20/11/09

O Zé António folheava uma edição do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular de promoção dos Caminhos de Santiago / Xacobeo 2010, daquelas que se distribuem gratuitamente nos aeroportos ou nos postos de turismo, e encontrou casualmente rostos familiares:





Trata-se da chegada a Santiago no Caminho de Fevereiro de 2008. As fotografias não são melhores do que os milhares de documentos que fomos juntando em tantos Caminhos, mas o contexto em que foram descobertas adiciona-lhes a agradável dimensão de surpresa.
Ao olhar para a Mariana Sarmento apercebi-me do modo como o tempo passa: então no 8º ano, a Mariana percorria o seu 1º Caminho; entretanto, regressou em Set. de 2008, Fev. e Set. de 2009; em Julho participou na Oficina de Poesia, em Barcelona; é minha aluna desde Set. de 2004 e, passados cinco anos, chegou ao Ensino Secundário; nos próximos três anos partilharemos mais de 300 tempos lectivos, no contexto das disciplinas de Filosofia e EMRC, provavelmente reencontrar-nos-emos no Caminho, em Barcelona, etc., etc. É muito impressionante o modo como o tempo passa e a vida que nesse tempo se partilha.
Em vinte dias, mais de 500 pessoas viram o Caminho CLF no YouTube:

19/11/09


O aconchego dos outros . Karin Somers

Em Julho de 2008 visitei a exposição O efeito dos dias, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, com umas vinte peças da escultora que nasceu em Antuérpia, em 1962. Fiquei sinceramente muito afectado. O trabalho de Karin Somers é habitado por uma verdade impressiva, onírica e poética.
Senti que Os sonhos imprecisos (a escultura que habita o Equinócio de Outono) é uma metáfora da condição de ser-homem, tão teluricamente misturado com a terra e tão escatologicamente saudoso do céu; feito do húmus que o aconchega de morte, voltado para o céu que o inunda de vida; esfinge do tempo antigo e do tempo novo.
O Guardião do Tempo é, também, uma peça impressiva, que guarda algo de telúrico e ancestral como um fóssil; uma porção de transcendência sugere que das fendas do seu tronco romperá a luz de um coração de carne, uma dádiva à terra e ao céu; e a expressão de um rosto tão humano repousa na textura azul das asas feitas para o ofício de voar.
Lembrei-me do que escreveu José Marinho: "Não pode haver uma única via verdadeira para a verdade, mas tantas quantas são os imensamente vários caminhos dos homens. Direi que há uma via única da verdade, mas não uma via única para a verdade. E poderei acrescentar que me não foi fácil chegar a vê-lo. Longo aprendizado esse, e não alegre, mas dramático e doloroso. Os caminhos do homem são veredas ou atalhos. A única via está neles, e o sabiam e disseram os autênticos filósofos e teólogos." A Karin Somers pode não ter pretensões filosóficas ou teológicas, mas as suas esculturas têm uma rara densidade filosófica e teológica e, à luz de uma hermenêutica cristã, materializam as mais profundas formulações da protologia e da escatologia.
Memória da apresentação de Diáspora, nas palavras da Maximina Girão:




Jornal Poetas & Trovadores (n.º 50 Outubro/Dezembro 2009, 3ª série, ano XXIX).

18/11/09



Tenho lido O Homem Eterno nas pequenas pausas ou intervalos roubados à azáfama do quotidiano, dez minutos aqui, quinze minutos ali. Por isso decidi que hoje vou continuar a ler o livro de Chesterton, em vez de trabalhar até tarde, a ler ou a escrever no âmbito do doutoramento ou do manual de EMRC, em vez de paginar um livro da Cosmorama ou de dedicar-me ao arquivo do espólio do Guilherme de Faria, em vez de preparar aulas ou corrigir testes, de organizar alguma actividade no âmbito do projecto de evangelização do CLF ou de dedicar-me a questões relativas ao Secretariado Diocesano de Pastoral da Cultura ou ao Centro Catecumenal, em vez de trabalhar numa conferência ou comunicação para a qual tenha sido convidado...


Não tenhais medo! Abri, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvífico abri os confins dos Estados, os sistemas económicos como também os políticos, os vastos campos da cultura, da civilização e do desenvolvimento. Não tenhais medo!

