14:08.076Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, 3º Domingo do Advento, li esta reflexão na Capela de Fradelos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Baptista assume um lugar central nesta caminhada que aceitamos percorrer. Como é frequente, no contexto do Evangelho, assumir um lugar central em termos narrativos implica uma visão cristocêntrica da realidade, ou seja, implica direccionar o nosso olhar para Cristo, concentrar o nosso olhar em Cristo. Por isso João não era a LUZ, mas veio dar o testemunho da LUZ.&lt;br /&gt;É a condição diáfana dos cristãos. Diáfanas são as coisas que, sendo compactas, deixam passar a luz, a claridade. Ou seja, não somos etéreos… mas somos permeáveis à luz. Significa que não iluminamos, mas permitimos que a luz que nos ilumina, passe através de nós para os outros e os ilumine. João era diáfano, na medida em que, não sendo a Luz, permitia que essa Luz o atravessasse e, por meio do seu testemunho, iluminasse aqueles que dele se acercavam com necessidade da LUZ.&lt;br /&gt;É urgente que nos questionemos, no Caminho deste Advento, no sentido de percebermos se temos sido diáfanos. Se, apesar de não sermos etéreos, deixamos que alguma Luz nos atravesse… e ilumine as obscuridades do mundo [do nosso contexto, dos outros…], enquanto inunda de Luz as nossas obscuridades.&lt;br /&gt;Não há apenas duas possibilidades: ou somos diáfanos ou não somos diáfanos; ou damos testemunho da Luz, ou não damos testemunho da Luz. É fundamental sermos simples, mas deixemos o simplismo para os simplistas. A falácia do 3º excluído é apenas mais uma tentação… Eu não gosto de dualismos nem tenho propensão para o maniqueísmo. Não existem cristãos diáfanos e cristãos não diáfanos… em tudo há gradações: alguns cristãos são mais diáfanos, muito diáfanos, quase transparentes… e outros são pouco diáfanos [um pouco menos ou um pouco mais, às vezes menos e às vezes mais], e alguns são tão resistentes à luz, que nem um rumor de claridade nos é permitido vislumbrar.&lt;br /&gt;Estamos a Caminho: a metanóia é o processo de conversão que nos permitirá ser transparentes, nesse DIA em que nada em nós resistirá à LUZ de Deus. Seremos, então, LUZ como Ele, Ele em Nós, Nós n’Ele… só LUZ.&lt;br /&gt;Por isso, quando damos testemunho da Luz, permitimos que Deus vá iluminando o nosso contexto através do modo e da intensidade com que nos ilumina e nos deixamos iluminar. E é doloroso dar testemunho… implica que deixemos que a LUZ nos inunde e incendeie as nossas obscuridades, implica que deixemos que a LUZ nos cegue enquanto nos desabituamos à escuridão da nossa área de conforto, esses espaços subterrâneos em que nos acomodamos, em que nos defendemos.&lt;br /&gt;Mais ou menos diáfanos, quem somos nós? Cada um de nós, cristãos desta comunidade da Capela de Fradelos, da Igreja do Porto, cristãos portugueses… quem somos nós? Se somos pouco, se extinguimos a Inspiração, se negligenciamos a missão profética, se integramos a imensa 'confraria dos enjoados' [cristãos sociológicos com mais ou menos sacramentos, com mais ou menos 'prática dominical'], o Evangelho denuncia-nos assertivamente, como nas parábolas do Evangelho de Mateus que escutámos nos últimos domingos do Tempo Comum… ou não as escutámos? Por outro lado, se somos mais, se desejamos ser mais, se ousamos ser um pouco mais, não somos necessariamente 'os melhores'… podemos conseguir ser melhores, mas não somos 'os melhores'. Não temos nem devemos ter tendência para o purismo: não somos essénios, nem gnósticos, nem cátaros… somos cristão, porções vivas da Una e Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo. Por isso, devemos ser inconformados com o que somos, com o pouco testemunho que damos da Luz… para podermos ser o que ainda não somos: mais diáfanos, um pouco mais diáfanos, para que o nosso interior tenha um pouco mais de Luz e para que essa Luz, pouca que seja… ilumine o mundo, porque como nos diz Jesus: "não se acende uma lâmpada para a pôr debaixo da mesa, mas sobre o candelabro, onde brilhe para quantos estão em casa".&lt;br /&gt;O que somos? Como João, somos [devemos ser] essa voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor!… Parece pouco? É o trabalho de toda uma vida e, ainda assim, uma vida não chega. E sabemos como fazê-lo? Ensina-nos Paulo, na carta que escreveu aos tessalonicenses: "Vivei sempre na alegria, Irmãos, e orai sem cessar. Vivei em permanente eucaristia. Não deixeis que se extinga em vós a Inspiração e não negligencieis a vossa missão profética". Paulo era essénio? Um purista? Paulo era cátaro ou tinha propensão para o sectarismo? Não, Paulo era cristão e nós só não queremos ser como ele, porque já decidimos que queremos ser como Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7625020566656266994?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7625020566656266994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7625020566656266994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/hoje-celebramos-o-3-domingo-do-advento.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8961443504397473140</id><published>2011-12-10T14:20:00.005Z</published><updated>2011-12-10T21:15:14.217Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Apercebi-me que em Fevereiro vamos percorrer, no âmbito do &lt;a href="http://www.lusofrances.com.pt/engine.php?cat=1"&gt;Colégio Luso-Francês&lt;/a&gt;, o 21º Caminho de Santiago, agora com a participação crescente de alunos da &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt; Universidade Católica&lt;/a&gt;. Apercebi-me que percorremos 20 Caminhos... é incrível: participaram uns 1800 alunos, caminhámos sob sol e chuva, sobre lama e neve, houve sorrisos, lágrimas... e, fundamentalmente, uma aprendizagem da Comunhão, do Evangelho, da verdade de ser, existir e caminhar em configuração com Cristo. Saudades desses dias enormes em que somos [mais] Caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8961443504397473140?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8961443504397473140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8961443504397473140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/apercebi-me-que-em-fevereiro-vamos.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4236657565476855393</id><published>2011-12-09T09:34:00.005Z</published><updated>2011-12-09T12:13:53.104Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sim, sou cliente do MEO. Não, o meu blogue não ganha nada com a publicidade. Sim, é oficial: este é um dos melhores temas de Natal de sempre. José Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Tiago Dores, juntamente com a Lúcia Moniz, o Futre e dezenas de cidadãos anónimos... enfim, é a loucura generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="336" height="189" src="http://www.youtube.com/embed/M-JpqOliB2s" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4236657565476855393?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4236657565476855393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4236657565476855393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/sim-sou-cliente-da-meo.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/M-JpqOliB2s/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7504544919245235286</id><published>2011-12-08T09:31:00.000Z</published><updated>2011-12-09T09:31:32.710Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já o disse uma vez: um destes dias a Igreja tem que repensar com seriedade a formulação do dogma da Imaculada Conceição, que data de 1854. Insisto que a formulação de um dogma implica a sua inteligibilidade, na medida em que um dogma sem inteligibilidade não pode ser o resultado da percepção dos cristãos na sua experiência comunitária, nem sequer um pro-duto da sua reflexão pessoal, da hermenêutica – interpretação – dos sinais-dos-tempos que colabora com a cultura bíblica, com a actividade teologal e com a consciência histórica para a afirmação da verdade, à luz da inteligência da Fé e da ciência da Esperança.&lt;br /&gt;Um dogma deve ser o resultado de uma experiência comunitária que implica consensos e orienta sentidos; não é um fim em si mesmo, mas um instrumento de arrumação conceptual das razões da nossa Fé e da nossa Esperança. Não é pouco, mas é apenas isso. E a Igreja – a Una, Santa, Católica e Apostólica –, por fidelidade ao Evangelho e vocação comunial, deve relativizar a importância do que é acessório e concentrar-se no que é essencial.&lt;br /&gt;O contexto em que o dogma da Imaculada Conceição foi formulado não ajuda… mas o que me preocupa é o modo redutor com que se aborda a questão do 'pecado original'. Trata-se, com efeito, de um dogma que se consome nas suas pequenas obsessões. Infelizmente, os 'teólogos do sistema' gastam o conceito de pecado a pensar na questão sexual e eu sinto que, mais do que uma perda de tempo, essa atitude não permite uma reflexão consequente sobre a Graça. Mais uma vez, perdemos a oportunidade de sobrepor o Evangelho às questiúnculas do fenómeno religioso. Prevalece a tentação de apoucar o incomensurável, de amesquinhar o desmedido, de reduzir o desmesurado, de circunscrever o imenso… é uma pena!&lt;br /&gt;Visto isto, importa atendermos ao que hoje celebramos em sentido profundo: "Avé, ó cheia de Graça, o Senhor está contigo!" Hoje é isso que lembramos da nossa condição, como escreveu S. Paulo: "Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que no alto do Céu nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que Ele nos escolheu em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e imaculados na sua presença, no amor" [Ef 1, 3-4].&lt;br /&gt;De que falamos? Da Graça, claro! E a Graça não se traduz apriori numa espécie de predestinação que faz com que alguém possa ser mãe do Filho de Deus pelo facto de não ter sido concebida sexuadamente. Falamos da Graça e a Graça actua na vida do Homem na proporção da sua humanidade… O SIM de Maria não é, desse modo, um sim artificial, teatral, ensaiado para o contexto cénico da Anunciação; trata-se de um SIM autêntico, implicativo, consequente, livre… SIM, "faça-se em mim segundo a tua Palavra".&lt;br /&gt;A Nova Eva regressa ao Éden da nova condição do Homem, da Nova Aliança comunial, e regressa pelo próprio pé. Levanta-te e caminha, nova humanidade. Aí está, Maria, cheia de Graça, e cada um de nós como ela, santos e imaculados na presença de Deus, uns para os outros, uns e outros, expressão desse Amor maior que nos salva, eleva e santifica. Hoje é isso que celebramos em sentido profundo: a Graça de Deus nas nossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7504544919245235286?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7504544919245235286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7504544919245235286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/ja-o-disse-uma-vez-um-destes-dias.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4724153680186816440</id><published>2011-12-07T18:17:00.006Z</published><updated>2011-12-07T18:21:41.364Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sem palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="395" height="252" src="http://www.youtube.com/embed/pXBIWw185oY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4724153680186816440?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4724153680186816440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4724153680186816440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/sem-palavras.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pXBIWw185oY/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-803996501564658307</id><published>2011-12-06T15:39:00.009Z</published><updated>2011-12-07T18:27:33.060Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Beatriz nasceu há 4 anos... como um milagre, tem enchido de alegria e graça a nossa Vida, a nossa Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/LmPatfy3Vv0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="189" width="252"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Leão é um acontecimento poético, tem na música Lisboa e Buenos Aires, o mundo inteiro, as mãos e os olhos bem abertos, um livro, o mar ou um beijo de olhos fechados... e coração, tanto coração, coração apertado contra coração, luz morna, noite vagamente febril. Rodrigo Leão é polimórfico, poliédrico, polifónico, polissémico, polissílabo; é um daqueles seres humanos que justifica que Deus tenha criado o Homem à sua imagem e semelhança. E &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A Montanha Mágica&lt;/span&gt; representa a apologia de uma beleza muito rara, híbrida, mestiça às vezes... com especiarias, ervas aromáticas, cores quentes e infusões... café e terracota, um velho impassível debaixo do alpendre ou crianças à chuva, sem guarda-chuva, só Deus nas mãos abertas, nos olhos fechados... Rodrigo Leão tem na música Paris, o Quartier Latin ou só um violoncelo, cravos da índia, a morte pousada, bétulas ou abril no fim. &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A Montanha Mágica&lt;/span&gt; é um poema, pudesse ser a banda sonora da minha vida ou um 'requiem' à minha memória. | &lt;a href="http://www.rodrigoleao.pt/"&gt;www.rodrigoleao.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-803996501564658307?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/803996501564658307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/803996501564658307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/rodrigo-leao-e-um-acontecimento-poetico.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LmPatfy3Vv0/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-206286096280122707</id><published>2011-12-05T23:30:00.006Z</published><updated>2011-12-07T22:18:37.769Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Morreu ontem, em Amarante, a minha amiga poeta &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Maria Eulália Macedo&lt;/span&gt;, com 90 anos. Não há palavras que descrevam a Eulália, nem o que sinto...&lt;br /&gt;Em Julho de 2009, apresentei em Amarante, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, o seu livro &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt;. Decidi, então, escrever-lhe uma carta... uma carta que hoje releio comovido, como se a morte não tivesse a última palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-J_aNKFxCIT0/Tt1VQfOO5BI/AAAAAAAAC54/ScidunqyvP0/s1600/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BAfectos.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 130px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-J_aNKFxCIT0/Tt1VQfOO5BI/AAAAAAAAC54/ScidunqyvP0/s320/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BAfectos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682792046558897170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Eulália&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi-te uma carta. Uma carta entreaberta. Uma carta de amor. Hoje não serei grave, porque não é dia de endurecer o rosto e a alegria é para os vivos, como disse o Almada, a coisa mais séria da vida! Hoje é um dia alegre, querida Eulália, porque se reeditam as tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt;, que não é um livro, mas uma prova de amor, a confissão poética de que o esquecimento, a morte e as trevas que tantas vezes escurecem os nossos corações não terão a última palavra. As tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt; não são apenas páginas impressas, amortalhadas numa capa bonita; não se trata de um livro como outros livros: fala do milagre de ser e existir no espaço e no tempo, fala do sabor das amoras, da alegria do mundo. Eu não li as tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt;, querida Eulália, eu vivi-as tão intensamente, que a tua mãe foi, por um momento, a minha mãe; depois foi o cheiro húmido da terra, a intimidade de um gesto condescendente com a morte, a vida inteira redimida numa palavra, algo mais puro ainda; depois foram os retratos, os antigos retratos que habitam o teu mundo, Eulália, esses fantasmas que habitam o meu mundo, como se tivéssemos vivido na mesma casa, na mesma casa desde sempre, porque a tua casa é antiga como o Marão, antiga como o mundo.&lt;br /&gt;Escrevi-te uma carta, esta carta entreaberta. Uma carta de amor. Escrevi-a porque sei como são as manhãs transparentes de Fevereiro, porque também eu suspendo a respiração à hora da chegada do correio. Escrevi-a porque nasci num mundo de homens que cabe nas caixas que guardam os livros que herdaste da tua avó paterna; mas estas tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt; não cabem neste livro, como não cabem nos livros que herdaste da tua mãe; nelas existe um mundo de mulheres, de mulheres que são lugares recuados em que as mãos descobrem os filhos, esses lugares fundos, luminosos por dentro; essas mulheres que são como mesas para que os filhos cresçam em seu redor; que são casas em que há afectos, como brinquedos, espalhados pelo chão; as mulheres de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras &lt;/span&gt;são isso e outra coisa, ou nem uma coisa nem outra, não têm nome ou chamam-se Maria Ondina, Olímpia, Maria Branca ou Lídia; podem ser as mulheres do Marão (de que não falam as 'Crónicas da Raça') ou as mulheres da tua Rua; podem ser as mulheres da minha rua, da minha infância, mulheres sem idade, carpindo as perdas, lambendo as feridas ou amadurecendo o útero na opacidade comovida da sua juventude.&lt;br /&gt;Querida Eulália, escrevi-te esta carta porque conheço a tua terra como se nela tivesse nascido ou nela tivesse morrido, antes desta diáspora; conheço o teu Rio, comove-me sempre a tua Nossa Senhora da Ponte, com o seu sorriso de granito e o Filho nos braços. Também eu amo Pascoaes, Eulália: recordo-me do Poeta a enrolar um cigarro no escrupuloso labor dos dedos telúricos, recordo-me dos versos: "Quem és tu? De onde vens? Na tua fronte/ Paira o vago crepúsculo infinito/ Da distância... […] Há nas tuas palavras um abismo./ Ouvindo-as logo sinto uma vertigem,/ E, em sobressalto, chora e se lastima/ O que, em mim, é vedado, oculto e virgem./ A parte indefinida do meu ser/ Ama a sombra espectral em que desvairas.../ E nem, ao menos, posso compreender/ Esta força amorosa que me leva/ Para a tua loucura!"&lt;br /&gt;Escrevi esta carta, querida Eulália, porque conheço o rumor dos dias, a lenta passagem das horas. Escrevi-a porque conheci a tua casa: o S. Jorge que guarda a entrada nas pausas da sua luta eterna contra a serpe; o granito por fora, as madeiras por dentro; os velhos livros, os retratos espectrais, o modo natural e orgânico como a casa cresce e se abre para um jardim, com flores e árvores de fruto numa certa desarrumação romântica. Escrevi esta carta de amor porque me comove a tua lucidez, o modo como arrastas a voz oracular, que se exprime em aforismos e se sobrepõe ao meu pensamento. Escrevi-a, querida Eulália, porque escuto a urze e conheço o silêncio das tardes de Outono, quando os pássaros não voam e as nuvens se deitam na cama dos rochedos mais altos.&lt;br /&gt;Nas tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras &lt;/span&gt;pulsa uma comovida humanidade, um amor raro pela terra, sem asfixia; um amor raro pelas pessoas, sem paternalismos ou maternalismos; um amor raro que habita quem acredita e inaugura nas suas palavras um emergente Ciclo do Amor. Querida Eulália, não sei como dizer-te que sinto que guardas o futuro. Nasceste em Amarante; mas tu não pertences a Amarante, nem ao mundo, que o mundo é exíguo para pessoas com as tuas dimensões. Tu pertences, nas palavras de Sophia, à raça daqueles que "percorrem o labirinto/ Sem jamais perderem o fio de linho da palavra". Tu pertences a Deus.&lt;br /&gt;Serás tu o Cristo, Maria Eulália? "Não casei, não ganhei dinheiro, nem sei de sistemas políticos para salvar a humanidade". O que é que te salva, Maria Eulália? O que é que move a tua mão escrevente? O poeta José Tolentino Mendonça disse que "o que move a mão escrevente é uma qualquer compaixão pela vida, nua, pobre, passada, inocente, esquecida, sussurrante, amante, quase nada. […] 'E a ti, o que é que te salva?' Oh, os que não sabem que a mão escrevente é a mão que salva!"&lt;br /&gt;Vou terminar esta carta, Eulália. Desculpa-me. O que poderia eu dizer sobre ti ou sobre as tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt;? O que sei eu? Tinhas meio século de vida quando eu vi pela primeira vez a luz; nasceste no Equinócio da Primavera, eu nasci no Equinócio de Outono, talvez por isso a tua juventude e a minha velhice nos torne tão próximos. Por estes dias, as tuas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Histórias de poucas palavras&lt;/span&gt; salvaram-me: "Nunca mais temerei os anjos metálicos da angústia e da destruição, podem vir purificar-me os lábios com uma brasa de fogo e de insatisfação". E sempre que me lembrar de ti, estremecerei com os versos de Herberto Helder: "Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta/ do gosto, o entusiasmo do mundo".&lt;br /&gt;Sempre teu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-206286096280122707?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/206286096280122707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/206286096280122707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/morreu-ontem-em-amarante-minha-amiga.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J_aNKFxCIT0/Tt1VQfOO5BI/AAAAAAAAC54/ScidunqyvP0/s72-c/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BAfectos.