João Paulo II (1920-2005)

17/11/09



Deixa por um momento as tuas ocupações habituais; entra por um instante dentro de ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Lança para longe de ti as preocupações angustiantes; afasta de ti as inquietações custosas. Dedica um momento a Deus e descansa ao menos um pouco na sua presença… Deixa tudo, menos Deus e aquilo que te possa ajudar a encontrá-lo.

Santo Anselmo (1033-1109)
No regresso a casa, encontrei o novo livro do Doutor Afonso Rocha: Natureza, Razão e Mistério – para uma leitura comparada de Sampaio Bruno (2009). Trata-se de um documento notável, publicado pela Imprensa Nacional.



O Adelino Pires enviou-me a 1ª edição de Vida Etherea (1906) de Teixeira de Pascoaes, um livro que justifica e legitima a condição de bibliófilo.

16/11/09

No princípio do século XVII foram encomendados a Caravaggio três quadros sobre S. Mateus (1600-1602) para a Capela Cantarelli, na Igreja de S. Luís dos Franceses, em Roma: não houve qualquer objecção em relação à Vocação de S. Mateus ou ao Martírio, mas não pareceu decoroso às autoridades eclesiásticas um terceiro quadro que apresentava o apóstolo "sentado com uma perna sobre a outra, e os pés nus, grosseiramente expostos à vista do povo". Esse facto obrigou Caravaggio a pintar uma segunda versão de S. Mateus e o Anjo. As duas versões foram pintadas em 1602. A primeira foi destruída em Berlim, em 1945, no contexto da Segunda Guerra Mundial, em 1945.



Hoje celebram o aniversário a Ana Domingos, a Vânia e a Rosário. Conheci o site da Fundação Paes Teles, que tem como missão a valorização do legado de Mário Saa. Gostava que o Guilherme de Faria tivesse uma fundação assim, um espaço para o seu espólio e a sua memória.

15/11/09

Domingo chuvoso e cinzento. Percebi a importância de certos pormenores e da distância que, por vezes, a chuva nos proporciona em relação à realidade que existe do outro lado do vidro molhado da portada. Uma segunda flor branca aconteceu na magnólia como um milagre humilde e silencioso e, sem que tivesse percebido antes, a orquídea está prestes a dar à luz umas vinte flores.
O Tiago Oliveira nasceu há 20 anos. Conheci o blogue da Renata Cruz e o site da Associação Memória e Ensino do Holocausto.




A Cosmorama apresenta por estes dias um novo livro: Amphibia, do poeta brasileiro Ricardo Corona. Na verdade, este livro deveria ter sido publicado em Setembro mas, por uma razão ou por outra, só agora conseguimos imprimi-lo. O site foi reorganizado, o catálogo tem uma nova apresentação e insistiremos na iniciativa Leitores +.

14/11/09

Hoje comecei um caminho que pode conduzir-me ao diaconado: encontrei-me na Torre da Marca com o D. Manuel Clemente, com o P. Joaquim Santos e o P. Adélio Abreu, e com os restantes candidatos ao diaconado (entre eles reencontrei o Filipe Gonçalves). O Jorge Melícias nasceu há 39 anos. Ontem o José Guilherme celebrou o 17º aniversário. Ouvi casualmente Just the way you are, na voz de Diana Krall:

13/11/09

Licínio Lima escreveu no DN de 4 de Novembro de 2001, dia da beatificação de Bartolomeu dos Mártires:

Nascido em 1514, em Lisboa, Frei Bartolomeu ficou conhecido mundialmente devido à sua participação no famoso Concílio de Trento (1545-63), cuja realização se deveu, sobretudo, ao impacto da reforma protestante, lançada por Martinho Lutero, por toda a Europa ocidental.
Considerado por historiadores contemporâneos como "o maior padre conciliar" presente em Trento, o bispo português disse na altura verdades que servem para a actualidade: "A Igreja e o mundo todos estavam mais precisados de reformas do que de dogmas." Defendendo uma reforma eclesial desde a cúpula até às bases, não se coibiu sequer de sublinhar que as mudanças deveriam começar pela "eminentíssima reforma dos eminentíssimos cardeais".