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1331810307105800839</id><published>2011-12-04T14:35:00.005Z</published><updated>2011-12-04T14:52:03.699Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, 2º Domingo do Advento, li esta reflexão na Capela de Fradelos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrámos na experiência de Advento e é suposto que não a terminemos incólumes, ilesos, como se nada fosse… Na verdade, é suposto que não terminemos a experiência de Advento, porque o Advento é a nossa condição: condição de peregrinos que já não estão no ponto-de-partida, mas ainda não chegaram à meta… que estão, portanto, a caminho. E dizer que estão a caminho implica evidentemente que caminhem, mas implica também que preparem o caminho para Aquele que vem, Aquele que assume integralmente a experiência existencial do peregrino: o Cristo Jesus é o ponto-de-partida e a meta de todos os caminhos, é o companheiro que se acerca do peregrino nas vicissitudes e nos obstáculos, que está presente na alegria e na paz com que o caminho aconchega o coração do peregrino; o Cristo Jesus é o próprio Caminho: Caminho, Verdade e Vida, em sentido substancial e substantivo… o SAL que faz do peregrino sal da terra, a LUZ que faz do peregrino luz do mundo.&lt;br /&gt;E assim caminhamos… Umas vezes é o espírito que retorce o nosso corpo, outras vezes é o corpo que subjuga o nosso espírito; e na lenta aprendizagem da santidade, o nosso corpo e nosso espírito pacificam-se, tornam-se um só… e é então que sentimos que o Caminho é a nossa Casa, esse lugar provisório onde descansamos o coração até ao DIA em que o entregaremos ao Senhor, como quando abraço os meus filhos: coração contra coração, como se da força desse aperto rompesse uma luz que ainda não sei dizer, mas cuja verdade poética me permite a esperança de um novo dia, a manhã de uma nova etapa, a alegria e a simplicidade, a coragem e o desassombro, a humildade e a paz.&lt;br /&gt;O Advento é uma atitude… a atitude de quem está a caminho, a atitude de quem reconhece que tudo aquilo em que toca ou possui é provisório; a atitude de quem espera Cristo, de quem deseja do fundo do coração que Ele venha e redima a caducidade da sua condição, a decrepitude do seu corpo, a transitoriedade da sua história.&lt;br /&gt;Numa passagem perturbadora da narrativa de Paulo Moura sobre a imigração na Europa — &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Passaporte para o Céu&lt;/span&gt; —, abeiramo-nos da condição limite de imigrantes ilegais, seres humanos que se preparam para deixar África rumo à Europa, experimentando vicissitudes inenarráveis. Num presente dramaticamente suspenso "começam a falar com Deus. Cada um por si, com a sua conversa privada, olhando para as próprias mãos. Uns batem na cabeça, outros choram, outros ralham e gritam com Deus a plenos pulmões. A emoção atinge o paroxismo. A floresta treme. Um terramoto de pensamentos. Uns têm olheiras fundas, outros manchas no corpo, outros uma tosse vinda das entranhas. Estão todos doentes, todos a morrer, mas é como se esse próprio facto os justificasse. Como se cada um fosse apenas uma voz a gritar com Deus. 'Livra-me do medo'. 'Livra-me da frustração', suplica uma rapariga, de olhos fechados, num sussurro apaixonado. 'Deixa-me chegar ao meu destino'."&lt;br /&gt;Estas palavras falam de imigrantes ilegais que tentam desesperadamente a passagem para a Europa, que representa, neste contexto, para estas pessoas, uma 'terra prometida', um recomeço. É uma metáfora da nossa condição… mas não a entendemos, nem podemos entender. Nós estamos bem, não sentimos necessidade de caminhar, de recomeçar; não sentimos necessidade de [re]conversão, nem precisamos de Deus. Vivemos em sociedades hedonistas e materialistas que suprem todas as nossas necessidades; sabemos sempre tudo, queremos sempre tudo, temos uma voracidade avassaladora; vivemos num novelo de individualismo e cinismo que nos torna egocêntricos, egóticos, ególatras…&lt;br /&gt;Falava na semana passada daqueles que, na Igreja, já esqueceram o Evangelho e só se preocupam com os recursos materiais e humanos que permitam perpetuar o poder da 'casta', como se a Igreja fosse uma coutada ou um feudo, mas a verdade é que cada um de nós já definiu e delimitou a sua área de conforto: a sua conta bancária, o seu poder-de-compra, o seu bem-estar, a satisfação insaciável dos seus fetiches – pobres fetichistas!... –, o seu sucesso, os seus direitos adquiridos ou permanentemente reivindicados, o reconhecimento social, enfim… vivemos deslumbrados pelo adorno.&lt;br /&gt;O que pode hoje dizer-me João Baptista? De que me fala essa voz que clama no deserto? Se eu não for ADVENTO, como poderei regressar aos caminhos, como poderei voltar a caminhar?...&lt;br /&gt;A Igreja precisa de coração, do coração dos santos, esse coração que bate ao ritmo do Evangelho, um coração incendiado pelo amor de Deus, apertado contra o coração de Cristo: coração contra coração, como se da força desse aperto rompesse uma luz que ainda não sei dizer. Se eu não for ADVENTO a Igreja não terá coração, nem será Advento… e quando o Senhor vier, não reconhecerá a sua vinha, nem os vinhateiros reconhecerão o seu Senhor.&lt;br /&gt;O Advento é a luz que já somos e a luz que ainda não somos, é fundamentalmente a luz que eu transporto, a luz com que caminho, a luz que me ilumina os caminhos, a luz que tenuemente me ilumina por dentro e que baixinho me sussurra a verdade poética do DIA que não tem ocaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1331810307105800839?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1331810307105800839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1331810307105800839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/12/hoje-2-domingo-do-advento-li-esta.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-627511627178563080</id><published>2011-11-30T22:13:00.002Z</published><updated>2011-11-30T22:30:50.119Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>É preciso repensar a &lt;a href="http://cosmorama-edicoes.blogspot.com/"&gt;Cosmorama&lt;/a&gt;. Brevemente estará on-line o novo site do projecto: www.cosmorama.pt. A reedição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora &lt;/span&gt;já está disponível na livraria da &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Católica . Porto&lt;/a&gt; ou através do e-mail &lt;a href="mailto:cosmorama@porto.ucp.pt"&gt;cosmorama@porto.ucp.pt&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-2ZEX0SOet64/TtJjE31N-6I/AAAAAAAAC5s/pBpF96OJRtE/s1600/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2ZEX0SOet64/TtJjE31N-6I/AAAAAAAAC5s/pBpF96OJRtE/s320/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679711015425407906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Diáspora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. José Rui Teixeira&lt;br /&gt;2ª edição . 2011&lt;br /&gt;ISBN 978-989-8029-50-8 | 116 pp. | 12 €&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seal apresentou uma nova versão de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Let's Stay Together&lt;/span&gt; [Al Green, 1972]. Apetece repensar o conceito de "clássico"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/JxLvbx5-mfU" allowfullscreen="" frameborder="0" height="189" width="336"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-627511627178563080?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/627511627178563080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/627511627178563080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/e-preciso-repensar-cosmorama.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2ZEX0SOet64/TtJjE31N-6I/AAAAAAAAC5s/pBpF96OJRtE/s72-c/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1421107058477280403</id><published>2011-11-27T15:43:00.005Z</published><updated>2011-11-28T21:14:29.212Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Fado foi hoje reconhecido como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Sugiro dois livros muito interessantes para contextualizar este reconhecimento: Maria Luísa Guerra, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Fado: alma de um povo&lt;/span&gt; [IN-CM, 2003]; Clara Bertrand Cabral, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Património Cultural Imaterial: convenção da UNESCO e seus contextos&lt;/span&gt; [Edições 70, 2011].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariza . &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Há uma música do povo&lt;/span&gt; [Fernando Pessoa / Mário Pacheco]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/BdHbQBvgyQ0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="220" width="345"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um poema de Guilherme de Faria – &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;O fado&lt;/span&gt; – habitado por esse imaginário típico que é, desde o século XIX, entendido como a alma do povo português, um elemento estrutural da nossa cultura, uma marca indelével da paisagem psicológica de Lisboa: os fadistas trajados de negro, como que enlutados, o silêncio da noite, um certo mistério híbrido e orgânico, simultaneamente castiço e exótico, ou o sentimento de que as guitarras choram, enquanto a poesia evoca a saudade, o passado, o amor distante e ausente, a noite, as sombras, o destino, as misérias da nossa condição. O fado e a poesia de Guilherme de Faria partilham fundamentalmente os mesmos núcleos temáticos, a mesma tradição cultural e poética, o mesmo Bairro Alto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim, à noite, escutando,&lt;br /&gt;Entre guitarras plangendo,&lt;br /&gt;A voz do fado subindo,&lt;br /&gt;O Povo, triste e sonhando,&lt;br /&gt;Vai seu mal adormecendo,&lt;br /&gt;Num sonho distante e lindo..." [&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Destino&lt;/span&gt;, 1927]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1421107058477280403?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1421107058477280403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1421107058477280403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/o-fado-foi-hoje-reconhecido-como.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/BdHbQBvgyQ0/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-9209045049288347410</id><published>2011-11-27T15:14:00.005Z</published><updated>2011-12-19T21:54:13.519Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, 1º Domingo do Advento, li esta reflexão na Capela de Fradelos, consciente da necessidade do 'aggiornamento' que João XXIII propôs há 50 anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chegamos ao Advento. A tensão escatológica continua, como se o Evangelho de Marcos que hoje escutámos estivesse na continuidade das porções do Evangelho de Mateus que nos foram propostas nos últimos domingos do Tempo Comum. É recorrente, como se os evangelistas nos gritassem insistente que devemos vigiar, que devemos resistir a esta morbidez angustiante, a este desinteresse, a esta indiferença, a este quebranto endémico que faz com que abdiquemos do Reino de Deus.&lt;br /&gt;Dizem que a Diocese do Porto está falida. Falam de dinheiro… Não se apercebem que, em certo sentido, todas as Dioceses portuguesas estão falidas há muito tempo… falidas como conceito territorial, falidas como estruturas de organização eclesial, tantas vezes falidas como lugares da esperança. É verdade que há párocos que aceitam acumular paróquias por questões meramente remuneratórias… mas também as paróquias estão falidas, falidas como conceito territorial, falidas como estruturas comunitárias, tantas vezes falidas como lugares da esperança. Existe na Igreja um silêncio constrangido, a consciência agónica de uma 'morte lenta', disfarçada pela cosmética optimista do 'discurso oficial'. Tudo isto é lamentável. Há poucos seminaristas; os diáconos [ditos 'permanentes'] ainda não perceberam o seu 'múnus' – o seu lugar e a sua missão na vida da Igreja, enquanto ministros ordenados –; os presbíteros são uma 'espécie em vias de extinção'… muitos são idosos, os mais generosos estão cansados e desanimados, e dos restantes não sei o que diga; e os bispos, na sua generalidade, revelam pouco carisma... pouca apostolicidade. Tudo isto é lamentável. É assim há anos, escuto-o persistentemente há pelo menos 20 anos, sem que se tomem medidas, sem que se ponderem estratégias…&lt;br /&gt;Parece que falo dos 'clérigos' esquecendo os leigos, o Povo de Deus que está na base da pirâmide hierárquica, o Povo de Deus que vem sempre no fim das saudações episcopais… O que fizemos a Jesus Cristo? O que fizemos a esse sentido de amor fraterno que brota do Evangelho como novidade redentora para a vida do Homem? O que fizemos ao Reino de Deus que arde no coração daqueles que se deixam incendiar pela verdade do Evangelho, pela sua beleza, pela sua bondade?… Inteligência da Fé, ciência da Esperança, poética do Amor. Como se pode apoucar o incomensurável? Como se pode amesquinhar o desmedido? Como se pode reduzir o desmesurado, circunscrever o imenso?&lt;br /&gt;Tenho reflectido sobre os leigos, sobre a necessidade de reivindicarem, um destes dias, o seu lugar na Igreja, a sua voz, emprestando novamente os seus pés ao Caminho, as suas mãos à Missão; e entregando o seu coração a Deus, como 'vocação consagrada', porque a vocação consagrada é a vocação universal à santidade… Falo de um coração encarnado no tempo, situado no espaço, um coração de carne, histórico e meta-histórico, escatológico, consciente de que Deus não diviniza o que o Homem não humaniza; um coração no presente, aqui e agora… um coração que trabalha incansavelmente nos estaleiros do mundo, enquanto suspira amorosamente por Deus.&lt;br /&gt;Temos tido esse coração? Temos sido esse coração? É verdade que somos mais Religião do que Evangelho e é verdade que existe uma relação proporcional entre a mediocridade dos 'profissionais' da religião e a mediocridade dos que aceitam a condição de 'amadores', uma espécie de figurantes.&lt;br /&gt;Enquanto os leigos estão cada vez mais desinteressados e alheados, cada vez menos empenhados na vida da Igreja, duas preocupações consomem a generalidade dos agentes pastorais: não há dinheiro e não há padres. Não se apercebem que a verdade destas premissas significaria, efectivamente, um sério motivo de esperança para a Igreja de Cristo. Sem dinheiro seremos muito mais livres e criativos, e sem esta estrutura hierárquica, a Igreja será chamada a uma reinvenção comunitária, a uma profunda reconversão ao Evangelho e a uma consequente reflexão acerca da sua presença no mundo.&lt;br /&gt;A Igreja não precisa de seminaristas... os seminários cheios de rapazes nunca foram um sinal de vitalidade da Igreja. A Igreja não precisa de diáconos 'permanentes', mas de diáconos, pessoas generosas, implicadas, comprometidas com a missão e com o serviço; não precisa de padres, precisa de presbíteros, pessoas maduras e experientes que, no seio das comunidades, sejam a voz da consciência teologal da Igreja; não precisa de bispos nos tabuleiros do xadrez, mas apaixonados pelas virtudes da apostolicidade. A Igreja não precisa de paróquias/freguesias, mas de comunidades, sejam elas paroquiais ou não paroquiais; a Igreja não precisa de dioceses/distritos, mas de Igrejas locais, maduras e responsáveis, que contribuam para a Igreja católica [universal] com as suas particularidades e com a sua vitalidade. A Igreja não precisa de dinheiro… a Igreja só precisa de Cristo, só precisa do Evangelho… e o resto será a consequência natural de uma vida coerente com o que Cristo representa na vida de cada cristão e de cada comunidade, coerente com o que o Evangelho produz na vida de casa cristão e de cada comunidade.&lt;br /&gt;A Igreja, 'semper reformanda', já não precisa de reformadores, de Savonarolas ou Luteros, não precisa das 'limpezas' dos Torquemadas ou de outros piromaníacos, nem das protecções de sacros-impérios ou de sacros-imperadores… A Igreja precisa de Santos, precisa de santos para precisar de Cristo, precisa de santos para precisar do Evangelho, e precisa de Cristo e do Evangelho para ser Igreja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-9209045049288347410?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9209045049288347410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9209045049288347410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/hoje-na-capela-de-fradelos-neste-1.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7651477413117807449</id><published>2011-11-26T23:03:00.006Z</published><updated>2011-11-27T15:40:44.110Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A apresentação de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, ontem, foi um acontecimento muito especial... Família e amigos, tantos amigos: particularmente o Valter, que apresentou o livro, e o Henrique, que emprestou a voz aos poemas. Aproveito para agradecer a todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Zxl_VUh99_s/TtJZf4fzjaI/AAAAAAAAC5g/IAIHGgEQ8Sg/s1600/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zxl_VUh99_s/TtJZf4fzjaI/AAAAAAAAC5g/IAIHGgEQ8Sg/s320/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679700484344221090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mãos fica esta 2ª edição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora &lt;/span&gt;e no coração o desejo de repensar-me na condição de poeta e na condição de editor da Cosmorama. Ontem foi, nas palavras do Valter, "como se a poesia [...] pudesse construir o próprio coração".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7651477413117807449?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7651477413117807449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7651477413117807449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/apresentacao-de-diaspora-ontem-foi-um.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Zxl_VUh99_s/TtJZf4fzjaI/AAAAAAAAC5g/IAIHGgEQ8Sg/s72-c/Di%25C3%25A1spora%2B%255Bcapa%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3673183465633511409</id><published>2011-11-25T11:44:00.003Z</published><updated>2011-11-25T11:49:16.054Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Senta-te aí&lt;/span&gt;... na voz inconfundível, inesquecível, tão rara... de Jorge Palma. Há um dia, um tempo, na vida de um pai e na vida de um filho, em que estas coisas se partilham, com ou sem a guitarra do João Gil. Senta-te aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/kG-5tcOI4-8" allowfullscreen="" frameborder="0" height="220" width="345"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3673183465633511409?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3673183465633511409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3673183465633511409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/senta-te-ai.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kG-5tcOI4-8/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5470868990710997903</id><published>2011-11-24T10:07:00.003Z</published><updated>2011-11-24T10:19:37.732Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:180%;" &gt;Diáspora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um percurso imaterial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Rui Teixeira tem vindo a consolidar ao longo da última década um fecundo percurso poético, ora mesmo austeramente plasmado neste livro. A edição de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora &lt;/span&gt;assume e integra uma década de poesia. Não se trata de uma poesia reunida ou de uma antologia, mas do resultado definitivo e depurado da poesia que escreveu entre 2000 e 2010, editada ou inédita. Com efeito, não se trata de reunir, não se trata de selecionar, nem sequer de eleger: trata-se de filtrar, de reescrever, de fixar, de inscrever na pedra de uma consciência poética e ontológica a súmula de um percurso, o resultado de uma demanda decisivamente subordinada a uma estética da escassez. E salta à vista a linha de rumo que obedeceu a esta vontade poética, ética e estética que não olha a custos para a construção de uma inflexível unidade de tom, de voz, de linguagem, de temas, de motivos, de sentido.&lt;br /&gt;Fixemo-nos também no título. Um cultor da metáfora e da imagem escolhe para título um claro indício de uma intensa alegoria, e esta alegoria contamina de forma decisiva toda a obra. Embora continuando a demonstrar o talento de um poeta no domínio da metáfora e da imagem, estas de imediato se cingem ao restrito âmbito de um trabalho de oficina, num plano secundário que se submete, repito, à ordem superior da alegoria, e até da parábola. Diáspora, do grego diasporá, etimologicamente significando dispersão, fragmentação das tribos de Judá. Portanto: desenraizamento, êxodo, exílio, deambulação, errância, viagem para fora de uma pátria terrena ou espiritual, que se perde, temporária ou definitivamente. O exilado leva consigo a saudade do que fica para trás e a utopia da reunificação em (com) uma pátria a haver. Trata-se neste caso, como em qualquer estado de diáspora, de um processo de desterritorialização do sujeito e a consequente procura de linhas de fuga e de regresso de um caos presente rumo a uma ordem futura que recupere a ordem inicial. A escrita é o meio de que o sujeito em errância se serve para se reterritorializar, o mesmo é dizer, para se recentrar; tomando de empréstimo conceitos arquitetados por Gilles Deleuze e Felix Guattari.&lt;br /&gt;Os materiais com que se constrói esta alegoria poética são maioritariamente recolhidos no texto bíblico, que aqui se assume como o intertexto mais vivo. Numa linha de pensamento devedora dos ensinamentos de Paul Ricoeur, diríamos que o autor por ele se deixa escrever sem nenhuma pretensão de reescrita.&lt;br /&gt;Regressemos assim à alegoria inscrita no título, caminho incessante da pátria ao exílio, do exílio à pátria, dispersão e reunificação, unidade e fragmentação, desterritorialização e consequente reterritorialização. Todas as diásporas cabem aqui: de um Éden a uma expulsão, de um estado de graça a uma condenação, de um estado de pureza a um estado de impureza, da expulsão de um útero ao mergulho num mundo agreste, das baixezas das cavernas às alturas dos céus, das sombras à luz, do Egito à Terra Prometida, de Babilónia a Sião, de todos os exílios a todas as terras prometidas. Ao contrário da paráfrase camoniana do Salmo 137, do Rei David para o Profeta Jeremias, o sujeito poético desta Diáspora não pendura nos salgueiros os órgãos com que cantava, antes, seguindo à letra o versículo 3 do referido Salmo, responde positivamente aos apelos dos cativos quando suplicavam: "Cantai-nos um hino dos cânticos de Sião". Mesmo em terra estranha, o poeta, o cantor, toma em mãos os instrumentos dessa música redentora, para renovar e reformular o seu canto. Este percurso poético quer-se alegoria, metáfora e símbolo de um percurso interior, visando a demanda da perfeição poética residente algures num Graal ontológico. Por esta razão, o autor de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Oráculo&lt;/span&gt;, fiel àquela proclamação inicial, deixa cair neste percurso poético livros (três, pelo menos,) poemas (tantos) versos (a cada passo, a cada poema), palavras (em cada linha, em cada verso), e desse modo vai desmaterializando o seu poema, desprendido e despojado de um sem-número de artefactos de linguagem. Como se o caminho fosse longo e difícil e as escassas forças do caminhante o obrigassem a alijar as excrescências, os excessos da bagagem, ou um barco se esvaziasse na iminência de um naufrágio. O resultado deste labor é um livro perpassado por uma estranha sensação de leveza, de suavidade, de imaterialidade, como se as palavras, rareando, fossem, na verdade, somente os imprescindíveis utensílios da luz. É profunda a ação do poeta não só sobre os poemas mais recentes, cuja última criação é o livro aqui integrado, Ataúde, como sobre os materiais poéticos anteriores. Com redobrado vigor atua na depuração discursiva, no despojamento retórico, na filtragem vocabular, na ascese do ornamento, na implosão do arabesco, até deixar alguns poemas tão breves e secos como os dedos líricos e descarnados de Zerbino – anti-herói místico e quixotesco que deambula em sua diáspora íntima nos becos góticos de Barcelona.&lt;br /&gt;Servem também estas considerações para acentuar que não obstante se plasmarem nesta poesia planos da ordem do sagrado, do místico e do metafísico, em nenhum momento José Rui Teixeira se desvia da sua primordial condição de poeta. A atitude mística e espiritualizada fechada em si não é razão que baste para sustentar este edifício poético, como o não seria para qualquer outro poeta; o que faz desta poesia uma poesia de alta qualidade é a intensa vibração da linguagem, o trabalho pertinaz dos seus materiais, a pluralidade de sentidos segregados pela palavra. Tudo está, neste livro, ao serviço do poema e de uma arte poética, tudo está ao serviço das superiores formas da linguagem e por esta insuflado, enquadrado e absorvido, enquanto "manifestação sensível da ideia", como anotou Hegel na sua Estética. Quando muito a certeza de que em comum, neste caso, entre os planos do pensamento, da espiritualidade e da poesia, um mesmo princípio, o Verbo. Aliás, todas as linhas de rumo de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;: a estética, a poética e a reflexiva, visam a síntese, a conciliação de opostos, a superação da fenda ou da ferida aberta por toda uma tradição filosófica e cultural dualista e totalizante, cujos mais longínquos avatares passam pelas tradições platónica e cartesiana, a que acresce uma maioritária visão do cristianismo, que estabeleceram as antinomias inconciliáveis entre a terra e o céu, o corpo e o espírito, o humano e o divino, a imanência e a transcendência, a morte e a vida, o tempo e o espaço, a ação e a contemplação, o visível e o invisível. O poeta age na margem do visível para surpreender o espaço do invisível, através da matéria dizível anseia a decifração e o reconhecimento do indizível, nos mapas parados do corpo exposto procura perscrutar a voz do espírito, move-se em estratégicas zonas de sombra para melhor contemplar a luz.&lt;br /&gt;As linhas temáticas que perpassam na poesia de José Rui Teixeira são em número restrito, em circularidade e entrelaçamento sistemáticos: a morte, o amor, a mulher, a transcendência, o mistério do ser e das coisas.&lt;br /&gt;Perante a morte, deve notar-se que não somos colocados perante uma escatologia do terror, nem perante o sublime do apocalíptico e do abissal, sequer uma estética do medo, da negatividade, do horror ou do aniquilamento. Presentes, em nossa opinião, uma estética, uma ética e até uma teologia da esperança, enquanto elemento individual que, insubmisso aos constrangimentos da pura racionalidade, se liberta da realidade desesperada e irremediável da morte, enquanto definitiva desaparição. O ser é um continuum que está para além da sua corporeidade terrena e aspira a um eterno e cósmico retorno. Qual reminiscência platónica fundida numa transcendentalista saudade do futuro apreendida nas lições de Pascoaes e Leonardo Coimbra.&lt;br /&gt;A terra-mater confunde-se com a mater-terra, complementam-se na forma como ambas executam o seu insondável labor: a maternidade dando vida e a terra dissolvendo-a, mas, simultaneamente, instaurando as bases de uma outra vida ou de um outro ressurgimento. Processo metamórfico e ascensional rumo à instauração de uma unidade suprema do ser, a terra é encarada como um útero outro, onde esse ser de novo habitará e se abrigará, esperando uma outra passagem, a continuação da diáspora, a dialética do eterno recomeço. Resulta deste trabalho poético a secreta confiança de quem acredita que para cada homem que caminha, marcado pela ascensão e pela diáspora, sucederá sempre um sepulcro vazio. Afirma-o no tom oracular e sentencioso que frequentemente adota: "A tua casa há de ser um sepulcro vazio/ se ao saíres deixares a porta aberta".&lt;br /&gt;Estamos perante uma mitografia do sagrado – como salientou Fernando Guimarães sobre a poesia deste autor – canta a finitude enquanto infinitude, forma melancólica mas não angustiada de enquadrar a morte num processo ontológico mais vasto, numa complexidade de um arco mais largo. Se para Jorge de Sena ninguém morre de morte natural, lendo &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, quase somos tentados a dizer que ninguém morre de morte artificial. É um percurso espiritual que visa a unidade de tempo, espaço e sujeito, elementos que servem igualmente de base a um levantamento topográfico de indícios e sinais que lhe indiquem o percurso exato dessa longínqua e utópica Sião. Desses sinais, um há que se destaca, e surge com a intensa luz de um farol na negritude da procela. É um tu que lhe segreda sentenças e máximas de uma sabedoria ancestral, perante o qual a voz do sujeito lírico amiúde se transforma em eco dessa voz primeira, numa dialogia que Backtine distingue da polifonia tão típica na ficção de Dostoievsky. Na polifonia as múltiplas vozes mantêm a sua autonomia própria, são vozes que frequentemente não passam de sucessivos ou simultâneos monólogos, de uma essencial ausência de comunicação e de alteridade e que aferrolham o ser numa solidão irremediável. Pelo contrário, na dialogia as vozes afluem a um centro e fundem-se na voz única e frutífera da intersubjetividade, assim resistindo à entropia do tempo e à opacidade da fala. "Fala-me secretamente das magnólias, do modo/ como caem as pétalas sobre a terra nos últimos dias", ouvimos quase que indiscretamente ao segundo poema de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, como quem implora o desvendamento de um segredo vital, o qual seja o do movimento cósmico que pontua a relação da natureza com o sujeito. E solicita não só a revelação desse segredo, mas a língua e a chave dessa fórmula secreta, secretamente. E essa voz cai sobre o sujeito como chuva em solo ressequido. Retemos o eco, a melopeia, de repetição em repetição: "Mas tu disseste-me: o coração/ é um órgão incendiado sobre os telhados/ de ardósia", "Mas disseste-me: partimos sempre mais/ do que chegamos", "Disse-te ao ouvido: estamos rodeados de mortos", "Mas tu disseste-me: não despertes/ o que dorme, não agites as águas paradas,/ encontrarás Deus nas margens do grande rio", "Dizias-me: percorremos/ órbitas como corpos celestes./ Registamos mecanismos giratórios,/ coisas tão invulgares/ como as rotas de aves migratórias". Esta é a voz incerta, limiar entre a terra e o céu, voz feminina, ou síntese entre a terra-mater e a mater-terra, ambas na consecução de uma epifania do feminino, ambas "mulheres com epistemas na voz". E essa voz será pois a voz da terra, a voz da amada, ou a voz do útero, não parece ser a voz de uma transcendência intangível, mas a voz de uma imanência visceral e tocável.&lt;br /&gt;Sintetizando, no que se perdeu, ou se abandonou, pelos caminhos da diáspora poética de José Rui Teixeira para chegar a este livro, enquanto promessa de uma terra serena e pacificada, está o ato genuíno de substituir uma estética do medo por uma estética da serenidade, de substituir uma estética do aniquilamento por uma estética do ressurgimento, de substituir uma estética do silêncio por uma estética da voz, de substituir uma estética das sombras por uma estética da luz e da claridade. Livro de espera e de esperança, de visão e de revelação; livro da predominância da memória sobre o esquecimento, onde o ceticismo se submete ao lenitivo da fé, ainda que eivada de uma inescapável melancolia pós-moderna. "É verdade que espero ainda o rumor branco das planícies,/ a superfície da manhã, a tua boca como o estio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Fernando de Castro Branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Diáspora&lt;/span&gt;, Cosmorama, 2011, pp. 105-110; &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Colóquio/Letras&lt;/span&gt; 174, Fundação Calouste Gulbenkian (Maio/Agosto 2010), pp. 207-210.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5470868990710997903?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5470868990710997903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5470868990710997903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/diaspora-um-percurso-imaterial-jose-rui.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6445128166115182449</id><published>2011-11-20T11:44:00.000Z</published><updated>2011-11-20T21:20:58.325Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Isabelle Arsenault&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-abq99tZRG2M/TrPQOMRWQ0I/AAAAAAAAC4I/KFrD4bq4Xz0/s1600/Di%25C3%25A1spora.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-abq99tZRG2M/TrPQOMRWQ0I/AAAAAAAAC4I/KFrD4bq4Xz0/s320/Di%25C3%25A1spora.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671105298020320066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:180%;" &gt;Diáspora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;José Rui Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Convite para a apresentação:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Universidade Católica | Foz . Auditório 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;25 Novembro [6ª-feira] . 21.30h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O livro será apresentado por valter hugo mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O poeta age na margem do visível para surpreender o espaço do invisível, através da matéria dizível anseia a decifração e o reconhecimento do indizível, nos mapas parados do corpo exposto procura perscrutar a voz do espírito, move-se em estratégicas zonas de sombra para melhor contemplar a luz." &lt;span style="font-size:85%;"&gt;| &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Fernando de Castro Branco&lt;/span&gt; [posfácio]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6445128166115182449?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6445128166115182449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6445128166115182449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/isabelle-arsenault-diaspora-na-6-feira.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-abq99tZRG2M/TrPQOMRWQ0I/AAAAAAAAC4I/KFrD4bq4Xz0/s72-c/Di%25C3%25A1spora.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6484873653858739493</id><published>2011-11-18T09:41:00.008Z</published><updated>2011-11-18T10:03:38.285Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem apresentei &lt;a href="http://www.twowaysthroughlife.com/"&gt;A Árvore da Vida&lt;/a&gt; na &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Católica . Porto&lt;/a&gt;. Ainda não sei como dizer o milagre, a redenção que o filme propõe/proporciona a partir de uma poética do absoluto, a partir de um humanismo de feições contemplativas e escatológicas, a partir do que somos e de um projecto de redenção pessoal e universal. Ainda não sei, sinceramente, o que dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/1WvuJwMFPz4" allowfullscreen="" frameborder="0" height="220" width="345"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 2ª-feira reflectirei sobre: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Eu e as minhas prioridades: o que me faz correr? [motivações, valores, prioridades]&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/udip/"&gt;UDIP&lt;/a&gt; | CAM . Conhecimento e Aprofundamento de Mim&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Católica . Porto&lt;/a&gt; / Foz | Sala 17&lt;br /&gt;21 Nov. | 18h.30 . Inscrições: &lt;a href="mailto:udip@porto.ucp.pt"&gt;udip@porto.ucp.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6484873653858739493?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6484873653858739493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6484873653858739493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/ontem-apresentei-arvore-da-vida-na.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1WvuJwMFPz4/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7847941943812709353</id><published>2011-11-16T21:41:00.006Z</published><updated>2011-11-17T08:08:24.830Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A [minha irmã] Natália esteve no Coliseu, no sábado, a celebrar 30 anos de GNR. Há uma geração que cresceu com o Rui Reininho, nessa espécie de loucura que persiste, mesmo passados 30 anos. É curioso... cada um de nós sabe bem o que recebeu, em imaginário e identidade, de tantos homens/projectos que acabaram por ser, à sua maneira, estruturais no nosso crescimento. Recordo Sétima Legião, Madredeus, Trovante, Jorge Palma, Rodrigo Leão... Com mais ou menos &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Dunas&lt;/span&gt;, ainda não morremos na praia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/3EfDVV5Et7c" allowfullscreen="" frameborder="0" height="220" width="345"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7847941943812709353?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7847941943812709353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7847941943812709353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/minha-irma-natalia-esteve-no-coliseu-no.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3EfDVV5Et7c/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-9075874575103679571</id><published>2011-11-14T22:50:00.004Z</published><updated>2011-11-14T23:02:43.218Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Na próxima quinta-feira proponho/comento &lt;a href="http://www.twowaysthroughlife.com/"&gt;A Árvore da Vida&lt;/a&gt;, de Terrence Malick. Falarei de um certo sentido poético, comovido, para a inteligibilidade da condição humana, esse lugar em que os dias amadurecem a consciência de temporalidade, assumem as proporções das galáxias, aparições ainda mais distantes, e guardam a luz silenciosa dos milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s1600/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s320/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623236278722160594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Novembro [quinta-feira] . 21h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UDIP Ciclo de Cinema | &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A árvore da vida&lt;/span&gt; . Terrence Malick&lt;br /&gt;Auditório 4 . Universidade Católica / Foz  | entrada livre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-9075874575103679571?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9075874575103679571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9075874575103679571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/arvore-da-vida.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s72-c/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8781151947844949386</id><published>2011-11-08T13:51:00.001Z</published><updated>2011-11-08T23:05:42.731Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Tomás nasceu há 7 anos... uma bênção indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 15 de Novembro, pelas 21h.30 será apresentado no Auditório Ilídio Pinho [&lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Católica . Porto&lt;/a&gt; / Foz] o documentário &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro&lt;/span&gt;, realizado pelo Henrique Manuel Pereira, no âmbito do projecto &lt;a href="http://artes.ucp.pt/guerrajunqueiro/"&gt;Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro&lt;/a&gt;. Trata-se de mais um acontecimento admirável, no contexto de um projecto admirável, sobre um poeta admirável, organizado por uma pessoa admirável... é um privilégio partilhar o Gabinete -1.11 [na &lt;a href="http://www.artes.ucp.pt/"&gt;Escola das Artes&lt;/a&gt;] com o Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/31541934?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/31541934"&gt;Promo Estreia "Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro"&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8781151947844949386?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8781151947844949386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8781151947844949386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/promo-estreia-nome-de-guerra-viagem-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6965235331618395286</id><published>2011-11-06T21:45:00.003Z</published><updated>2011-11-06T23:27:52.392Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilya Corneli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/--QcqWeBoWWw/TrcXihz5PJI/AAAAAAAAC4g/SZbmm2xCOl4/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--QcqWeBoWWw/TrcXihz5PJI/AAAAAAAAC4g/SZbmm2xCOl4/s320/1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672028137655450770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nos olhos. Penso naquilo que vês, um certo brilho inexacto, uma luz que pousa na superfície irregular do mundo. Penso nos teus olhos, na temporalidade, na escassez, essa verdade nua em que ninguém acredita.&lt;br /&gt;Lembro-me que desci o caminho como quem espera um milagre, uma epifania, algo mais luminoso ainda. Lembro-me de uma porção de esperança, tão frágil, a tua testa rasgada contemplativamente contra as mãos, a iminência da morte. Penso nos olhos, nas coisas que são efémeras, no teu amor. Os olhos comovidos, um azul qualquer que guarde ainda o céu sobre as nossas cabeças incendiadas.&lt;br /&gt;Há uma esperança ingénua nesse azul, uma esperança azul pascal, um azul dominical sobre as nossas cabeças incendiadas. Lembro-me de um cântico que nasceu nas paredes da tua boca, nasceu como nascem os filhos que emergem na luz, que assomam no recorte dos afectos como pássaros, pássaros vermelhos com cheiro de terra, mãos com cheiro de terra, olhos comovidos com o cheiro da terra quando chove, os filhos do Homem, a voz roçando as paredes da boca, os dedos famintos, o sal nos dedos minerais ou Deus no interior da noite a conduzir teus sonhos dispersos. Penso em ti, ocasionalmente, com terra nas mãos como quem amansa o fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6965235331618395286?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6965235331618395286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6965235331618395286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/camilla-engman-penso-nos-olhos.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--QcqWeBoWWw/TrcXihz5PJI/AAAAAAAAC4g/SZbmm2xCOl4/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4833738229129169590</id><published>2011-11-01T14:38:00.005Z</published><updated>2011-11-14T23:22:55.892Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gabriel Pacheco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QmOwXL2m2kA/TrAEyrw2zFI/AAAAAAAAC3E/iSjoo9OwkuU/s1600/gabrielpachecolorca.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QmOwXL2m2kA/TrAEyrw2zFI/AAAAAAAAC3E/iSjoo9OwkuU/s320/gabrielpachecolorca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670037199647067218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 1 de Novembro é muito importante na vida da Igreja, na medida em que implica a sua capacidade de reflectir profundamente sobre si mesma. E esse é um desafio para cada cristão neste dia de todos os santos. Quando me refiro à importância deste dia na vida e na tradição da Igreja, não penso na Igreja como instituição, penso nela como projecto; e quando me refiro à importância deste dia na vida de cada um de nós, não penso em cada um de nós como indivíduo, ou como cidadão, penso em cada um de nós como projecto. E eu sei que a Igreja é uma instituição, com tudo quanto essa condição implica; e sei também que nós somos o que somos, enquanto representamos um papel social, enquanto fazemos parte de inúmeras máquinas com as suas complexas engrenagens…&lt;br /&gt;Mas hoje a Igreja lembra a si própria, e a cada um de nós, que todos somos verdadeiramente o que ainda não somos, e não o somos porque ainda fazemos aquilo que verdadeiramente não queremos. Eu repito: a Igreja lembra a si própria, e a cada um de nós, que todos somos verdadeiramente o que ainda não somos, e não o somos porque ainda fazemos aquilo que verdadeiramente não queremos. É só isso. E por isso participamos do pecado. E também por isso participamos da santidade. E por tudo isso somos um projecto, porque há uma tensão escatológica entre o que já somos e o que ainda não somos, porque estamos em construção, em conversão permanente, paciente… porque estamos a caminho; somos um projecto porque a Igreja não é um dado adquirido, a Igreja é ainda um estaleiro e cada um de nós participa dessa dupla condição de obreiro e matéria-prima. E é por tudo isso que vivemos em-Cristo e na-Igreja, e experimentamos as alegrias e as esperanças, os medos e as angústias da nossa condição humana, enquanto caminhamos para Deus: somos a Cidade do Homem no coração da Cidade de Deus, percorremos os Caminhos do Mundo rumo à Cidade de Deus, cicatrizamos as Feridas do Tempo porque já habitamos a Cidade de Deus… e no entanto estamos a caminho, com a Comunhão dos Santos no coração, como uma promessa.