Depois da participação em Trento, regressou à arquidiocese de Braga, onde foi bispo durante 23 anos, e empenhou-se em aplicar as decisões do Concílio. A ignorância causava-lhe calafrios, e mais ainda quando ouvia da boca dos padres máximas que consideravam de sapiência: "Bendita seja a Santíssima Trindade, irmã de Nosso Senhor Jesus Cristo." Perante tão santa insciência, escreveu livros de doutrina para que fossem lidos ao povo e criou escolas de teologia moral para formação do clero. São da sua autoria 32 obras que marcaram o seu tempo, uma das quais - o Estímulo de Pastores - foi oferecida a todos os participantes nos I e II Concílios do Vaticano.
Da sua iniciativa foi também a fundação do Seminário Conciliar de Braga, considerado a primeira casa de formação de sacerdotes em todo o mundo.
Durante o seu pontificado, visitou todas as 1300 paróquias da sua extensa diocese, cujo território abrangia o Minho e Trás-os-Montes, até Freixo de Espada à Cinta. Conhecedor do terreno, organizou um sínodo diocesano para ouvir as bases e, assim, vislumbrar a melhor forma de o povo interiorizar o Concílio de Trento. E para que a sua acção não fosse isolada, promoveu um concílio provincial com os bispos das dioceses circundantes, sufragâneas da sua. O diálogo com os crentes e os colegas marcou a sua acção.
Depois, exausto e doente, com apenas 69 anos, pediu ao Papa que o deixasse descansar. Resignou sem se importar com a perda dos privilégios. Isto aconteceu em 1581, tendo-se retirado para o Convento de São Domingos, em Viana do Castelo, fundado também por si, onde se dedicou à oração e meditação, e a cuidador dos pobres. Ali morreu em 1590.

:: Tribo de Jacob

12/11/09

Ontem recebi Viaje a Pascoes, tradução para espanhol do extraordinário livro de António Cândido Franco. Comprei mais alguns livros do Afonso Lopes Vieira (1878-1946): O Poeta Saudade (1901), Ilhas de Bruma (1917), Em demanda do Graal (1922) e Nova demanda do Graal (1942). Hoje encontrei-me com o António Filipe e, mais tarde, o Prof. Joaquim Azevedo passou pelo CLF. Apresentei o filme The Village (M. Night Shyamalan, 2004) nas aulas de Filosofia do 10º ano.
Dois novos blogues de alunos do CLF, no âmbito da disciplina de Área de Projecto: DogMe (Efigénia Tavares, Filipa Redondo, Luísa Salazar e Rosário Cunha) e Rearquitectar o Colégio (Filipa Santos, Nuno Pereira e Rui Antunes). Aniversários: a Ana Maria Oliveira anteontem (17 anos) e o Pedro Reis Pereira ontem (19 anos).

09/11/09


Violeta Lopiz

A Francisca lembrou-me as palavras de Lévi-Strauss: "Na civilização mecânica, não há mais lugar para o tempo mítico, senão no próprio homem." Tenho muito trabalho, cansaço acumulado e um horário carregado; tenho um telemóvel novo, um Nokia E71, mas sinto falta do tempo mítico.
Há 20 anos o Muro de Berlim foi derrubado e a Ana Borges nasceu.

08/11/09



O Tomás nasceu há cinco anos. Arrumei o escritório/biblioteca. Continuo a ler O Homem Eterno de Chesterton. Detive-me nas palavras de António Lobo Antunes: "Gostava que os meus livros fossem uma explicação do mundo. A vida toda. [...] Queria atingir aquele núcleo que todos temos dentro de nós, aquele negro impartilhável que julgamos inacessível aos outros". Já só faltam 20 dias para o Rodrigo Leão no Coliseu do Porto.

07/11/09



Hoje a Cristina e o João casaram. Foi um dia muito agradável, na companhia da Ana, da Natália, do Pedro e do Zé António, do Zé Miguel e da Madalena, da Inês Viterbo, da Inês Franco e do Juca. Oferecemos à Cristina e ao João uma escultura da Karin Somers: A vigia do mundo, um anjo luminoso e distante, com asas para o ofício de voar e aquela verdade telúrica que existe em todas as esculturas da Karin, uma verdade poética que será, na casa da Cristina e do João, a expressão comovida de um amor maior.