&lt;br /&gt;Sal da terra e luz do mundo, projecto de Deus. Somos chamados como Abraão: vocação, chamamento… Fala-se no dia de oração pelas vocações. Há vocações? Não... há carismas, que são modos diferentes de responder ao chamamento; mas o chamamento é só um, só há uma vocação: é a vocação universal à santidade. Sereis santos como eu sou Santo, diz o Senhor. E nós respondemos nos limites da nossa compreensão, nos limites das nossas possibilidades… nos nossos limites, contingências, fragilidades; e é esse sentido humano que Deus redime.&lt;br /&gt;Hoje é dia de todos os santos, é um dia para reflectirmos sobre o que já somos e sobre o que ainda não somos. No final deste dia a Igreja convida-nos a reflectir sobre os nossos irmãos que morreram na esperança da ressurreição, porque temos consciência que há uma parte do Caminho que temos que ser nós a percorrer, mas, quando o cansaço se abate sobre o nosso corpo e as distâncias ou os obstáculos parecem insuperáveis, intransponíveis, é o amor de Deus que nos aconchega e ampara, e nos conduz até à meta.&lt;br /&gt;Hoje é dia de todos os santos, é um dia para percebermos que a Igreja não tem futuro… a Igreja é o Futuro! Não falo da instituição, falo do projecto em que cada um de nós participa, nessa dupla condição de obreiro e matéria-prima; porque se não respondermos afirmativamente à vocação universal à santidade, não teremos futuro, mas se respondermos, cada um de nós será o Futuro. Por tudo isto é tão importante o Presente e essa voz que hoje nos fala: não deixes que o tempo te &lt;span&gt;passe a perna&lt;/span&gt;, não deixes que o mundo te &lt;span&gt;passe por cima&lt;/span&gt;, não deixes que a vida te &lt;span&gt;passe ao lado&lt;/span&gt;; levanta-te e caminha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4833738229129169590?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4833738229129169590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4833738229129169590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/11/gabriel-pacheco-o-dia-1-de-novembro-e.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QmOwXL2m2kA/TrAEyrw2zFI/AAAAAAAAC3E/iSjoo9OwkuU/s72-c/gabrielpachecolorca.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5821222517356123062</id><published>2011-10-30T15:32:00.002Z</published><updated>2011-11-14T23:22:38.467Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;XXXI Domingo do Tempo Comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Capela de Fradelos, 30 de Outubro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava ainda no impacto que o EVANGELHO tem na nossa vida, nas suas múltiplas dimensões, nas pequenas e grandes decisões, na consciência periférica que temos das coisas, na minúcia que dedicamos aos pormenores, no nosso comportamento concreto…&lt;br /&gt;Hoje a Igreja interpela fundamentalmente as suas estruturas mais clericais ou aqueles que, com mais ou menos legitimidade, assumem uma condição ministerial. A exortação à humildade, num tom mais ameaçador na profecia de Malaquias, encontra nas palavras de Paulo aos tessalonicenses a expressão de uma beleza tão rara: "Irmãos: Fizemo-nos pequenos no meio de vós. Como a mãe que acalenta os filhos, assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos, desejaríamos partilhar convosco, não só o Evangelho de Deus, mas a própria vida, tão caros vos tínheis tornado para nós." Não há nada que se possa desperdiçar neste parágrafo: a capacidade de fazermo-nos pequenos; esse amor – comparado ao de uma mãe que acalenta os filhos – que permite que o apóstolo não partilhe apenas o EVANGELHO, mas a própria VIDA; e porquê?... porque nos tornamos tão &lt;span&gt;caros &lt;/span&gt;uns aos outros, tão &lt;span&gt;caros &lt;/span&gt;uns e outros… tão &lt;span&gt;caros&lt;/span&gt;, tão queridos por Deus. Nada se desperdiça quando a partilha do Evangelho implica a partilha da própria Vida.&lt;br /&gt;Mas naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, como nos diz Mateus. Naquele tempo e neste tempo, na 1ª Hora e nesta 25ª Hora em que procuramos não adormecer, em que procuramos não ceder à tentação da indiferença, do cansaço, do cinismo… Hoje Jesus diz-nos: "Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios  e ampliam as borlas ; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por 'Mestres'." Conhecemos esta gente? Reconhecemo-nos nesta gente? Claro. E se substituíssemos a &lt;span&gt;Cadeira de Moisés&lt;/span&gt; pela &lt;span&gt;Cadeira de Pedro&lt;/span&gt;? A cadeira, a cátedra, a cadeira da catedral que se tornou o trono do bispo, e as cadeiras e cadeirões que se multiplicaram por todo o lado, das coutadas do clero às coutadas dos doutores, das coutadas dos reis às coutadas dos patrões, os paternalistas senhores do dinheiro. Todos atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens.&lt;br /&gt;E nós? "Vós, porém, não vos deixeis tratar por 'Mestres', porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso 'Pai', porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por 'Doutores', porque um só é o vosso doutor. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Aquele que se exalta será humilhado e aquele que é humilde será exaltado".&lt;br /&gt;Mais uma vez, o EVANGELHO convida-nos a reflectir seriamente sobre a nossa condição de cristãos, sobre o modo como a comunidade carece de um sentido mais fraterno para as relações, um sentido mais fraterno para a vida… Mais uma vez, é-nos pedido que sejamos humildes, mais simples; que recentremos a nossa vida em Cristo, que as nossas reais dimensões sejam medidas no serviço, sejam proporcionais ao modo como amamos. Mais uma vez, o Evangelho denuncia os vícios e as vaidades da &lt;span&gt;casta sacerdotal&lt;/span&gt;, desmascara o clericalismo, o clericalismo dos padres e o pior de todos os clericalismos: o clericalismo dos leigos, que são lastimáveis quando sofrem de amadorismo, mas muito mais lastimáveis quando têm pretensões clericais.&lt;br /&gt;Que cada um medite em todas estas coisas. Diz-se que Tomás de Aquino é um mestre e um doutor da Igreja, mas hoje percebemos que é apenas um dos nossos sábios irmãos… Façamos nossa esta sua oração: "Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante, que nenhum pensamento curioso arraste para longe de ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite; um coração recto que nenhuma intenção equívoca desvie; um coração firme, que nenhuma adversidade abale; um coração livre, que nenhuma paixão subjugue. Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que te conheça, uma vontade que te busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança que te espere com confiança e uma confiança que te possua, enfim."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5821222517356123062?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5821222517356123062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5821222517356123062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/xxxi-domingo-do-tempo-comum-capela-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5425218110741103063</id><published>2011-10-27T08:19:00.002+01:00</published><updated>2011-10-27T08:30:50.031+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já o disse tantas vezes... tenho saudades do Caminho, do rumor das manhãs, do silêncio circunscrito de certas paisagens, da respiração reaprendida e partilhada, do sentimento abstracto de pertença, do desprendimento, do vago estremecimento da temporalidade; tenho saudades de me sentir tão vivo, de pressentir em cada passo a intimidade da morte, a verdade da minha condição, a força genesíaca e telúrica dos caminhos, a tensão gravitacional das estrelas, o sentimento tão impressivo de me sentir amado por Deus ou a consciência de que isso me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="40"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=17379477&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="250" height="40" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=17379477&amp;style=metal&amp;p=0" allowScriptAccess="always" wmode="window" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ubOKWxedavI/TqkIm-W6CpI/AAAAAAAAC24/fW1wpSoOPtU/s1600/DSC08112.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ubOKWxedavI/TqkIm-W6CpI/AAAAAAAAC24/fW1wpSoOPtU/s320/DSC08112.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668071071689607826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5425218110741103063?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5425218110741103063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5425218110741103063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/ja-o-disse-tantas-vezes.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ubOKWxedavI/TqkIm-W6CpI/AAAAAAAAC24/fW1wpSoOPtU/s72-c/DSC08112.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7157672974081967682</id><published>2011-10-23T12:01:00.001+01:00</published><updated>2011-11-14T23:23:49.580Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;XXX Domingo do Tempo Comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Capela de Fradelos, 23 de Outubro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava no impacto que o EVANGELHO tem na nossa vida, nas suas múltiplas dimensões, nas pequenas e grandes decisões, na consciência periférica que temos das coisas, na minúcia que dedicamos aos pormenores, no nosso comportamento concreto, no modo como projectamos o nosso futuro, como assumimos o nosso presente, como estabelecemos relações... Que importância tem o Evangelho no nosso contexto situacional, esses sítios e situações em que tantas vezes vivemos sitiados?&lt;br /&gt;Seria tão diferente a nossa vida e a realidade à nossa volta, se por um momento deixássemos que o Evangelho fosse mais do que um texto antigo, carregado de sabedoria e ensinamentos que, no passado, foram marcantes para alguém… em algum lugar. Seria tão diferente se lêssemos o Evangelho como se nunca antes o tivéssemos lido ou ouvido em contexto litúrgico.&lt;br /&gt;Pois, se conseguimos vulgarizar ou considerar o Evangelho um dado adquirido, não há nada que possa escapar ao nosso modo impiedoso de tudo secar, gastar, inutilizar, tornar estéril e infecundo. Se conseguimos ficar indiferentes ao Evangelho, o que nos pode valer? Seremos indiferentes a quanto nos pode tornar mais humanos: a arte, o sentido poético da vida, a verdade das mãos, dos rostos, da nossa condição de pó da terra e luz das estrelas, a bondade e a beleza, a graça… esse milagre em que fomos criados, em que somos recriados em cada instante. Se o Evangelho não nos espanta, não nos comove, não nos inquieta… se o Evangelho já não consegue fazer de nós peregrinos neste extraordinário Caminho que é a nossa vida, nos passos e nos actos dos que nos precederam, então já nada nos pode espantar, nem comover, nem inquietar, nem nos desafiar ao Caminho. Estamos sujeitos à mais impiedosa das condenações: a auto-condenação, uma espécie de suicídio em sentido humano e espiritual.&lt;br /&gt;O que nos resta? Muito pouco… Tivéssemos coragem de ler o Evangelho, lê-lo como se fosse a primeira vez, lê-lo de facto pela primeira vez. Seria um acontecimento de redenção, uma oportunidade de salvação, se deixássemos o Evangelho submeter o nosso cinismo, o nosso pragmatismo, o nosso materialismo, o nosso egoísmo, todos esses &lt;span&gt;ismos&lt;/span&gt;… Pudesse o Evangelho vencer o nosso cristianismo, que hoje é pouco mais do que um modelo pobre de religiosidade, práticas e preceitos que carecem de fundamentação, de verdade, que carecem de EVANGELHO.&lt;br /&gt;Jesus é desconcertante, mas nós defendemo-nos e não escuta-mos honestamente as suas palavras. No Evangelho que a Igreja nos propõe hoje, neste 30º domingo do Tempo Comum, quando lhe perguntavam maliciosamente acerca do "maior mandamento", Jesus não hesita: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." É isto. Até parece fácil ou básico… É como quando confrontados com uma pintura de Miró: isso até o meu filho fazia. Fazia, fazia mas não fez, não faz, nem fará… É a tal coisa: eu também amo muito, tenho muito amor, amo tudo e todos, a humanidade inteira; o meu problema é que não tenho paciência para alguém em particular, não tenho jeito para amar o próximo e cultivo uma certa tendência para relativizar Jesus: era muito carismático ou excêntrico, enfim…&lt;br /&gt;O amor ao próximo é um desafio permanente à Igreja e a cada um de nós, na condição de cristãos. Mas implica a [re]leitura, a [re]descoberta do EVANGELHO, uma refontalização, a coragem de regressar às fontes. O amor ao próximo é um dos dois alicerces fundamentais da existência cristã: com um pé no amor a Deus e o outro pé no amor ao próximo… é o único modo de nos mantermos levantados e começarmos a caminhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7157672974081967682?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7157672974081967682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7157672974081967682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/xxx-domingo-do-tempo-comum-capela-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8933725514490095941</id><published>2011-10-22T18:03:00.001+01:00</published><updated>2011-10-22T18:07:46.922+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Van Gogh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ODx9McT5FBI/TqL3p-bNnVI/AAAAAAAAC2s/oiqEW-QG0Cw/s1600/van%2Bgogh.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ODx9McT5FBI/TqL3p-bNnVI/AAAAAAAAC2s/oiqEW-QG0Cw/s320/van%2Bgogh.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666363581689339218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perguntem-lhe por mim e&lt;br /&gt;se pode vir&lt;br /&gt;para recolher o&lt;br /&gt;meu corpo no fim&lt;br /&gt;só bulido pelo vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se o vento é conjunto&lt;br /&gt;de pássaros invisíveis ou seres&lt;br /&gt;tão claros, escondam que sou&lt;br /&gt;cruel, que fico a debulhar&lt;br /&gt;anjos como flores para saber&lt;br /&gt;se bem ou mal me quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;valter hugo mãe&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8933725514490095941?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8933725514490095941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8933725514490095941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/van-gogh-perguntem-lhe-por-mim-e-se.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ODx9McT5FBI/TqL3p-bNnVI/AAAAAAAAC2s/oiqEW-QG0Cw/s72-c/van%2Bgogh.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5636435171416040592</id><published>2011-10-19T18:01:00.002+01:00</published><updated>2011-11-14T23:24:13.087Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Parece pretensioso que alguém com formação teológica, no contexto que partilhamos, aceite falar ou escrever sobre a "crise". De facto, interessa-me a crise desde a perspectiva teológica. É verdade que também a teologia pode ser considerada em crise; por estes dias, até Deus parece afectado pela abrangente consciência de crise, já que há muito se falava nas crises que iam desgastando os sistemas religiosos tradicionais e a experiência individual do homem ocidental no âmbito da espiritualidade.&lt;br /&gt;A questão é certamente outra, tão envolvente como todas estas: que tipo de crise nos afecta realmente? Sem relativizar aquilo que não é passível de ser relativizado, como é o caso desde a perspectiva económica, importa afirmar que a crise, como conceito e como contexto de mundividência geral, é fundamentalmente um problema que afecta o homem protologicamente, em relação à origem, no estabelecimento de um processo consequente de identidade, e escatologicamente, em relação ao fim último, considerado em termos meta-históricos.&lt;br /&gt;A crise é a crise do homem. É verdade que estamos em crise desde que existe auto-consciência; é também verdade que, por vezes, nos afecta mais a consciência de crise do que a própria crise ou os seus efeitos materiais. É ainda verdade que a crise do presente é como uma enfermidade actual: condiciona o sentimento de que nunca sofremos no passado como estamos a sofrer neste momento. E se tudo isto é verdade, também é certo que afecta significativamente o “homem pós-moderno”, reconhecido nas suas fragilidades estruturais, ou seja, em crise desde que lhe foi diagnosticada a pós-modernidade, uma espécie de pandemia que ataca os indivíduos com depressões de todos os tipos e as sociedades com crises de variadíssimas espécies. Seja como for, não me parece irrelevante que se fale em crises que afectam as famílias e outras estruturas sociais de base, como a vizinhança ou as associações; não me parece despropositado que se fale em crise de relações, nem sequer me parece impróprio que se fale em crise de identidade, na medida em que esta crise, que partilhamos no espaço e no tempo, parece-me fundamentalmente uma crise de identidade, de um homem que não sabe quem é, de onde vem ou para onde vai.&lt;br /&gt;Pode ser, de facto, uma crise de referências, no que concerne a estruturas tradicionais; pode ser uma crise de relação com Deus; mas resulta fundamentalmente numa crise de identidade, de quem talvez só reconheça que lhe falta poder de compra, um emprego ou, em última análise, o alimento, esse "pão nosso de cada dia" que faltou tantas vezes em conjunturas em que não se falava de crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5636435171416040592?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5636435171416040592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5636435171416040592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/parece-pretensioso-que-alguem-com.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3174337933542740997</id><published>2011-10-15T16:24:00.006+01:00</published><updated>2011-10-15T17:30:09.595+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Girolamo Savonarola nasceu em Ferrara, no dia 21 de Setembro de 1452, no seio de uma família antiga e tradicional. Estudou filosofia e medicina e converteu-se, em 1474, após ter escutado a homilia de um padre agostiniano. Decidiu, então, ingressar na Ordem dos Pregadores [dominicanos], em Bolonha.&lt;br /&gt;Savonarola tinha um temperamento reformador e sentia que o seu tempo estava ferido pela degeneração moral. no mosteiro, em Bolonha, escreveu tratados filosóficos sobre Aristóteles e Tomás de Aquino. Em 1481, o seu superior incumbiu-o de pregar em Florença, onde o pregador, então com 29 anos, se opôs energicamente contra a vida pagã e contra a imoralidade, particularmente na corte de Lourenço de Médici.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-jpFiByngorc/Tpmwk-eQldI/AAAAAAAAC2g/GV_dMqfeysY/s1600/Savonarola.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jpFiByngorc/Tpmwk-eQldI/AAAAAAAAC2g/GV_dMqfeysY/s200/Savonarola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663752155686802898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No púlpito da igreja do mosteiro de S. Marcos, a partir de 1490, Savonarola tornou-se um pregador de referência: toda a cidade de Florença ia ouvi-lo e os seus sermões começavam a exercer uma influência crescente. Nesse período, Savonarola promoveu a reforma interna do mosteiro, quando S. Marcos e outros mosteiros da Toscana foram separados da congregação da Lombardia. Criticou ainda mais intensamente a imoralidade, a luxúria e a lascívia dos florentinos, e exortava a população a uma vida simples e virtuosa. Criticou violentamente os abusos na vida eclesiástica, a imoralidade de grande parte do clero — sobretudo a vida imoral de muitos membros da cúria romana —, dos príncipes e dos cortesãos.&lt;br /&gt;Numa atitude ainda mais ousada, Savonarola afirmou que Cristo era o rei de Florença e o protector das suas liberdades. Um grande conselho, com representantes de todos os cidadãos, passou a governar a república e o Evangelho passou a ser a regra de vida política e social. Apesar de não ter interferido directamente na política e nos casos de estado, a sua pregação e as suas ideias estavam muito presentes.&lt;br /&gt;Nesse contexto, o papa Alexandre VI exigiu que Savonarola fosse a Roma, com o objectivo de retratar-se e defender-se. Como não obedeceu, o papa proibiu-o de pregar e exigiu que reintegrasse o mosteiro de S. Marcos na congregação da Lombardia. Entre avanços e recuos, Savonarola continuou a criticar violentamente o Vaticano, até à excomunhão, em 12 de Maio de 1497.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/--niQPpqH2Kw/TpmwUfpscUI/AAAAAAAAC2U/LdPhsE8IFag/s1600/Morte%2Bde%2BSavonarola.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 279px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--niQPpqH2Kw/TpmwUfpscUI/AAAAAAAAC2U/LdPhsE8IFag/s320/Morte%2Bde%2BSavonarola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663751872535359810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, Savonarola foi preso por ordem de Alexandre VI, foi torturado e, em 23 de Maio de 1498, foi enforcado e queimado na Piazza della Signoria, em Florença.&lt;br /&gt;Eu nasci no mesmo dia em que nasceu o pregador dominicano, 522 anos depois... talvez por isso me agrade este homem exagerado, passional... e a minha consideração por Savonarola é proporcional ao desprezo que inevitavelmente sinto por Alexandre VI. Vale a pena ler as duas biografias e perceber qual dos dois é um 'homem de Deus' e qual dos dois foi excomungado, torturado e condenado à morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3174337933542740997?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3174337933542740997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3174337933542740997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/girolamo-savonarola-nasceu-em-ferrara.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jpFiByngorc/Tpmwk-eQldI/AAAAAAAAC2g/GV_dMqfeysY/s72-c/Savonarola.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-413737477280118967</id><published>2011-10-14T15:57:00.004+01:00</published><updated>2011-11-14T23:25:38.534Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por estes dias ainda não sei do Outono. Ou veio tarde o Estio ou este é o mais prematuro e intenso 'Verão de S. Martinho' de que me lembro. Há muitas coisas a acontecer: as aulas; os projectos que se semeiam e os projectos que dão os primeiros frutos; um certo ensimesmamento quase contemplativo; uma obsessão pelos pormenores, pela arrumação de todas as coisas que orbitam na periferia do movimento, uma qualquer verdade frágil, como um pássaro improvável ou uma árvore desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-grjcsEondPY/TphOBWRubmI/AAAAAAAAC18/Iya4nst1zj8/s1600/kalvin%2B%2526%2Bhobbes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-grjcsEondPY/TphOBWRubmI/AAAAAAAAC18/Iya4nst1zj8/s320/kalvin%2B%2526%2Bhobbes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663362316485160546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto regressei ao karaté, tenho óculos novos e escuto Rodrigo Leão por vocação. Com a colaboração da Margarida Baldaia, da Ida Cruz e do Duarte Ribeiro, foram impressos os dois primeiros livros da Universidade Católica Editora . Porto: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Aprender a pensar criticamente&lt;/span&gt;, de Gerald Nosich, e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Fronteiras: leituras filosófico-teológicas&lt;/span&gt;, de João Duque. Na condição de director da UCE . Porto, passei um ano a perceber o que se editava e como se editava no Centro Regional do Porto da UCP, a ‘arrumar a casa’, a reflectir sobre um modelo [uma estratégia] de edição, a conceber uma identidade editorial académica para a UCP . Porto, a acolher opiniões e outros contributos. Por estes dias foram impressos estes dois livros e sinto que valeu a pena ser paciente e acreditar muito neste projecto.&lt;br /&gt;Entretanto, continuo à espera do Outono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-413737477280118967?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/413737477280118967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/413737477280118967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/por-estes-dias-ainda-nao-sei-do-outono.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-grjcsEondPY/TphOBWRubmI/AAAAAAAAC18/Iya4nst1zj8/s72-c/kalvin%2B%2526%2Bhobbes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8470544630782342690</id><published>2011-10-09T21:15:00.008+01:00</published><updated>2011-11-14T23:28:21.480Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, na Capela de Fradelos, reflectindo sobre os versículos 1-14 do capítulo 22 do Evangelho de S. Mateus, li esta homilia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4HrgLpXWans/TphHRIqsVQI/AAAAAAAAC1w/uZwJZRqTKAg/s1600/Imagem1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4HrgLpXWans/TphHRIqsVQI/AAAAAAAAC1w/uZwJZRqTKAg/s320/Imagem1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663354891128296706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada dizia que, apesar de tudo, Deus toca-nos… e por vezes acontece nos deixarmos tocar. A esperança é um dom tão frágil e tão precioso… Neste 28º domingo a Igreja propõe-nos uma parábola verdadeiramente fascinante. Existe uma forma longa [Mt 22, 1-14] e uma forma breve [Mt 22, 1-10]; optamos por não omitir os últimos 4 versículos.&lt;br /&gt;A parábola, em si, não é particularmente difícil. O tema do Banquete é recorrente, como escutámos na leitura Livro do profeta Isaías, evocando o sentido comunial e escatológico da festa, da mesa-comum, do último ágape, o ágape dos ágapes, na presença de Deus, na Comunhão dos Santos. Os interlocutores de Jesus são novamente os príncipes dos sacerdotes e o tom é o mesmo das parábolas que nos têm sido propostas nos últimos domingos.&lt;br /&gt;A narrativa principia novamente com uma comparação: "O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho." Como em todos os banquetes nupciais há os convidados e o rei pediu aos servos que os chamassem para o banquete. Quem é este rei e quem é o seu filho? Já sabemos. E os convidados? Também já sabemos. Eram os próprios príncipes dos sacerdotes, os judeus com pretensões sociais, políticas e religiosas; durante 2 mil anos, os convidados foram todos quantos circularam pelos meios eclesiais, confortáveis com a ideia de uma espécie de garantia de salvação, a salvação como um dado adquirido, com uma certa sobranceria ou arrogância que advém do sentimento de predilecção, assim como de auto-comprazimento em relação ao estado da sua superioridade espiritual e moral; estes convidados somos nós próprios, sempre que nos identificamos com gente piedosa, cheia de certezas, que vive com a consciência de um lugar cativo diante de Deus, como se de comprar um banco da igreja se tratasse. Quem são estes convidados? São 'gente de bem': bem vestida, bem-posta, bem remunerada, que habita e socializa em zonas bem frequentadas… são clérigos e laicos piedosos, gente das irmandades e das confrarias, gente para quem 'Nosso Senhor' é tudo e para quem o Cristo Jesus é &lt;span&gt;'persona non grata&lt;/span&gt;'.&lt;br /&gt;Mas é preciso continuar…&lt;br /&gt;O rei manda chamar os convidados, mas estes não querem ir. O rei insiste e envia os servos com uma mensagem concreta: "Dizei-lhes que preparei o meu banquete… tudo está pronto." Mas os convidados não estão interessados: um vai para o campo, o outro vai para o seu negócio e outros, como se a indiferença não bastasse, espancaram e mataram os servos. Tal como se passou com o senhor da vinha, na parábola do 27º domingo do Tempo Comum, a indignação do rei proporciona uma espécie de interlúdio militar. Acentuam-se aqui, por um lado, a insistência do rei e, por outro, a determinação e persistência na recusa por parte dos convidados.&lt;br /&gt;Como se o tempo, em sentido cronológico, fosse irrelevante, e predominasse o presente em sentido salvífico [sentido kairológico, do grego &lt;span&gt;kairós&lt;/span&gt;], o rei diz aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não são dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes." É curioso que a tradução portuguesa apresente "Disse então aos servos", quando na versão original, em grego, o verbo não esta no perfeito, mas no presente do indicativo: "Diz [&lt;span&gt;legei&lt;/span&gt;] então aos servos". Na verdade, não é a mesma coisa; o rei não disse, o rei diz… diz hoje, agora, diz-nos a nós, porque uma parábola não é uma historiazinha com intencionalidade estritamente moral contada a pessoas com dificuldades de aprendizagem ou interpretação. Uma parábola é uma narrativa carregada de sentido para quem a lê, independentemente do contexto histórico.&lt;br /&gt;Mas é preciso continuar…&lt;br /&gt;Os servos saíram pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E aqui temos novamente que parar: maus e bons. É incrível que apareçam estes pormenores no tecido narrativo da parábola. Com efeito, os servos não organizaram &lt;span&gt;castings&lt;/span&gt;, não leram currículos, não contactaram os seus amigos ou as pessoas reconhecidamente boas; os servos reuniram todos os que encontraram, maus e bons.&lt;br /&gt;Mas é preciso continuar…&lt;br /&gt;A sala do banquete encheu-se de convidados. E aqui acaba normalmente a leitura do Evangelho, no versículo 10. É um final feliz. Apesar do interlúdio militar, tudo acaba bem… com o banquete cheio de convidados. Mas há mais 4 versículos, 4 versículos muito interessantes: "O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: 'Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?' Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: 'Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes'. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos."&lt;br /&gt;O que é que isto significa? O rei entrou para ver os convidados e reparou que um não vestia o traje nupcial. Há algo insólito nesta situação: quem são estes convidados? São as pessoas que os servos encontraram um pouco por todo o lado e que foram convidados de um modo imprevisto, de certo modo inadvertido, acidental… ou seja, se não sabiam que iriam para uma festa, por que razão estariam bem vestidos? Na verdade, não estranhamos que um convidado não vista traje nupcial, mas estranhamos que apenas um não vista traje nupcial. Eu explico: ao contrário do que se passa hoje nos casamentos para os quais somos convidados, no Oriente, no tempo de Jesus, era o anfitrião do banquete que presenteava os convidados e havia um vestíbulo onde cada um tinha a possibilidade de se lavar, cuidar do aspecto geral e vestir um traje adequado à ocasião. E esta perspectiva muda tudo. Quando o rei chega ao banquete percebe que um dos convidados não aceitou o traje que lhe tinha sido oferecido. E interpela-o: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?"&lt;br /&gt;E se isto tudo tem uma densidade muito própria, temos novamente que olhar para o texto original, em grego. O rei diz amigo, mas não utiliza a palavra expectável: &lt;span&gt;fílos&lt;/span&gt;. O rei utiliza a palavra &lt;span&gt;étaire&lt;/span&gt;, que tem um significado mais profundo [companheiro], que implica uma expressão dramática muito diferente daquela que inicialmente imaginaríamos. Não é um tratamento irónico ou hipócrita. Este amigo implica as mãos abertas, o acolhimento, a voz arrastada de quem quer perceber a atitude do outro, de quem suplica que reconsidere…&lt;br /&gt;A expressão &lt;span&gt;étaire &lt;/span&gt;aparece apenas 3 vezes no Evangelho de Mateus. Sabem quando? No 25º domingo do Tempo Comum [há 3 semanas...], na parábola dos trabalhadores da vinha [Mt 20, 13]: "Amigo [&lt;span&gt;étaire&lt;/span&gt;], em nada te lesei... não foi um denário que combinámos?" E a outra. situação é em Mt 26, 50, aquando da prisão de Jesus, quando Judas aparece e Jesus diz-lhe: “Amigo [&lt;span&gt;étaire&lt;/span&gt;], por que vieste?” Nas 3 situações, a mesma interpelação sincera, o mesmo movimento de aproximação, o mesmo rumor de decepção, mas também a mesma esperança que reconsidere; nas 3 situações o mesmo silêncio… nem o vinhateiro, nem o convidado, nem Judas reconsideraram esta palavra que diz: pensa duas vezes, escuta-me, deixa-te tocar…&lt;br /&gt;Os últimos versículos acentuam a demarcação, a diferença entre o espaço interior [com a luz, a alegria, a dimensão comunial e festiva da celebração, em torno da mesa-comum] e as trevas exteriores; a demarcação dos espaços e uma sentença, um aforismo: "Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos."&lt;br /&gt;Creio que este último versículo pode ir ainda um pouco mais longe: todos são chamados, mas poucos os que se deixam escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso terminar esta reflexão… com a consciência de que só agora vamos começar. Não percam a oportunidade de escutar esta voz que hoje nos fala... no presente do indicativo; essa voz que vem de dentro e que, independentemente do que eu sou, do que eu tenho sido, do que tantas vezes me condeno a ser... essa voz diz-me: &lt;span&gt;étaire&lt;/span&gt;, amigo... e nós, por inépcia ou por distracção, sentimos que Jesus já não tem nada a dizer-nos. Há quantos anos vimos à missa? Acontece que escutamos o Evangelho como se fosse uma velharia que se lê na missa por uma questão de folclore. Sinceramente, quantas vezes já ouvimos esta parábola? Quantas vezes a escutamos realmente?...&lt;br /&gt;Ainda somos esses – maus e bons – que foram encontrados nos caminhos e convidados à pressa para o banquete, mas quais de nós tem vestido o traje nupcial?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8470544630782342690?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8470544630782342690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8470544630782342690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/10/hoje-na-capela-de-fradelos-reflectindo.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4HrgLpXWans/TphHRIqsVQI/AAAAAAAAC1w/uZwJZRqTKAg/s72-c/Imagem1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8414440827948162263</id><published>2011-09-30T20:44:00.003+01:00</published><updated>2011-09-30T20:45:50.168+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-cyaUMBBeAcE/ToYcTvtZOMI/AAAAAAAAC1Y/yvwh9kEpzoc/s1600/Guerra%2BJunqueiro.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cyaUMBBeAcE/ToYcTvtZOMI/AAAAAAAAC1Y/yvwh9kEpzoc/s320/Guerra%2BJunqueiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658241107387562178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não faço versos por vaidade literária. Faço-os pela mesma razão por que o pinheiro faz resina, a pereira pêras, e a macieira maçãs: é uma simples fatalidade orgânica. Os meus livros imprimo-os para o público, mas escrevo-os para mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Guerra Junqueiro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8414440827948162263?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8414440827948162263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8414440827948162263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/09/nao-faco-versos-por-vaidade-literaria.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cyaUMBBeAcE/ToYcTvtZOMI/AAAAAAAAC1Y/yvwh9kEpzoc/s72-c/Guerra%2BJunqueiro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4509214673063879864</id><published>2011-09-29T11:38:00.008+01:00</published><updated>2011-09-29T12:28:10.625+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não tem sido fácil passar pelo &lt;span style="color:#660000;"&gt;Equinócio de Outono&lt;/span&gt;. O início das aulas, o trabalho da UCE, a multiplicação de reuniões, questões mais ou menos burocráticas e mais ou menos administrativas. Este segundo ano na Universidade Católica tem-me permitido materializar projectos, melhorar os conteúdos das unidades curriculares, ser mais organizado e definir com mais precisão os objectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Isabelle Arsenault&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LwBEc46oI7s/ToRS2YrVwAI/AAAAAAAAC1Q/x9urMEbkpIk/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 243px; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657738126174830594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-LwBEc46oI7s/ToRS2YrVwAI/AAAAAAAAC1Q/x9urMEbkpIk/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes dias o outono traz ainda uma reminiscência do estio.&lt;br /&gt;Por vezes, sinto saudades do frio... da casa antiga, do chá e do bolo caseiro, um certo aconchego apegado à memória das pessoas e dos lugares, ao sentido humano dos dias, à temporalidade, à alma que habita certos objectos; o silêncio, a rotina como um milagre revisitado, a felicidade de não haver ainda rudimentos existencialistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4509214673063879864?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4509214673063879864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4509214673063879864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/09/nao-tem-sido-facil-passar-pelo.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LwBEc46oI7s/ToRS2YrVwAI/AAAAAAAAC1Q/x9urMEbkpIk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3871518122600961290</id><published>2011-09-20T14:48:00.003+01:00</published><updated>2011-09-21T09:09:35.209+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É estranha a sensação de imergir, ou o cansaço dos dias, um cansaço ontológico… a sensação vaga de que nos escapa o sentido das coisas, ou a verdade da nossa real dimensão: o que amamos, o que somos, os fragmentos de história que apanhamos no caminho, com a ingénua esperança de que, na meta, o conjunto de estilhaços nos permita uma compreensão abrangente dos dias em que nos gastamos.&lt;br /&gt;A minha mãe dizia-me que nasci cansado. E não posso contrariá-la… primeiro porque já morreu, segundo porque ninguém me conheceu tão umbilicalmente.&lt;br /&gt;Amanhã cumpro 37 anos de vida, uns 13500 dias… Confesso que não me apetece dizer que "celebro" 37 anos; prevalece a sensação de cumprimento, como quem diz: 37 já estão. Vale-me a [santa] Mafalda Veiga nestes &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wnCe8oxQxmc&amp;amp;feature=related"&gt;dias&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-teYjH-L8aXw/TnjyXKcGMdI/AAAAAAAAC0w/GZljbviE0zQ/s1600/Catedral.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-teYjH-L8aXw/TnjyXKcGMdI/AAAAAAAAC0w/GZljbviE0zQ/s320/Catedral.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654535811916771794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Pedro Gabriel . Catedral de Santiago de Compostela . 9 Set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3871518122600961290?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3871518122600961290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3871518122600961290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/09/e-estranha-sensacao-de-imergir-ou-o.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-teYjH-L8aXw/TnjyXKcGMdI/AAAAAAAAC0w/GZljbviE0zQ/s72-c/Catedral.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4097255495748390997</id><published>2011-09-15T14:36:00.003+01:00</published><updated>2011-09-20T21:12:26.043+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Regressei por estes dias ao trabalho na &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/site/custom/template/ucptplcrhome.asp?sspageid=257&amp;amp;lang=1"&gt;Universidade Católica&lt;/a&gt;. Há um ano sentia-me perdido... agora sinto-me em casa. Reencontrar os amigos, recuperar o quotidiano, reinventá-lo... trata-se do exercício de fundamentar o presente e guardar o futuro. Reuniões, preparação das aulas e dos diversos contextos que tecem o ano lectivo, programação e calendarização das actividades e projectos a desenvolver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-3rSg47oTvf0/TnjzmN6hRRI/AAAAAAAAC1A/BCmZbwTJWHw/s1600/Capa%2BI.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3rSg47oTvf0/TnjzmN6hRRI/AAAAAAAAC1A/BCmZbwTJWHw/s200/Capa%2BI.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654537170059347218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a tese de doutoramento está impressa... e persiste um certo sentimento de desapego ou distanciamento. Pensei que sentiria um enorme entusiasmo, mas fica apenas a consciência do dever cumprido e de que ainda agora começou o projecto de recuperar a memória do poeta &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4097255495748390997?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4097255495748390997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4097255495748390997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/09/regressei-por-estes-dias-ao-trabalho-na.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3rSg47oTvf0/TnjzmN6hRRI/AAAAAAAAC1A/BCmZbwTJWHw/s72-c/Capa%2BI.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3510651489749159084</id><published>2011-09-10T22:41:00.002+01:00</published><updated>2011-09-10T22:58:39.091+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Percorremos mais um Caminho. Foi indescritível, como sempre... um pouco mais. Ainda não tenho palavras, mas já existe uma banda sonora para o 'espírito' deste Caminho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="336" height="207" src="http://www.youtube.com/embed/QW0i1U4u0KE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.abandamaisbonitadacidade.art.br/"&gt;A banda mais bonita da cidade&lt;/a&gt; | Oração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado. Muito obrigado... Herberto Helder escreveu: "Começa o tempo onde se une a vida à nossa gratidão." Nesse sentido, por estes dias o tempo [re]começou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3510651489749159084?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3510651489749159084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3510651489749159084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/09/percorremos-mais-um-caminho.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QW0i1U4u0KE/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6483889947976595934</id><published>2011-08-30T15:06:00.016+01:00</published><updated>2011-09-10T22:47:26.602+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já escrevi sobre a dimensão poética do 25 de Abril de 1974, independentemente de qualquer questão ou discussão de natureza ideológica. O 25 de Abril de 1974 foi uma revolução em que uma mulher com 30 anos, grávida de quatro meses e com uma menina de quatro anos pela mão, foi para a rua celebrar a Liberdade. Essa mulher era a minha mãe, com a minha irmã pela mão e grávida de mim. Lamento o mal que em Portugal se faz ao 25 de Abril. Como também já escrevi, um país que deixa de acreditar na poética de Abril, não merece uma mulher que acreditava num mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 70, antes e depois do 25 de Abril de 74, aparecem canções verdadeiramente notáveis, no contexto do Festival da Canção. É o caso de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JYWOkZ13ZFg"&gt;Cavalo à Solta&lt;/a&gt; [1971], com letra de Ary dos Santos e música de Fernando Tordo; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MrW6zP161QI"&gt;E depois do adeus&lt;/a&gt; [1974], interpretada por Paulo de Carvalho, com letra de José Niza e música de José Calvário; ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=elRYSLbO0Y8"&gt;No teu poema&lt;/a&gt; [1976], de uma beleza comovente e impressiva, com letra e música de José Luís Tinoco e a voz extraordinária de Carlos do Carmo.&lt;br /&gt;Ontem lembrei-me de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Madrugada&lt;/span&gt;, com letra e música de José Luís Tinoco, interpretada pelo Capitão de Abril Duarte Mendes, que venceu a edição de 1975 do Festival RTP da Canção. A poética de Abril em três minutos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="252" height="207" src="http://www.youtube.com/embed/YzwHISVQVyU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6483889947976595934?