06/11/09

A arte bizantina é reconhecida pelos ícones, pintados a encausto ou a têmpera sobre tela, colada à madeira ou directamente sobre a tábua; por vezes, eram cobertos com lâminas de ouro ou prata, enriquecidos com esmaltes e pedras preciosas. A pintura de ícones era considerada uma arte nobre, uma obra teológica expressa em imagens, que implicava uma intensa preparação técnica e espiritual por parte do artista, na medida em que se considerava que Deus operava através da sua mão, o que condicionava necessariamente a sua autoria, ao ponto de não assinar a obra. Nos séculos VIII e IX, o movimento iconoclasta deixou feridas profundas na Igreja oriental e nesta dimensão tão representativa da arte bizantina.


Cristo e S. Menas. Ícone proveniente do Mosteiro de Bauit, Egipto (séc. VI-VII).

05/11/09

Estes dias têm sido particularmente intensos. Terminei a correcção da primeira vaga de testes de Filosofia (10º ano); ontem escrevi as sínteses e participei nas reuniões intercalares. Para além das aulas e das reuniões, empenho-me na organização do Caminho de Santiago e participação do CLF no Encontro Ibérico de Taizé no Porto (Missão 2010 / CLF).
Sinto que preciso de concentrar-me numa série de desafios que implicam retomar o trabalho na dissertação doutoramento e dar continuidade a outros projectos: o novo manual de EMRC para o Ensino Secundário (Alicerces), a Cosmorama, o Centro Catecumenal, o diaconado, etc., etc.



Duas novas aquisições para a minha biblioteca, ambas de Afonso Lopes Vieira: O Romance de Amadis (1922) e O Conto de Amadiz (1938), a versão para crianças da mesma obra.

Mel Kadel


A mão preferida pelo silêncio
evoca sobre o muro
um alfabeto sem vincos

não é mão é uma luz que sobe pela colina
um atalho entre as estevas
um incêndio na mata
a rapariga louca, grita contra a noite
na enseada

A mão preferida pelo silêncio
folheia o livro dos incêndios
torna-se irremediavelmente suja
sobre o muro traça os vincos
os primeiros versos

A mão preferida pelo silêncio
não conhece repouso
quando atravessa a noite da enseada

é a mão trémula
pobre
assinalada pela escassez extrema dos nomes

José Tolentino Mendonça

03/11/09



A minha Krups / Nespresso regressou ontem a casa, depois de um período em que esteve 'hospitalizada'. Diz-se que adoeceu por excesso de trabalho, mas é provável que não passe de um boato.

02/11/09

O poeta Teixeira de Pascoaes nasceu há 132 anos, no dia 2 de Novembro de 1877, em Amarante. Lembro as suas palavras: "O meu ideal é que a sociedade se transforme, sem trair o seu destino transcendente, a sua humanidade acordada pela lira de Orfeu e a de Isaías: a de Orfeu radiando a luz da Verdade ou a Beleza; e a de Isaías o calor da Verdade ou a Bondade."



Como lembra Miguel Torga: "É um Portugal assombrado, patético, que o padre benze e a bruxa defuma, com ex-votos nas sacristias, demónios nas encruzilhadas, calvários, ermidas e nichos alumiados, que só quem teve a fortuna, como o Poeta, de nascer e ficar na aldeia, junto da natureza e do povo, merece e conhece. Para esse Portugal de viagem e torna-viagem, de adeuses e expectação, de desejo e lembrança, de Deus e de Satã, que pulsa ainda ao ritmo das seivas e dos sinos, e mede o tempo no relógio das estações e dos astros, sistematizou Teixeira de Pascoaes uma das mais audaciosas interpretações anímicas. A ancestralidade e o destino colectivo plasmados no condão de uma palavra. A saudade a crismar o mistério de uma raça perpetuamente a morrer e a ressuscitar. A pátria num estado de alma. Mas é como seu verbo encarnado, caudaloso, sem poder escapar a si próprio, que eu o amo e o futuro certamente o amará."

31/10/09

Apesar de ser sábado, hoje passei a manhã na Casa Diocesana de Vilar, a trabalhar no manual de EMRC com o Luís Silva, o António Madureira e o Fernando Mota. Da parte da tarde encontrei-me com a Prof.ª Maria João Reynaud e com o João Manuel Ribeiro, que tem um novo livro:



Em meio ano, o Equinócio de Outono teve mais de 19 mil visitas (quase 30 mil 'page views'). Espero que este blogue continue a ser um lugar de encontro.
Ontem a Joana Jacinto trouxe uma brisa de Primavera a uma terra assolada pelo Equinócio de Outono.


Primavera (c. 1478) . Botticelli (1445-1510)

Anteontem nasceu o António Pedro, filho do meu amigo António Jorge.
Está disponível desde ontem no YouTube o vídeo Caminho CLF. É uma versão que demora os oito minutos e trinta segundos de Atlas Song, a segunda faixa de Riceboy Sleeps, de Jónsi & Alex.

30/10/09

No contexto do projecto Post-scriptum, depois de Guilherme de Faria e Teixeira de Pascoaes, o Luís Silva apresentou o retrato do António Pedro (1909-1966):



"Em cerca de 40 anos de actividade criativa, […] escreveu poesia (onze livros dispersos, desde Os Meus Sete Pecados Capitais em 1926 até ao Protopoema da Serra de Arga em 1949), «uma espécie de romance poético intitulado Apenas uma narrativa» em 1942, vários ensaios de estética, incluindo a teatral, pintou quadros, fez escultura e cerâmica, fundou (nos anos 30) a primeira galeria de arte moderna que em Portugal houve, dirigiu uma revista de vanguarda (a Variante, de 1942, que tentou, sem êxito imediato, reatar a interrompida tradição do Orfeu), foi, durante os anos de guerra ao microfone da BCC, a voz dos portugueses que recusavam o monstro nazi-fascista, exaltado pela propaganda oficial do regime a que sempre se opôs (uma vez curado de um juvenil prurido de integralista), fez jornalismo, animou o movimento surrealizante do após-guerra – até que, pelos fins da década de 40, trocou tudo isto pelo teatro. E a ele dedicou exclusivamente (ou quase: em 1951-52 houve um parêntese consagrado à cerâmica) os últimos quinze anos da sua vida" (Luiz Francisco Rebello).

29/10/09

Com a ajuda do Nuno Reis Pereira, apresento um portefólio com algumas fotografias dos Caminhos que tenho organizado e percorrido no contexto do projecto de evangelização do Colégio Luso-Francês. Entre 2002 e 2009 percorremos 16 Caminhos, nos quais participaram mais de 1200 alunos, por mais de dois mil quilómetros. Mas sinto que ainda não sei dizer o milagre…



Ontem visitei o Colégio do Rosário na companhia do Pedro Martins e do Nuno Veiga. Foi muito agradável… Mais do que isso: percebi que podemos cruzar caminhos, podemos mesmo percorrê-los juntos, no sentido de sermos mais autênticos na missão assumir o presente e guardar o futuro.
Têm sido dias grandes e intensos: as aulas no CLF, a correcção dos testes de Filosofia, a Missão 2010 (Caminho de Santiago, Encontro Ibérico de Taizé, Centro Catecumenal, etc.); a unidade lectiva 10 do manual de EMRC, sobre arte cristã; a edição de Amphibia, do poeta brasileiro Ricardo Corona, na Cosmorama; o projecto Post-scriptum
Aproveito para divulgar o blogue do Luís Costa: Fogo marsupial.

27/10/09

A magnólia que tenho num vaso, nas traseiras de casa, floriu antes do tempo. Uma única flor branca floriu antes do tempo.
Na sexta-feira tive um daqueles sonhos em que, quando acordamos, não conseguimos perceber o que é onírico e o que é real. Uma pessoa que já morreu disse-me que, na verdade, eu sonhara que ela tinha morrido e que tudo não passava de um sonho. E eu acordei com a sensação de ter adormecido.



Estou a preparar o Caminho de Fevereiro de 2010. Recebo as inscrições e apresento nas turmas do Secundário um portefólio com fotografias dos Caminhos que percorremos desde 2002. O essencial é invisível aos olhos, mas ainda há quem só consiga ver com os olhos.