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6483889947976595934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6483889947976595934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/08/ja-escrevi-sobre-dimensao-poetica-do-25.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YzwHISVQVyU/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4143895087544210747</id><published>2011-08-26T17:24:00.002+01:00</published><updated>2011-08-26T17:32:29.815+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Coisas da ciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Durante muitos anos, o porta-estandarte da doutrina oficial da União Soviética foi Lysenko, presidente da toda-poderosa Academia de Ciências da URSS. A influência de Lysenko começou a perder força num famoso Congresso da Academia. Lysenko disse em defesa das teses oficiais:&lt;br /&gt;-- Se cortássemos sempre as orelhas da vitelas quando nascem, geração após geração, ao fim de algum tempo as vacas começariam a nascer sem orelhas,&lt;br /&gt;-- Professor Lysenko -- perguntou timidamente, ao fundo da sala, um jovem cientista cujo rastro se perdeu --, a ser verdade que cortando sistematicamente, geração após geração, as orelhas das vacas, estas acabariam por nascer sem orelhas, como se explica que todas as jovens da União Soviética continuem a nascer virgens?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Punset [org.], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Frente a frente com a vida, a mente e o universo&lt;/span&gt;. Lisboa, Dom Quixote, 2009, p. 47.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4143895087544210747?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4143895087544210747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4143895087544210747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/08/coisas-da-ciencia-durante-muitos-anos-o.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6045320113314751897</id><published>2011-08-24T15:12:00.006+01:00</published><updated>2011-08-24T15:47:01.719+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Regresso ao &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Equinócio de Outono&lt;/span&gt; após uma longa ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe nasceu há 67 anos; morreu no dia 23 de Agosto de 2000 e despedimo-nos do seu corpo há precisamente 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/1408814?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" height="92" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/1408814"&gt;The Sad Song&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/fredoviola"&gt;Fredo Viola&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje enviei a minha tese de doutoramento para impressão: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Vida e Obra de Guilherme de Faria. Os versos de luz por escrever&lt;/span&gt;. Lê-se na Introdução:&lt;br /&gt;"Sob os escombros de oito décadas de esquecimento, a descoberta e recuperação de um conjunto de documentos dispersos, que constitui uma parte significativa da memória de Guilherme de Faria, permitiu lançar uma nova luz sobre a sua poesia, reeditada por ocasião do centenário do seu nascimento, e possibilitou dar uma nova voz aos testemunhos que o tempo silenciou."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6045320113314751897?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6045320113314751897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6045320113314751897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/08/regresso-ao-equinocio-de-outono-apos.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5237154730254901660</id><published>2011-08-07T16:08:00.003+01:00</published><updated>2011-08-17T09:27:25.200+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Continuo em trânsito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-01DZ27h_QIY/Tj6qqDkCmdI/AAAAAAAAC0M/IgCtj6dR9Io/s1600/Frederic%2BMar%25C3%25A8s.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 288px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-01DZ27h_QIY/Tj6qqDkCmdI/AAAAAAAAC0M/IgCtj6dR9Io/s320/Frederic%2BMar%25C3%25A8s.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638131423002139090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laranjas. As mesmas laranjas contra a minha solidão, algo substancial como 'isto é o meu corpo' ou o meu sangue derramado por nada ou quase nada. Este poema é o meu corpo, lede-o em memória de mim. A música de rua, a brandura da sombra, um remorso avulso. Vita brevis. Nisso demoro o meu tempo parado, sem objectos hieráticos, só capitéis coríntios, uma aragem mediterrânica, laranjas coríntico-mediterrânicas contra a minha solidão. Vita brevis.&lt;br /&gt;Sem paisagens oníricas ou metáforas, casas com gatos ou os próprios gatos com temporalidade no pêlo como um brilho preto de asa de corvo, um brilho azulado ocasional. Penso nisso parado, desapaixonadamente. E a morte pousa sobre as árvores como pássaros, sem comoção ou crueldade.&lt;br /&gt;Nasci na periferia de algum lugar e sem nome de poeta. Por estes dias este poema é o meu corpo, o meu sangue derramado. Um sentimento de abandono, o rumor poético de qualquer coisa que ainda não sei, as laranjas contra a minha solidão, ontológica, arterial como um pensamento parado.&lt;br /&gt;Vita brevis. Lembro-me da indiferença com que uma mulher tão caucasiana matava pássaros, sem comoção ou crueldade. Matava-os apenas. E penso como isto é inadequado num poema, eu que estimo moderadamente a morte e me prendo a objectos hieráticos e assim vivo disperso. &lt;br /&gt;Laranjas coríntico-mediterrânicas são como poemas de amor, ou cartas de amor, ou modos de amar. Vita brevis. Uma solidão paciente contra o granito, uma solidão pendurada nas árvores como carne num talho. Isto é o meu corpo. &lt;br /&gt;Não há citrinos metafísicos, laranjas na voz dos oráculos. Mas o poema suporta a temporalidade na escassez das palavras, ilumina subitamente uma casa no meio da noite. E por uma casa derramaria o meu sangue, por um poema entregaria o meu corpo. Penso nisso parado. A música de rua, a brandura da sombra, um remorso avulso. Vita brevis. Penso em cada coisa no seu lugar. Não omito a luz dentro do poema. É orgânico, instável, um pálio sob o qual um deus poderia ser crucificado. O barro impuro no chão, calcado sem comoção ou crueldade, a natureza pulmonar dos dilúvios, o sal na carne com alguma melancolia, com alguma morte pousada, laranjas interrompidas contra a minha solidão. Vita brevis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5237154730254901660?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5237154730254901660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5237154730254901660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/08/continuo-em-transito.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-01DZ27h_QIY/Tj6qqDkCmdI/AAAAAAAAC0M/IgCtj6dR9Io/s72-c/Frederic%2BMar%25C3%25A8s.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2088939835285815471</id><published>2011-07-24T11:00:00.009+01:00</published><updated>2011-08-17T09:31:41.357+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Paul Drayton [1944] é o autor de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Masterpiece &lt;/span&gt;["a modest title for a piece with modest pretensions"]. Trata-se de uma 'obra-prima' que evoca Bach, Händel, Mozart, Beethoven, Mendelssohn, Strauss, Debussy, Gershwin e Cage... não apenas os nomes dos compositores, mas também os seus paradigmas de composição. Com efeito, esta Masterpiece é simultaneamente divertida e extraordinária, sobretudo se acrescentarmos o 'humor britânico' e a qualidade da execução dos &lt;a href="http://www.kingssingers.com/"&gt;The King’s Singers&lt;/a&gt;. Doze minutos inesquecíveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/JXhAz0DOpMU" allowfullscreen="" frameborder="0" height="234" width="288"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992, juntamente com o Ricardo e o Nuno Ferreira, conheci o trabalho dos &lt;a href="http://www.kingssingers.com/"&gt;The King’s Singers&lt;/a&gt;. O interesse pelas suas interpretações condicionou outras descobertas e outros caminhos: em 1993 integrei o Coro da Sé, com o Filipe Veríssimo e o Miguel Nunes. Durante esse período participei em vários concertos; recordo-me da &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Missa em dó menor&lt;/span&gt; de Mozart e da &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Magnificat &lt;/span&gt;de Bach, na Igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória [10 e 11 de Dezembro de 1993], ou da &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Paixão, segundo S. João &lt;/span&gt;de Bach, na Igreja da Lapa [1 de Abril de 1994], com a Orquestra Clássica do Porto. O Coro da Sé era, então, dirigido pelo Cónego Ferreira dos Santos. Hoje relembro os &lt;a href="http://www.kingssingers.com/"&gt;The King’s Singers&lt;/a&gt;, com interpretações extraordinárias de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Greensleeves&lt;/span&gt; [Henrique VIII? / 1491-1547] e de &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Il bianco e dolce cigno&lt;/span&gt; [Arcadelt / c.1507-1568].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="40" width="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf"&gt;&lt;param name="wmode" value="window"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=24003679&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0"&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=24003679&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" height="40" width="250"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="40" width="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf"&gt;&lt;param name="wmode" value="window"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=23941720&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0"&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=23941720&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" height="40" width="250"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2088939835285815471?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2088939835285815471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2088939835285815471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/em-1992-juntamente-com-o-ricardo-e-o.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/JXhAz0DOpMU/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6262459682902856207</id><published>2011-07-20T19:17:00.003+01:00</published><updated>2011-07-20T19:33:53.252+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fecho os olhos e lembro-me do Caminho, do rumor das manhãs, do silêncio circunscrito de certas paisagens, da respiração reaprendida e partilhada, do sentimento abstracto de pertença, do desprendimento, do vago estremecimento da temporalidade; lembro-me de me sentir tão vivo, de pressentir em cada passo a intimidade da morte, a verdade da minha condição, a força genesíaca e telúrica dos caminhos, a tensão gravitacional das estrelas, o sentimento tão impressivo de me sentir amado por Deus ou a consciência de que isso me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="288" height="234" src="http://www.youtube.com/embed/xgao6FxtMLI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6262459682902856207?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6262459682902856207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6262459682902856207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/pode-ser-apenas-uma-questao.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xgao6FxtMLI/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3148589825409777812</id><published>2011-07-18T19:09:00.000+01:00</published><updated>2011-07-20T19:29:41.291+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É difícil explicar a intensidade de certos livros, aquilo que representam, um certo mistério no modo como retêm o tempo ou exprimem a densidade poética da temporalidade. É isso que acontece com um dos livros mais desejados pelos bibliófilos portugueses: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O Culto do Chá &lt;/span&gt;[1905] de Wenceslau de Moraes. A vida do autor, os desenhos de Yoshiaki, o facto de ter sido editado no Japão há mais de cem anos, a sua raridade e exotismo fazem deste livro um objecto de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-5eHkW5sy9oA/TicaYv2jM1I/AAAAAAAAC0E/urlco_qDQSM/s1600/Culto%2Bdo%2Bch%25C3%25A1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 232px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-5eHkW5sy9oA/TicaYv2jM1I/AAAAAAAAC0E/urlco_qDQSM/s320/Culto%2Bdo%2Bch%25C3%25A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631498871514542930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descrições iniciam-se com o cultivo do chá nos campos que, segundo Wenceslau de Moraes, "são cuidados como jardins, em longos alinhamentos de arbustos, copados, arredondados", onde as mulheres japonesas com os seus "dedos róseos, miudinhos, a escorrerem de orvalho e multiplicando-se em gestos delicados, vão colhendo os rebentos tenros do chá".&lt;br /&gt;Descreve, depois, sempre num discurso poético e muito colorido, todo o processo de fabrico, onde "o chá é escolhido, escaldado, posto a secar, grelhado em fornos, enroladas as folhas ou reduzido a pó, depois empacotado, guardado em latas, em caixas, em boiões; um melindroso amanho que requer mãos incansáveis, dedos prestimosos, cuidados inauditos, segredos de processo".&lt;br /&gt;Mas o ritual do culto do chá não se fica por aqui, muito pelo contrário, vai atingir a sua maior plenitude quando chega aos seus consumidores e a bebida é ofertada, multiplicando-se então em gestos sem conta, numa cerimónia onde o primor da cortesia e o convívio social fazem a apologia do seu culto [chanoyu].&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O Culto do Chá&lt;/span&gt; de Wenceslau de Morais descreve magistralmente a paixão dos japoneses pelo chá e testemunha, simultaneamente, a paixão do seu autor pelo Japão, sua terra de adopção. Esta 1ª edição, em papel de arroz, foi editada em 1905, em Kobe, e está profusamente ilustrada pelo artista japonês Yoshiaki.&lt;br /&gt;É curioso que, já nos séculos XVI e XVII, os missionários portugueses se tinham apercebido da importância deste ritual junto dos japoneses, tendo os religiosos nas suas casas uma sala para o culto do chá, e assim anunciarem o Evangelho, numa atmosfera de tranquilidade e elevação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3148589825409777812?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3148589825409777812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3148589825409777812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/e-dificil-explicar-intensidade-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5eHkW5sy9oA/TicaYv2jM1I/AAAAAAAAC0E/urlco_qDQSM/s72-c/Culto%2Bdo%2Bch%25C3%25A1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2817537814125492051</id><published>2011-07-16T11:28:00.003+01:00</published><updated>2011-07-16T11:34:41.415+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-vXVawkSyIy8/TiFpFPGjpJI/AAAAAAAACz8/LJvBb1Fm31o/s1600/gustavo%2Baimar.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 162px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vXVawkSyIy8/TiFpFPGjpJI/AAAAAAAACz8/LJvBb1Fm31o/s320/gustavo%2Baimar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629896547864126610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro de um Julho tão frio... Quando eu era criança o inverno era frio, muito frio; o verão era quente, muito quente; no tempo das chuvas, chovia; no tempo da canícula, o calor era mesmo muito intenso. Há 30 anos o clima era tão estável como a minha vida ou a casa da minha infância. Há 20 anos eu saí da casa da minha infância e a minha vida tornou-se uma diáspora; o inverno nunca mais foi tão frio e o estio nunca mais foi tão quente. Agora percebo que é provável que as alterações climáticas não se devam ao aquecimento global, mas à separação dos meus pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2817537814125492051?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2817537814125492051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2817537814125492051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/nao-me-lembro-de-um-julho-tao-frio.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vXVawkSyIy8/TiFpFPGjpJI/AAAAAAAACz8/LJvBb1Fm31o/s72-c/gustavo%2Baimar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4477992662555553124</id><published>2011-07-12T18:58:00.007+01:00</published><updated>2011-08-16T16:21:13.056+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Revi &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O fabuloso destino de Amélie&lt;/span&gt; [2001], de Jean-Pierre Jeunet. É impossível ficar indiferente a um filme assim... profundamente poético, com uma densidade humana comovente, com uma rara percepção do milagre e da beleza indescritível de Paris e de Audrey Tatou. &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O fabuloso destino de Amélie&lt;/span&gt; fala despretensiosamente do amor, dos dias, das porções de histórias e dos fragmentos de idiossincrasias que habitam as casas e as vidas. Ver este filme pelo menos uma vez por mês... bem poderia ser uma terapia de humanismo ou simplesmente um projecto de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="40"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=8119307&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="250" height="40" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=8119307&amp;style=metal&amp;p=0" allowScriptAccess="always" wmode="window" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-sYkEss3gKnc/ThyRrR58T2I/AAAAAAAACzs/gzB-oogIEnw/s1600/2010-03-15.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sYkEss3gKnc/ThyRrR58T2I/AAAAAAAACzs/gzB-oogIEnw/s320/2010-03-15.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628533807033110370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4477992662555553124?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4477992662555553124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4477992662555553124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/revi-o-fabuloso-destino-de-amelie-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sYkEss3gKnc/ThyRrR58T2I/AAAAAAAACzs/gzB-oogIEnw/s72-c/2010-03-15.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-9136163600704523772</id><published>2011-07-09T16:00:00.007+01:00</published><updated>2011-08-07T16:03:13.207+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Roubaram o &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Codex Calixtinus&lt;/span&gt; por estes dias. Não tenho um bom álibi...&lt;br /&gt;Chove em Julho. A morte vagueia pelo recorte dos livros da biblioteca. Sorri-me ocasionalmente. Quando era criança pressentia a morte a devorar o tempo. Coisas que se pressentem quando somos crianças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a ler &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Frente a frente com a vida, a mente e o universo &lt;/span&gt;[conversas com grandes cientistas do nosso tempo], de Eduardo Punset; a &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;História de Portugal&lt;/span&gt; de Rui Ramos [Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro]; &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O Pensamento Português Contemporâneo&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Introdução à Cultura Portuguesa&lt;/span&gt;, ambos de Miguel Real. Comprei&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;O fabuloso destino de Amélie&lt;/span&gt;, de Jean-Pierre Jeunet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://gustavoaimar.blogspot.com/"&gt;Gustavo Aimar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-3mD4yLuj0vc/ThiYy1QptMI/AAAAAAAACzc/gXfkfbL2ikc/s1600/Amelie.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-3mD4yLuj0vc/ThiYy1QptMI/AAAAAAAACzc/gXfkfbL2ikc/s320/Amelie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627415733457237186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-9136163600704523772?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9136163600704523772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/9136163600704523772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/07/chove-em-julho.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3mD4yLuj0vc/ThiYy1QptMI/AAAAAAAACzc/gXfkfbL2ikc/s72-c/Amelie.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7844735107518267486</id><published>2011-06-29T09:29:00.003+01:00</published><updated>2011-06-29T09:33:16.295+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"O sábio cristão sabe esperar. Não tem pressa. Para ele não há absoluto, tudo é relativo. Um sorriso pode ser mais importante do que a fundação de uma dinastia. Acredita no valor e na eficácia dos símbolos. Não pronuncia sentenças nem faz discursos. O seu espaço é o silêncio. [...] A sabedoria mostra que cada gesto de solidariedade, cada ato de amor, de renúncia em favor de alguém é mais um passo que nos aproxima da fraternidade. A sabedoria faz-nos acreditar que estas pequenas ou grandes realizações são sinais de que a humanidade pode continuar a esperar a realização da fraternidade universal. [...] O Evangelho vai mais longe do que a Igreja. Exagera, como sempre. Os limites que propõe ultrapassam a capacidade humana. Jesus convida-nos a exceder a nossa própria capacidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/25433247" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/25433247"&gt;José Mattoso: Sabedoria e Fraternidade&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/pastoraldacultura"&gt;Pastoral da Cultura&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excertos da intervenção do historiador José Mattoso na conferência &lt;span style="color:#663300;"&gt;Sabedoria e Fraternidade&lt;/span&gt;, proferida na 7.ª Jornada da Pastoral da Cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7844735107518267486?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7844735107518267486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7844735107518267486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/o-sabio-cristao-sabe-esperar.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3729859264086289810</id><published>2011-06-28T12:36:00.010+01:00</published><updated>2011-07-16T11:58:58.793+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s1600/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s320/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623236278722160594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda &lt;a href="http://www.twowaysthroughlife.com/"&gt;A Árvore da Vida&lt;/a&gt;... um sentido poético, comovido, para a inteligibilidade da condição humana, esse lugar em que os dias amadurecem a consciência de temporalidade, assumem as proporções das galáxias, aparições ainda mais distantes, e guardam a luz silenciosa dos milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="40"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=25309472&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="250" height="40" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=25309472&amp;style=metal&amp;p=0" allowScriptAccess="always" wmode="window" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3729859264086289810?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3729859264086289810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3729859264086289810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/ainda-arvore-da-vida.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-q6wZsGkl6pI/Tgm_mjFS59I/AAAAAAAACzU/GRUtpXoVvMk/s72-c/Tree%2Bof%2BLife%2BMovie.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-6329906675449811761</id><published>2011-06-25T23:52:00.010+01:00</published><updated>2011-07-12T15:56:33.798+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reli recentemente &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;S. Francisco de Assis [visão franciscana da vida]&lt;/span&gt;, conferência escrita por Leonardo Coimbra em 1927, que revela o sentido profundamente humano, filosófico e poético da obra de Leonardo Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-9V_AtmcGoL0/ThxgjUd9YEI/AAAAAAAACzk/yGC_g_5V4Dc/s1600/Leonardo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9V_AtmcGoL0/ThxgjUd9YEI/AAAAAAAACzk/yGC_g_5V4Dc/s320/Leonardo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628479794212331586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nos caminhos de Perúgia à Porciúncula, sob um frio inclemente, o irmão Leão vai de sociedade com o Santo e eis que este começa uma exortação sobre a humildade, que nos faz ver o pobre irmão Leão, afastado no caminho e, da frente, o Santo a consolá-lo, animando-o e chamando para junto de si com a doçura do seu elogio da humildade, que é o cântico da Alegria Perfeita.&lt;br /&gt;– Irmão Leão, se fôssemos os melhores modelos da santidade e edificação, escuta bem e lembra-te do que te digo, não era ainda nisso que consistiria a alegria perfeita.&lt;br /&gt;E continuando a atrair o irmão Leão.&lt;br /&gt;– Irmão Leão, se até tivéssemos poder de dar vista aos cegos, andar aos paralíticos, liberdade aos possessos, voz aos mudos e ouvido aos surdos, ou se mesmo tivéssemos o poder de ressuscitar os mortos ao fim de quatro dias, nota bem o que te digo – não consistiria ainda nisso a alegria perfeita.&lt;br /&gt;E ainda:&lt;br /&gt;– Irmão Leão, se falássemos todas as línguas, conhecêssemos todas as ciências, soubéssemos de cor toda a Escritura e estivéssemos em estado de descobrir as coisas futuras e o segredo dos corações, escuta-me bem: ainda não seria isso a alegria perfeita.&lt;br /&gt;E, continuando sempre, desperta o irmão Leão que ansiosamente pergunta: – Mas, por amor de Deus, explica-me, Pai, onde poderíamos encontrar a alegria perfeita?&lt;br /&gt;E o Santo, que trouxera até si, como outrora Sócrates com seus discípulos, o próprio coração vivo do irmão Leão, responde:&lt;br /&gt;– Vamos, agora, chegar à Porciúncula transidos do frio, ensopados da chuva, cobertos da lama dos caminhos, exaustos de fome.&lt;br /&gt;Se ao nosso apelo, o irmão porteiro nos respondesse, ao anunciarmo-nos como irmãos: "Mentis, vós sois dois salteadores das estradas, que atacais de surpresa os viandantes e roubais aos pobres as esmolas".&lt;br /&gt;Se esse irmão assim nos falasse e, não abrindo, nos deixasse fora, esfomeados, à chuva, à neve, e viesse a noite e tivéssemos paciência para suportar as injúrias, os maus tratos e, sem murmurações, humilde e caridosamente, pensássemos que o irmão porteiro nos conhece pelo que somos e que Deus o fez assim falar contra nós, então, irmão Leão, ouve-me bem: – nisso é que estaria a alegria perfeita.&lt;br /&gt;E se depois ainda nos espancasse e humildemente recebêssemos tudo – nisso é que estaria a alegria perfeita.&lt;br /&gt;E em conclusão: para além e por cima de todas as graças e dons do Espírito Santo, que Deus concede aos seus amigos, a maior alegria é vencermo-nos e tudo suportar de boa vontade, por amor de Cristo.&lt;br /&gt;Porque de nenhum dos outros dons nos podemos dar gabos e só na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo nos podemos glorificar.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Leonardo Coimbra&lt;/span&gt; [1883-1936]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-6329906675449811761?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6329906675449811761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/6329906675449811761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/reli-recentemente-s.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9V_AtmcGoL0/ThxgjUd9YEI/AAAAAAAACzk/yGC_g_5V4Dc/s72-c/Leonardo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2186936887847786447</id><published>2011-06-21T21:19:00.006+01:00</published><updated>2011-06-21T21:45:43.923+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No solstício de verão, Portugal ganha um novo governo e, pela primeira vez, uma mulher assume a presidência da Assembleia da República; o FC Porto perde André Villas-Boas e ganha 15 milhões de euros; a Caixa Geral de Depósitos não vai distribuir dividendos ao Estado [mais de 250 milhões de euros] e os estaleiros de Viana do Castelo vão dispensar metade dos trabalhadores até final do ano. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/adVzzfHu16Q" allowfullscreen="" frameborder="0" height="234" width="288"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de uma canção tradicional galega [&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Camariñas&lt;/span&gt;], aqui interpretada por Luz Casal e &lt;a href="http://www.luarnalubre.com/"&gt;Luar na Lubre&lt;/a&gt;, e veio à memória a Galiza profunda, esses caminhos onde me exercito como peregrino, essas aldeias que consigo visualizar com os olhos fechados, esse sentido mais autêntico para os dias que passam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2186936887847786447?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2186936887847786447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2186936887847786447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/no-solsticio-de-verao-portugal-ganha-um.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/adVzzfHu16Q/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-363659221655902981</id><published>2011-06-20T08:12:00.007+01:00</published><updated>2011-06-21T21:18:29.116+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Está a terminar o ano lectivo, um ano marcado pela transição entre o &lt;a href="http://www.lusofrances.com.pt/engine.php?cat=100"&gt;Colégio Luso-Francês&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.artes.ucp.pt/"&gt;Escola das Artes&lt;/a&gt; da &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Universidade Católica&lt;/a&gt;. Foi um ano difícil de adaptação e de reconhecimento de um contexto novo, em que os principais desafios centraram-se fundamentalmente nas funções que não se circunscrevem especificamente à docência, particularmente a &lt;a href="http://www2.ucp.pt/site/custom/template/ucptpl_ucehome.asp?SSPAGEID=1138&amp;lang=1"&gt;UCE&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.lusofrances.com.pt/engine.php?cat=100"&gt;Colégio Luso-Francês&lt;/a&gt;, desde 2000, fui desenvolvendo um projecto que, ao fim de uma década, envolveu centenas de alunos. Com efeito, para além de leccionar EMRC e Filosofia, organizei 25 encontros/retiros de fim-de-semana [nos quais participaram mais de 600 alunos], 20 Caminhos de Santiago [percorridos por mais de 1500 alunos], cinco oficinas de escrita em Barcelona [nas quais participaram mais de 100 alunos], preparei para o Crisma cerca de 400 alunos [em cerca de 300 sessões catecumenais], recolhi mais de 40 mil euros em campanhas de solidariedade... e o que não se diz, porque o mais importante, o crescimento humano, intelectual e espiritual que tudo isto possibilita, não se pode quantificar, sem sequer descrever devidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-VNY2mbjxzFA/TgD8Z6ewVnI/AAAAAAAACyU/rdW3_F5tTt0/s1600/Na%2Btua%2Bluz%2Bvemos%2Ba%2Bluz.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 148px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VNY2mbjxzFA/TgD8Z6ewVnI/AAAAAAAACyU/rdW3_F5tTt0/s320/Na%2Btua%2Bluz%2Bvemos%2Ba%2Bluz.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620769857083561586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a memória do que vivemos tão intensamente, do que partilhámos com a alegria de quem tantas vezes se abeirou do milagre, de quem percebeu o sentido profundo das palavras de Herberto Helder: "Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta do gosto, o entusiasmo do mundo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-363659221655902981?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/363659221655902981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/363659221655902981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/esta-terminar-o-ano-lectivo-um-ano.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VNY2mbjxzFA/TgD8Z6ewVnI/AAAAAAAACyU/rdW3_F5tTt0/s72-c/Na%2Btua%2Bluz%2Bvemos%2Ba%2Bluz.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1545760076334756634</id><published>2011-06-10T12:08:00.003+01:00</published><updated>2011-06-10T14:43:24.392+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que pomba é esta que habita o Equinócio de Outono?&lt;br /&gt;Há duas versões. A primeira é de natureza documental: esta pomba é uma representação do Espírito Santo que adornou o altar de uma igreja em Espanha [não sei qual, nem sei onde...]; um dia esse altar foi desmontado e removido da igreja, que talvez tenha sido destruída [gosto de pensar que pode ter sido uma vítima simbólica da Guerra Civil], e a pomba foi parar às mãos de um antiquário; há algumas décadas, apaixonada pelos tons quentes desta ocidental península, a poeta alemã Hilde Domin comprou a pomba, levou-a para Heidelberg e pendurou-a sobre a sua cama; não conheci Hilde Domin, mas acredito que ela entendesse que a casa de um poeta é um lugar habitado pelo Espírito Santo e não me surpreende que abrisse as janelas para que a corrente de ar fizesse baloiçar a velha pomba sacra e, quem sabe, lhe desse impulso para voar; pelo que sei a pomba ficou pendurada até ao fim, como uma gárgula tutelar; presumo que tenha partido depois da morte da poeta que escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não deixes o cansaço instalar-se&lt;br /&gt;em vez disso&lt;br /&gt;silenciosamente&lt;br /&gt;como a um pássaro&lt;br /&gt;estende a mão ao milagre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda versão é mais pessoal: no fim de Fevereiro de 2006, enquanto percorria o Caminho de Santiago [entre Portomarín e Palas de Rei], recebi um telefonema em que me perguntavam se não estava interessado em editar uma antologia da poesia de Hilde Domin, traduzida por Maria José Peixoto. Disse que sim sem saber que nessa mesma semana, vítima de uma queda, Hilde [com 96 anos] tinha morrido em Heidelberg. A &lt;a href="http://cosmorama-edicoes.blogspot.com/"&gt;Cosmorama&lt;/a&gt; editou a antologia &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Estende a mão ao milagre&lt;/span&gt;, assim como um conto poético de Agustina Bessa-Luís, intitulado &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Dominga &lt;/span&gt;, que fala da poeta alemã e da velha pomba suspensa que, segundo Agustina, baloiçava sobre a cama e sangrava do peito. Na capa dos livros, a pomba voa finalmente, assim como no Equinócio de Outono, livre como o Espírito Santo que se empresta à voz dos poetas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1545760076334756634?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1545760076334756634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1545760076334756634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/que-pomba-e-esta-que-habita-o-equinocio.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3850448097539421651</id><published>2011-06-07T21:38:00.005+01:00</published><updated>2011-06-07T21:49:12.168+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um dia, uma mulher aparentemente interessante, licenciada [coisa pouco relevante por estes dias...], falava-me indignada de certa atitude historicamente persistente da Igreja contra as mulheres, no sentido da negação de certos 'direitos institucionais' ou de algum desprezo ontológico. Curiosamente, reivindicava algo que não deseja, na medida em que nem sequer é cristã; não 'vai à missa', mas talvez ponderasse fazê-lo se lhe fosse permitido o 'acesso' ao ministério ordenado. Eu tenho opinião formada sobre isso e acredito que, em Cristo, o género não faz espécie; por isso defendo que, em Igreja, não se justificam certos procedimentos de natureza disciplinar ou institucional. O Evangelho não discrimina, mesmo que tenhamos que fazer algumas leituras devidamente contextualizadas. Seja como for, admito que me incomoda a linguagem paternalista, ontologicamente depreciativa e institucionalmente redutora que certos meios eclesiais amanham na periferia das suas capelanias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nietzsche [1844-1900]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Cq0MqMvjz08/Te6NVSv9CfI/AAAAAAAACxM/don0BYknNVo/s1600/Nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Cq0MqMvjz08/Te6NVSv9CfI/AAAAAAAACxM/don0BYknNVo/s320/Nietzsche.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615581182327327218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a esta conversa: tratava-se, no fundo, de uma argumentação com dois ou três lugares-comuns, que disfarçava mal uma certa atitude fundamentalmente anti-eclesial. No decorrer da sua pretensiosa observação, decide citar Nietzsche. Esse foi um erro elementar. Só deve citar Nietzsche quem conhece bem a sua obra e o seu pensamento filosófico. Não argumentei. A certas pessoas desejo antes a persistência de um preconceito do que a morte de um mito. E como não acredito que visite o &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Equinócio de Outono&lt;/span&gt;, posso aqui dizer, acerca disto, o seguinte: Nietzsche revelava um desprezo profundo pelas mulheres. Em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Assim falava Zaratustra&lt;/span&gt;, o filósofo alemão diz que as mulheres são incapazes de amizade; são como gatas, aves ou, quando muito, vacas. Abundam expressões como estas: "O homem será preparado para a guerra e a mulher para o passatempo do guerreiro" ou "Vais ter com uma mulher? Não te esqueças do chicote." Em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Vontade do Poder&lt;/span&gt; afirma: "Agrada-nos uma mulher como o manjar mais delicado ou a mais etérea espécie de criatura. Que prazer encontrar criaturas que só têm no espírito dança, insensatez e indelicadeza! Foram sempre a delícia da profunda e tensa alma masculina." "As mulheres têm muito de que envergonhar-se; há na mulher muito pedantismo, superficialidade, primarismo escolar, vaidadezinha, desmesura e indiscrição oculta… que tem sido restringida e dominada por medo do homem", lê-se em &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Para lá do Bem e do Mal&lt;/span&gt;. Pois é, a certas pessoas desejo antes a persistência de um preconceito do que a morte de um mito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3850448097539421651?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3850448097539421651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3850448097539421651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/um-dia-uma-mulher-aparentemente.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Cq0MqMvjz08/Te6NVSv9CfI/AAAAAAAACxM/don0BYknNVo/s72-c/Nietzsche.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2624130131765193956</id><published>2011-06-05T15:27:00.006+01:00</published><updated>2011-06-05T15:52:03.712+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, independentemente de qualquer coisa, é um dia muito importante para Portugal. Independentemente das expectativas ou da conjuntura, hoje termina um ciclo em que a má gestão e a corrupção, a demagogia, a propaganda mentirosa e a desonestidade intelectual assumiram proporções inimagináveis numa sociedade bem ordenada e democrática. Enfim... já percebemos que não vivemos numa sociedade bem ordenada, resta saber se ainda vivemos numa democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="370" height="235" src="http://www.youtube.com/embed/XcpSBulFFEg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2624130131765193956?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2624130131765193956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2624130131765193956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/hoje-independentemente-de-qualquer.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/XcpSBulFFEg/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-2741857687763688859</id><published>2011-06-04T16:54:00.006+01:00</published><updated>2011-06-05T15:15:29.061+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem vi o filme de Terrence Malick, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A Árvore da Vida&lt;/span&gt; [&lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;The Tree of Life&lt;/span&gt;], um filme notável, impressivo, poético, inesquecível… que dá um poderoso contributo cosmológico e antropológico para a reflexão teológica sobre a relação de amor entre Deus e o Homem, sem ignorar ingenuamente a dúvida, a angústia, a apreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-AYCcrnvOvgU/TepZ9AF2SwI/AAAAAAAACxE/zbB7LOZpgSQ/s1600/the-tree-of-life-movie-poster.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AYCcrnvOvgU/TepZ9AF2SwI/AAAAAAAACxE/zbB7LOZpgSQ/s320/the-tree-of-life-movie-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614398790002166530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali se afirmam algumas questões fundamentais na construção da identidade espiritual do Homem: "Na vida há dois caminhos, o caminho da natureza e o caminho da graça; temos que escolher o que queremos percorrer"; "A não ser que ames, a tua vida passará como um flash"; "Guia-nos até ao fim dos tempos"…&lt;br /&gt;Trata-se de um hino comovente e humaníssimo a este instante que nos é dado viver sobre esta terra e sob este céu, um hino à beleza, à verdade intrínseca do fenómeno humano, à sua poética e transcendência; fala da sua dignidade, da sua fragilidade, das suas feridas abertas… Enquanto nos compreendemos à deriva num universo incomensurável, redescobrimos a condição humana numa porção de luz, num fragmento de mãos, no rumor de medo ou esperança num rosto, na vaga expressão de um amor maior… maior do que a vida, maior do que a morte, maior do que o absurdo da vida e do que o absurdo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background:#000000;width:440px;height:272px"&gt;&lt;embed flashvars="playerVars=showStats=no|autoPlay=no|" src="http://www.metacafe.com/fplayer/5673804/the_tree_of_life_movie_trailer.swf" wmode="transparent" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" name="Metacafe_5673804" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="272"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size:12px;"&gt;&lt;a href="http://www.metacafe.com/watch/5673804/the_tree_of_life_movie_trailer/"&gt;THE TREE OF LIFE: Movie Trailer&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-2741857687763688859?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2741857687763688859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/2741857687763688859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/tree-of-life-movie-trailer.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AYCcrnvOvgU/TepZ9AF2SwI/AAAAAAAACxE/zbB7LOZpgSQ/s72-c/the-tree-of-life-movie-poster.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4664025157248035322</id><published>2011-06-02T15:35:00.005+01:00</published><updated>2011-06-07T21:53:56.541+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entre Junho de 2010 e Junho de 2011, este blogue foi um espaço inquieto, com meses com grande actividade e períodos em que esteve fundamentalmente parado. Cheguei a ponderar e a manifestar a intenção de 'apagá-lo'. Por tudo isso, impressiona-me sinceramente que tenha registado quase 50 mil visitas. O &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Equinócio de Outono&lt;/span&gt; tem sido realmente, desde 2005, um lugar-de-encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por razões académicas e profissionais, criei uma 'página pessoal' com o meu 'curriculum vitae' actualizado: &lt;a href="http://joseruiteixeira.blogspot.com/"&gt;José Rui Teixeira&lt;/a&gt;. A fotografia é da autoria do Bruno Nacarato, meu aluno na &lt;a href="http://www.artes.ucp.pt/"&gt;Escola das Artes&lt;/a&gt; da &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Universidade Católica . Porto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lHc3otEWw6A/TeeiE3lr83I/AAAAAAAACww/2CiMd6xIeO4/s1600/Livros.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 179px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lHc3otEWw6A/TeeiE3lr83I/AAAAAAAACww/2CiMd6xIeO4/s320/Livros.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613633665065808754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes dias, habitam a minha biblioteca alguns livros verdadeiramente extraordinários... pela poesia que as suas páginas guardam; pela qualidade dos seus autores; pela antiguidade, raridade, dignidade e simplicidade das edições; pelo estado e pela beleza intrínseca destes exemplares... Constitui uma honra e uma alegria interior profunda poder folhear e guardar na minha biblioteca estes exemplares: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Cristalizações da Morte&lt;/span&gt; [1884] de Eugénio de Castro, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Sempre&lt;/span&gt; [1898] de Teixeira de Pascoaes e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Fel &lt;/span&gt;[1898] de José Duro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4664025157248035322?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4664025157248035322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4664025157248035322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/06/entre-junho-de-2010-e-junho-de-2011.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lHc3otEWw6A/TeeiE3lr83I/AAAAAAAACww/2CiMd6xIeO4/s72-c/Livros.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7170698136568562204</id><published>2011-05-31T19:19:00.007+01:00</published><updated>2011-06-02T16:08:08.416+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje participei no Conselho Presbiteral da Diocese do Porto, no sentido de apresentar o trabalho do &lt;a href="http://www.catecumenado-porto.blogspot.com/"&gt;Centro Catecumenal&lt;/a&gt; ao longo dos últimos 15 anos. Entre a Páscoa de 1996 e a Páscoa de 2011, o Centro Catecumenal da Igreja do Porto iniciou em-Cristo e na-Igreja 447 catecúmenos, em 456 sessões catecumenais; organizou e promoveu retiros, encontros de reflexão e oração, conferências e uma série de outros projectos culturais de mundividência cristã. Agora o projecto será redefinido... fica a consciência de um trabalho indescritível, a memória de tantos amigos que passaram pelas sessões catecumenais, na condição de catecúmenos, e de pessoas tão especiais como o P. Leonel Oliveira, a Ana Couto e o Fernando Conceição.&lt;br /&gt;Foi uma profunda experiência de Igreja, assente numa hermenêutica dos sinais-dos-tempos, iluminada pela cultura bíblica, pela actividade teologal e pela consciência história; assumida no seu fundamento querigmático e reinterpretada nas palavras do P. Leonel: "A busca, como doutrina e como prática, da mais eficiente instituição que na Igreja fez Cristãos, foi escola de Santos, treinou os Mártires, formou os Doutores, deu à Igreja os seus mais famosos Bispos e, mais tarde, aos Monges, forneceu o quadro vivo da Reconversão e donde partiram, como matriz, e se desenvolveram, as escolas da Actividade Teologal. Catecumenado de que a Igreja nunca perdeu o rasto, ainda que lhe tenha perdido a forma sob a avalanche da conversão maciça de povos e nações inteiras. Catecumenado agora necessariamente exigido no crepúsculo da Cristandade e por força das disposições preliminares do 'Novo Ordo' quanto à Iniciação Cristã dos adultos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O P. José Comblin escreveu: "Toda a história cristã é uma contradição permanente e constante entre os que se dedicam à religião e os que se dedicam ao evangelho." Sinto que nos dedicámos intensamente ao Evangelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7170698136568562204?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7170698136568562204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7170698136568562204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/hoje-participei-no-conselho-presbiteral.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-4646643869173246895</id><published>2011-05-28T14:25:00.009+01:00</published><updated>2011-06-02T16:09:32.653+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XEsieQgEOUk/TeD4opypjjI/AAAAAAAACwk/8UrkrUuWuSI/s1600/Catedral%2Bde%2BChartres.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611758513000386098" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XEsieQgEOUk/TeD4opypjjI/AAAAAAAACwk/8UrkrUuWuSI/s320/Catedral%2Bde%2BChartres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o rei Luís IX, S. Luís de França, visitou as obras da Catedral de Chartres, em reconstrução depois do seu incêndio em 1194, causado por um raio. O rei, passeando pela construção, ia perguntando a cada um o que estava a fazer. As respostas foram várias. Um carpinteiro afirmou-lhe que estava a fazer um dos bancos da nave central; um pedreiro lamentou-se que estava a trabalhar para ganhar a vida e dar de comer aos filhos; um escultor, apontando para um capitel, a que dava os últimos retoques, explicou que estava a seguir as novas regras da arte gótica, criando uma linha decorativa revolucionária. Depois de perguntar a muita gente e de ter recebido respostas variadas, o rei encontrou, num canto escuro, um velhinho curvado que varria aparas de madeira. Quando o rei lhe perguntou o que estava a fazer, o velho respondeu: 'Estou a construir uma catedral'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="280" height="40"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf"&gt;&lt;param name="wmode" value="window"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="flashvars" ue="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=27484590&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0"&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=27484590&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" width="280" height="40"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-4646643869173246895?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4646643869173246895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/4646643869173246895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/um-dia-o-rei-luis-ix-s.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XEsieQgEOUk/TeD4opypjjI/AAAAAAAACwk/8UrkrUuWuSI/s72-c/Catedral%2Bde%2BChartres.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3976431741145774232</id><published>2011-05-27T17:05:00.007+01:00</published><updated>2011-05-27T21:45:59.008+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Luta por uma alma&lt;/span&gt;, capitel de Saint-Benoît-sur-Loire.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-V2aeL99gqW8/Td_LzAOHoqI/AAAAAAAACwc/0f7Obu2FrTo/s1600/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 254px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611427737819914914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-V2aeL99gqW8/Td_LzAOHoqI/AAAAAAAACwc/0f7Obu2FrTo/s320/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou leccionar um &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/cvc/"&gt;Curso de Verão&lt;/a&gt; sobre &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;arte cristã&lt;/span&gt; na &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/"&gt;Católica . Porto&lt;/a&gt;. Trata-se de uma abordagem histórica, proposta cronologicamente, da arte paleocristã até aos nossos dias, associando problemáticas gerais no âmbito da estética e da expressão cultural do cristianismo, em termos teológicos e artísticos.&lt;br /&gt;Decorrerá entre 4 e 15 de Julho, em seis sessões de 90 minutos, entre as 18h.00 e as 19h.30. Esquema: 1 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[04/07]&lt;/span&gt; Introdução. Temas e problemas. A arte paleocristã. 2 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[06/07]&lt;/span&gt; Arte bizantina. Introdução à arte medieval: o Românico. 3 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[08/07]&lt;/span&gt; O Gótico e o crepúsculo da Idade Média. 4 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[11/07]&lt;/span&gt; A modernidade: entre o Renascimento e o Barroco. 5 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[13/07]&lt;/span&gt; Os paradigmas neo-clássico e romântico. 6 &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;[15/07]&lt;/span&gt; Arte cristã contemporânea: desafios estéticos e teológicos do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/cvc/fichainscricao.html"&gt;Ficha de inscrição&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mais informações: &lt;a href="http://www.porto.ucp.pt/cvc/"&gt;Cursos de Verão&lt;/a&gt; &amp;gt; Outras áreas &amp;gt; Arte cristã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3976431741145774232?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3976431741145774232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3976431741145774232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/vou-leccionar-um-curso-de-verao-sobre.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V2aeL99gqW8/Td_LzAOHoqI/AAAAAAAACwc/0f7Obu2FrTo/s72-c/Luta%2Bpor%2Buma%2Balma%252C%2Bcapitel%2Bde%2BSaint-Beno%25C3%25AEt-sur-Loire.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-5629418178980727185</id><published>2011-05-26T22:37:00.004+01:00</published><updated>2011-06-07T21:53:25.309+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-x9RTxAlEFeE/Td7IUab7MRI/AAAAAAAACvs/9AEz9bmmzz0/s1600/calvin-and-hobbes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x9RTxAlEFeE/Td7IUab7MRI/AAAAAAAACvs/9AEz9bmmzz0/s320/calvin-and-hobbes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611142438769602834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Achar que o mundo não tem Criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Benjamin Franklin&lt;/span&gt; [1706-1790]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-5629418178980727185?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5629418178980727185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/5629418178980727185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/achar-que-o-mundo-nao-tem-criador-e-o.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x9RTxAlEFeE/Td7IUab7MRI/AAAAAAAACvs/9AEz9bmmzz0/s72-c/calvin-and-hobbes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-8689842273170306719</id><published>2011-05-22T22:02:00.005+01:00</published><updated>2011-06-07T21:53:11.932+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; nasceu no dia 6 de Outubro de 1907, em Guimarães.&lt;br /&gt;Em 1919 mudou-se, com a família, para Lisboa. Suicidou-se na Boca do Inferno [Cascais], com apenas 21 anos, no dia 4 de Janeiro de 1929.&lt;br /&gt;Publicou sete livros de poesia: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Poemas &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Mais Poemas&lt;/span&gt; [1922], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Sombra &lt;/span&gt;[1924], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [1926], &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Destino &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Manhã de Nevoeiro&lt;/span&gt; [1927] e, editado postumamente, &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Desencanto &lt;/span&gt;[1929]; também póstuma, mas organizada de acordo com as suas indicações, foi a edição da antologia &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Saudade Minha&lt;/span&gt; [1929], reeditada em 2007. Publicou ainda &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Oração a Santo António de Lisboa&lt;/span&gt; [1926] e organizou uma &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Antologia de Poesias Religiosas&lt;/span&gt; [que só seria publicada em 1947].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-dHgTVdRWUc4/Tdl6crAkHKI/AAAAAAAACvU/8QFpcaDdCBo/s1600/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dHgTVdRWUc4/Tdl6crAkHKI/AAAAAAAACvU/8QFpcaDdCBo/s320/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609649443866680482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; foi poeta e editor, correspondeu-se e relacionou-se com os mais importantes poetas e artistas portugueses da década de 20 do século passado. A sua poesia compreende-se no contexto do Neo-Romantismo Saudosista e do Saudosismo Integralista, e habita o âmago da tradição lírica portuguesa. Poeta de um passadismo nocturno, elegíaco e doce que só se realiza em diálogo com a morte redentora, &lt;a href="http://guilhermedefaria.blogspot.com/"&gt;Guilherme de Faria&lt;/a&gt; acabou por ser esquecido, devido à sua morte tão prematura, às especificidades quase anacrónicas da sua poesia e à proximidade ideológica ao Integralismo Lusitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hfSm4sp4yvU/Tdl6Rd21HNI/AAAAAAAACvM/FmvW-uPuxeM/s1600/Manuscrito%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 83px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hfSm4sp4yvU/Tdl6Rd21HNI/AAAAAAAACvM/FmvW-uPuxeM/s320/Manuscrito%2B5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609649251357629650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, no centenário do seu nascimento, a descoberta de manuscritos autógrafos, correspondência, fotografias e livros da sua biblioteca pessoal, tornou possível reconstituir o seu contexto vital, redescobrir a sua vida e obra e restitui-las à História da Literatura Portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-8689842273170306719?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8689842273170306719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/8689842273170306719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/guilherme-de-faria-nasceu-no-dia-6-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dHgTVdRWUc4/Tdl6crAkHKI/AAAAAAAACvU/8QFpcaDdCBo/s72-c/GF%2B%255B8%255D%2527.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-1328923674820383896</id><published>2011-05-19T15:02:00.010+01:00</published><updated>2011-05-19T17:38:54.803+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este ano, depois de vencer a Supertaça de Portugal, o &lt;a href="http://www.fcporto.pt/"&gt;FC Porto&lt;/a&gt; terminou o campeonato nacional sem derrotas: 27 vitórias e 3 empates; marcou 73 golos e sofreu apenas 16; o 2º classificado ficou a 21 pontos e o 3º a 36. Ontem venceu a Liga Europa e no domingo joga a final da Taça de Portugal.&lt;br /&gt;Eu nasci em 1974 e o &lt;a href="http://www.fcporto.pt/"&gt;FC Porto&lt;/a&gt; é, no período dos meus 36 anos de vida, o clube europeu com mais títulos. Com uns dez anos, em 1984, comecei a interessar-me por futebol, na condição de adepto do &lt;a href="http://www.fcporto.pt/"&gt;FC Porto&lt;/a&gt;; desde então, em 26 anos, festejei 18 campeonatos nacionais, 11 Taças e 14 Supertaças de Portugal, 2 Taças dos Campeões Europeus [Liga dos Campeões] e 2 Taças UEFA [Liga Europa], 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais.&lt;br /&gt;Eu não acredito no destino, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/21895647?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" frameborder="0" height="225"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/21895647"&gt;FC Porto Campeão Nacional 10/11&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/lightbox"&gt;Lightbox&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-1328923674820383896?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1328923674820383896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/1328923674820383896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/este-ano-depois-de-vencer-supertaca-de.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7101540384531910475</id><published>2011-05-13T18:28:00.011+01:00</published><updated>2011-06-07T21:51:57.947+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um artigo de Paulo Pena, sobre a crise que abalou a Islândia em 2008, na Visão de 28 de Abril, acentuou a vontade de emigrar ou o arrependimento por não ter ainda emigrado... O artigo intitula-se: &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A crise levou o dinheiro, reinventemos a democracia&lt;/span&gt;. Lê-se no primeiro parágrafo: "O lixo diminuiu em Reiquiavique. As prateleiras dos supermercados deixaram de ter tantos produtos importados. Algumas famílias começaram a cultivar quintais. E a tricotar camisolas. Os Range Rovers agora chamam-se 'game-overs'. Consumir? 'Isso é tão 2007...' Os bancos faliram. Veio o FMI, mas o sistema de protecção social não mudou. Democracia: é a receita dos islandeses para sair da crise. Os banqueiros vão ser julgados. A Constituição está a ser revista por cidadãos comuns."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jf500VLzpeo/Tc-ThxRJASI/AAAAAAAACuU/6kBErRcGNmY/s1600/Isl%25C3%25A2ndia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jf500VLzpeo/Tc-ThxRJASI/AAAAAAAACuU/6kBErRcGNmY/s320/Isl%25C3%25A2ndia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606862269469753634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'caso islandês' não está isento de limites, como é óbvio... mas as nove páginas deste artigo de Paulo Pena obrigam a repensar o 'caso português'. Eu procuro não desculpabilizar nem demonizar a classe política ou a nossa desorganização orgânica, nem mesmo a corrupção endémica que nos impede um consequente desenvolvimento social, cultural e económico; mas, quando penso na Islândia, sinto-me cansado e triste por viver em Portugal.&lt;br /&gt;Como escreveu Manuel Laranjeira [1877-1912]: "O mal da minha terra não é a demagogia: é a inépcia. Em Portugal não há demagogia: falta-nos fanatismo cívico para isso. O que há em Portugal é uma inverosímil colecção de idiotas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os portugueses deveriam ler este artigo da Visão... ajudaria a repensar a nossa sociedade, a nossa economia e o nosso empenhamento democrático.&lt;br /&gt;Entretanto, gostava de conhecer a Islândia, a ilha fria dos &lt;a href="http://www.sigur-ros.co.uk/"&gt;Sigur Rós&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="40"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf"&gt;&lt;param name="wmode" value="window"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=8575879&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0"&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;songIDs=8575879&amp;amp;style=metal&amp;amp;p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" width="250" height="40"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7101540384531910475?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7101540384531910475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7101540384531910475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/um-artigo-de-paulo-pena-sobre-crise-que.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jf500VLzpeo/Tc-ThxRJASI/AAAAAAAACuU/6kBErRcGNmY/s72-c/Isl%25C3%25A2ndia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-3445056787473099423</id><published>2011-05-08T09:54:00.010+01:00</published><updated>2011-06-07T21:51:43.737+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há livros verdadeiramente comoventes, seja pela sua história, pelo autor, pelo conteúdo ou pelo objecto em si... seja ainda por um certo valor idiossincrático que o leitor lhe empresta. &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;A invenção do dia claro&lt;/span&gt;, de Almada Negreiros, é um desses livros, publicado por Fernando Pessoa em 1921, com a chancela da Olisipo.&lt;br /&gt;Depois de um auto-retrato, Almada escreve: "Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido." E adiante: "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mlKzVzhZY0A/TcgYHD7L6nI/AAAAAAAACuM/Bu5-G-LLWHs/s1600/Almada.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mlKzVzhZY0A/TcgYHD7L6nI/AAAAAAAACuM/Bu5-G-LLWHs/s320/Almada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604756245854284402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almada Negreiros [1893-1970] foi, provavelmente, o mais multidisciplinar artista português: pintor, poeta, ensaísta, dramaturgo, romancista... Excêntrico, polémico, genial, Almada Negreiros foi uma das principais figuras do movimento modernista; colaborou nas revistas &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Orpheu &lt;/span&gt;[1915] e &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0);"&gt;Portugal Futurista&lt;/span&gt; [1917], e foi autor de uma obra artística e literária verdadeiramente notável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-3445056787473099423?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3445056787473099423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/3445056787473099423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/ha-livros-que-sao-pela-sua-historia.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mlKzVzhZY0A/TcgYHD7L6nI/AAAAAAAACuM/Bu5-G-LLWHs/s72-c/Almada.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13778262.post-7232013488445771494</id><published>2011-05-05T15:13:00.005+01:00</published><updated>2011-05-05T15:43:45.869+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei como explicar a ausência...&lt;br /&gt;Maio é um bom mês para regressar, para repensar o lugar das coisas, a densidade dos dias, a escassez das palavras... apesar das saudades do Outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/17321546?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/17321546"&gt;Autumn in Yosemite National Park&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/evosia"&gt;Henry Jun Wah Lee&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13778262-7232013488445771494?l=equinociodeoutono.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7232013488445771494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13778262/posts/default/7232013488445771494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://equinociodeoutono.blogspot.com/2011/05/autumn-in-yosemite-national-park-from.html' title=''/><author><name>José Rui Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ojQ9BTuSU10/SKiSrRRQBGI/AAAAAAAAAAw/lNJovzEKczM/S220/Jos%C3%A9+Rui+Teixeira.jpg'/></author></entry></feed>
